Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/14928
Tipo: masterThesis
Título: Quando a mulher tem voz: a narradora-personagem de Margarida La Rocque : a ilha dos demônios, de Dinah Silveira de Queiroz
Autor(es): Steffen, Ana Cristina
Orientador: Baumgarten, Carlos Alexandre
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Data de Publicação: 2019
Palavras-chave: ANÁLISE LITERÁRIA
LITERATURA BRASILEIRA - HISTÓRIA E CRÍTICA
Resumo: Este trabalho tem como objetivo central analisar a narradora-personagem do romance Margarida La Rocque: a ilha dos demônios, publicado em 1949, de Dinah Silveira de Queiroz (São Paulo, 1911- Rio de Janeiro,1982). A autora produziu uma vasta e diversificada obra - que transitou do romance histórico à ficção científica – e atuou intensamente nos círculos intelectuais e culturais de sua época. Ademais, teve uma extensa produção cronística para diversos veículos da imprensa. Apesar disso, Dinah atualmente é pouco lida e tem seus livros também pouco estudados. As narrativas da escritora, em geral, são centradas em personagens femininas e, em Margarida, essa personagem mostra-se uma mulher que busca novos caminhos possíveis para si. Dessa forma, o romance coloca-se dentre aqueles pertencentes a uma fase de transição em que começavam a ser postas em discussão as assimetrias das relações de gênero. Sendo assim, a fundamentação teórica desta pesquisa consiste em grande parte na teoria e na crítica feminista; para tal, foram privilegiadas estudiosas brasileiras como Rita Schmidt, Constância Lima Duarte, Ruth Silviano Brandão, dentre outras.Mas foram utilizadas, também, autoras como Simone de Beauvoir, Elaine Showalter, Judith Butler, além do estudo de Joanne Frye sobre o que é uma das questões centrais deste trabalho: a narradora-personagem feminina. Visando mostrar como a identidade que se constrói para a protagonista revela uma personagem feminina em desacordo com os estereótipos da mulher na literatura, também foi utilizado o conceito de identidade narrativa, de Paul Ricoeur. Ao alinhar a teoria e a crítica feminista aos postulados do filósofo francês, é possível perceber uma identidade narrativa construída na temporalidade do romance em que se revela uma personagem mulher-sujeito que assume os rumos da própria história, inclusive porque a narra com sua própria voz. Ainda que a personagem tenha algumas limitações na sua atuação como um sujeito autônomo e carregue, em certa medida, algumas características das personagens femininas estereotipadas, a leitura do romance indica uma protagonista em que se reconhece o elemento da transgressão.
This work has as main objective to analyze the narrator-character of the novel Margarida La Rocque: a ilha dos demônios, published in 1949, by Dinah Silveira de Queiroz (São Paulo, 1911- Rio de Janeiro,1982). The author produced wide and diversified work – which transited from historical novel to scientific fiction – and acted intensely in the intellectual and cultural circles of her time. Furthermore, she had extensive production of chronicles for several press media. Nevertheless, Dinah is little read currently and her books are also little studied. The narratives of the writer, in general, are centered in feminine characters, and, in Margarida, this character shows herself a woman who seeks new possible paths for herself. This way, the novel is among those ones belonging to a transition phase in which the asymmetries of gender relations were beginning to be put under discussion.Thus, the theoretical foundation of this research consists largely of feminist theory and criticism; for this, Brazilian scholars such as Rita Schmidt, Constância Lima Duarte, Ruth Silviano Brandão have been privileged, among others. But authors such as Simone de Beauvoir, Elaine Showalter, Judith Butler, were also used, besides the study of Joanne Frye about what is one of the main questions of this work: the feminine narrator-character. Seeking to show how the identity that is constructed for the protagonist reveals a feminine character in disagreement with the stereotypes of woman in literature, it was also used the concept of narrative identity, by Paul Ricoeur. By aligning feminist theory and criticism to the postulates of the French philosopher, it is possible to perceive a narrative identity constructed in the temporality of the novel in which it is revealed a woman-subject character that assumes the course of her own story, inclusive because she narrates with her own voice. Even that the character has some limitations in her acting as an autonomous subject and carries, in a certain way, some characteristics of the stereotyped feminine characters, the reading of the novel indicates a protagonist in whom we recognize the element of transgression.
URI: http://hdl.handle.net/10923/14928
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