Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/10705
Type: doctoralThesis
Title: A comunicação e a construção da cultura de segurança do paciente: interfaces e possibilidades no cenário do hospital
Author(s): Schilling, Maria Cristina Lore
Advisor: Scroferneker, Cleusa Maria Andrade
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social
Issue Date: 2017
Keywords: COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL
SEGURANÇA DO PACIENTE
ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
ADMINISTRAÇÃO HOSPITALAR
COMUNICAÇÃO
Abstract: O Programa Nacional de Segurança do Paciente criado, no Brasil, em 2013 definiu como uma das suas metas "melhorar a comunicação". Tal indicação levou-nos a propor uma pesquisa visando: discutir as interfaces sobre comunicação e a construção da cultura de segurança do paciente; investigar sobre as (im)possibilidades da comunicação no ambiente hospitalar; compreender como a comunicação está atrelada à cultura de segurança do paciente; e evidenciar as competências dos profissionais de saúde para a comunicação. Para o desenvolvimento da pesquisa selecionamos um hospital universitário da região metropolitana de Porto Alegre, RS. A estratégia metodológica foi a Hermenêutica em Profundidade de Thompson, tendo como procedimentos de investigação o estudo de campo, entrevista em profundidade com profissionais da instituição e observação não-participante. A partir das falas dos respondentes, emergiram seis dimensões de análise1: a percepção sobre informação e comunicação; a comunicação e a passagem de plantão: refletindo sobre os cenários; aspectos envolvidos no processo de comunicação no hospital; a relação entre segurança do paciente e comunicação; a construção da cultura de segurança do paciente na perspectiva dos profissionais; e competências dos profissionais de saúde para a comunicação, as quais foram (re) interpretadas à luz da análise de conteúdo de Bardin.As análises evidenciaram que o viés instrumental/informacional da comunicação é o mais presente no hospital e que as dimensões cultural, humana e estratégica ainda não estão contempladas, embora necessitem acontecer concomitantemente para a concretização da cultura de segurança do paciente. Constatamos, ainda, uma necessidade manifestada pelas pessoas que trabalham no hospital de que a comunicação aconteça; e, de que os profissionais têm uma expectativa sobre os procedimentos de controle e avaliação das práticas assistenciais e de seu desempenho. Há necessidade de rever o processo de comunicação, pois este constitui a rede que possibilita e/ou sustenta a articulação entre as competências existentes na organização e as necessárias para a implantação do Programa de Segurança do Paciente.
The National Patient Safety Program created in Brazil in 2013 defined one of its goals as "improving communication". This led us to propose a research aiming at: to discuss the interfaces on communication and the construction of the culture of patient safety; investigating the (in)possibilities of communication in the hospital environment; understand how communication is tied to the patient's safety culture; and to highlight the competencies of health professionals for communication. For the development of the research, we selected a university hospital in the metropolitan region of Porto Alegre, RS. The methodological strategy was Thompson's in Depth Hermeneutics, having as investigation procedures the field study, in-depth interview with professionals of the institution and non-participant observation. From the statements of the respondents, six dimensions of analysis emerged: the perception about information and communication; communication and shift: reflecting on the scenarios; aspects involved in the hospital communication process; the relationship between patient safety and communication; the construction of patient safety culture from the professional perspective; and competencies of health professionals for communication, which were (re) interpreted in the light of Bardin's content analysis.The analyzes showed that the instrumental / informational bias of the communication is the most present in the hospital setting and that the cultural, human and strategic dimensions are not yet contemplated, although they need to happen concomitantly to concretize the patient safety culture. We also note a need manifested by the hospital staff that communication needs to happen; and that professionals have an expectation about the procedures to control and evaluate care practices and their performance. There is a need to review the communication process, since it constitutes the network that enables and/or supports the articulation between existing competencies in the organization and those necessary for the implementation of the Patient Safety Program.
URI: http://hdl.handle.net/10923/10705
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