Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/11104
Type: doctoralThesis
Title: Crença de grupo: uma introdução à epistemologia coletiva
Author(s): Ruivo, José Leonardo Annunziato
Advisor: Müller, Felipe de Matos
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Issue Date: 2017
Keywords: EPISTEMOLOGIA
CRENÇA
FILOSOFIA
Abstract: A partir do final dos anos 80 podemos observar um interesse crescente, dentro da filosofia analítica, por questões concernentes à natureza do mundo social. Influenciados por essa tendência, alguns filósofos passaram a discutir de forma sistemática a relação entre conceitos tipicamente epistêmicos (como crença, justificação e conhecimento) e o mundo social. O presente trabalho se insere nessa tendência a partir do campo da epistemologia coletiva – para utilizar o rótulo cunhado por Margaret Gilbert (2014) – que estuda a semântica, ontologia, psicologia e epistemologia de entidades coletivas. O problema central de nosso trabalho armase em torno da pergunta: dizer que um grupo G crê que P equivale a dizer, da maioria dos indivíduos, membros de G, creem que P? Para formularmos o problema, apresentaremos, no primeiro capítulo, uma introdução às principais questões da área. No segundo capítulo mostraremos que aqueles que respondem positivamente ao nosso problema central defendem uma forma de individualismo. Individualistas nesse âmbito entendem que a entidade coletiva grupos não pode ocupar o lugar legítimo de sujeito nas sentenças de atribuição de crenças. Veremos nesse capítulo que o individualismo de sujeitos é uma composição de dois argumentos, o anti-psicologismo de grupos e o anti-mentalismo de grupos, e exporemos razões para concentrar nosso trabalho no anti-mentalismo de grupos. O terceiro capítulo é dividido em três partes. Na primeira, exploraremos o modelo de Margaret Gilbert a fim de enfrentar o individualismo de sujeitos. Na segunda, exploraremos um modelo que compete com o modelo de Gilbert – os modelos de aceitação, como iremos denominar.Na terceira parte trataremos do modelo de Christian List e Philip Pettit (2011), que preenche uma série de lacunas do modelo de Gilbert para a atribuição de crenças a grupos de maneira antiindividualista. Concluiremos respondendo negativamente à pergunta de pesquisa, ou seja, afirmando que é possível dizer que um grupo G crê que P ainda que a maioria dos indivíduos, membros de G, não creia que P.
Since the late 1980’s, we can notice a growing interest on the part of analytic philosofers in questions concerning the nature of the social world. This trend influenced some philosophers to start a systematic discussion about the relationship between typically epistemic concepts (such as belief, justification, and knowledge) and their relationship with the social world. The present essay belongs to this trend in the branch known as collective epistemology (in accordance with Margaret Gilbert’s 2004 terminology), that studies the semantics, ontology, psychology, and epistemology of collective entities. Our central problem is built around the following question: to say that a group G believes that P is the same as saying that most of the individuals, members of G, believe that P? In the first chapter, we will present an introduction of the main questions in the field. In the second chapter it will be argued that those who answer positively to the central problem assume some form of individualism because the collective entity ‘group’ cannot occupy the place of subject in ascriptions of belief. This subject individualism is a combination of two arguments: group anti-psychologism and group anti-mentalism. The third chapter is composed by three different sections. In the first section, we will present Margaret Gilbert’s model of anti-subject individualism. The second section concerns the debate between Gilbert’s model and a model of acceptance, as we call it. In the third part we will show how Christian List and Philip Pettit’s model (2011) fill some important gaps left by Gilbert’s model. As a conclusion, we arrive at a negative answer to our central question, that is, we affirm that a group G believes that P even if most of individuals, members of G, don’t believe that P.
URI: http://hdl.handle.net/10923/11104
Appears in Collections:Dissertação e Tese

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