Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/10775
Type: masterThesis
Title: A alteridade do real ou da in-condição proletária: ensaio sobre significância e justiça em Emmanuel Levinas
Author(s): Rodrigues, Tiago dos Santos
Advisor: Souza, Ricardo Timm de
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Issue Date: 2017
Keywords: JUSTIÇA (FILOSOFIA)
LEVINAS, EMMANUEL - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
FILOSOFIA FRANCESA
Abstract: Esta dissertação procura apresentar a correlação entre significância e justiça que há no pensamento do filósofo lituano-francês Emmanuel Levinas, ou seja, como que o nascimento do sentido é chamado à realização da justiça com os próximos e distantes. No primeiro capítulo, apresenta-se a descrição levinasiana da relação entre o existente (o ente humano) para com a existência (o ser em geral), e de como essa relação com o ser já é um protesto contra o ser, isto é, necessidade de evasão dele, uma vez que a relação do humano com o seu ser não é de carência deste, mas de excesso que resulta em opressão. O existente não pode descolar-se da sua existência, do seu ser, está pregado a ele, mas este mesmo ser não satisfaz as aspirações de uma vida verdadeiramente humana; na busca por evasão da condição de ser, o humano pode se enveredar por meios ilusórios e momentâneos de esquecimento desse ser. No segundo capítulo, apresenta-se a crítica de Levinas contra as filosofias da totalidade e do neutro, que retiram o seu sentido da lógica do ser, a partir de sua inspiração na filosofia de Franz Rosenzweig e com a análise crítica do que Levinas chamou à época de filosofia do hitlerismo. Essas filosofias, trabalhando com a lógica ontológica (simetria, contemporaneidade, igualização), tendem a anular as diferenças, quer dizer, as singularidades, o que em termos políticos significa a legitimação do estado de guerra e de estruturas totalitárias que reduzem a multiplicidade de termos a um só termo. No terceiro capítulo, apresenta-se como que de uma transcendência à ordem do ser – o rosto, in-condição porque não partícipe das condições do ser –, a subjetividade do sujeito pode se libertar da opressão do excesso de ser para um de outro modo que ser, com o trauma do encontro com o rosto de outrem que na sua miséria, indigência e exposição à morte chamam o sujeijo às responsabilidades.Responsabilidades que obsessionam o sujeito e o tomam como refém do outro ao modo de maternidade, em que há o outro-no-mesmo, e em que o eu, contrariamente à lógica do ser, já não é para-si, mas é um-para-o-outro, é significância. No quarto capítulo, apresenta-se um breve excurso sobre o pranto como modo de exposição da alteridade e de descarga do ser, como expressão do de outro modo que ser. No quinto e último capítulo, apresentam-se as consequências para a significância da entrada do terceiro (da multiplicidade social) nas relações com outrem e de como esta chama a responsabilidade do sujeito a fazer uso, agora sim, da lógica do ser, da ontologia, como função de justiça; também se apresentam as reservas levinasianas para com o estado liberal e do chamado que a obsessão materna pelo outro, pela justiça, é também chamado à revolução, isto é, à libertação do proletariado da sua in-condição proletária.
This thesis seeks to present the correlation between significance and justice present in the thought of the Lithuanian-French philosopher Emmanuel Levinas. How the birth of meaning is called to the accomplishment of justice to those close and those far way. The first chapter presents Levianas‘ description of the relation between the existent (the human being) to the existence(the being in general), and how this relation with the being, is in its self, a protest against the being; that is, the necessity of escaping him, once the relation between the human and himself it is not lacking, but in excess which results in oppression.The existent cannot be parted with his existence, his self; he is attached to him; but this same being does not satisfies the aspirations of a, truly, human life. In the search for escape of the condition of being, the human-being may turn to illusory and momentary means of forgetting this being. In the second chapter, it is presented Levinas‘ critic against the philosophies of totality and the neutral, which take their sense of the logic of the being, from his inspiration in the philosophy of Franz Rosenzweing and the critic analyses of what Levinas called at the time of Philosophy of Hitlerism. These philosophies, when working with the ontological logic(symmetry, contemporaneity, equalization), tend to nullify the differences, in another words, the singularities. This in political terms means the legitimation of the state of war and of totalitarian constructions that the multiplicity of terms to a single term. The third chapter presents how of a transcendence to the order of being–the face, unconditional because it does not participate in the conditions of being – the subjectivity of the subject can free oneself of the oppression of excess of being to one of another way to be, with the trauma of the meeting with the face of another that in his misery, indulgence and exposition to death call the subject to the responsabilities.Responsibilities that make the subject, obsessive and make him as if a hostage to another to the maternity mode, in which there is the other in itself, and in which the self, contrary to the logic of being, it is no longer for itself, but it is one to the other, it is significance. The forth chapter presents a brief excursus on the weeping as a way of exposure of the otherness and the discharge of the being, as an expression of way to be. In the fifth and last chapter, it is presented the consequences to the significance of the entry of the third (of the social multiplicity) in the relations with others and how this calls responsibility of the subject to make use, now, of the logic of the being, of ontology, as a role of justice; it is also presented Levianas‘ discretion to the liberal state and of the call that maternal obsession for the other, for the justice, is also call to the revolution, that is, to the freedom of the proletariat of their proletarian condition.
URI: http://hdl.handle.net/10923/10775
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