Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/2144
Tipo: doctoralThesis
Título: Comunicação e psicanálise em uma abordagem complexa sobre as organizações e seus sujeitos
Autor(es): Sólio, Marlene Branca
Orientador: Scroferneker, Cleusa Maria Andrade
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social
Data de Publicação: 2010
Palavras-chave: COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL
CULTURA ORGANIZACIONAL
COMPLEXIDADE
PSICANÁLISE
SUBJETIVIDADE
IDEOLOGIAS
Resumo: Neste estudo, buscamos evidenciar que as relações entre capital e trabalho se dão na instância da subjetividade e são mais complexas do que podem, num primeiro momento, aparentar, exigindo que as Organizações desenvolvam uma “escuta” na direção de seus Sujeitos. Defendemos a tese de que as Organizações precisam perceber sua relação com os empregados como algo complexo e que se alimenta recursivamente da própria qualidade, o que exige, mais do que diálogo permanente, espaço para a transformação, ao contrário do que encontramos, ou seja, uma relação, linear e estática. Além de longa vivência em organizações dos mais diversos setores (indústria, comércio e serviços), por mais de duas décadas, buscamos fundamentação em três grandes áreas do conhecimento: a Comunicação, os Estudos Organizacionais e a Psicanálise. Para o cotejo entre a fundamentação teórica, a experiência vivencial e o material obtido em dois Grupos de organizações pesquisados, adotamos o Paradigma da Complexidade, de Edgar Morin. Para a coleta de material, recorremos à pesquisa qualitativa, com entrevistas em profundidade e psicanalíticas, todas gravadas, e para a interpretação de dados à análise de discurso, com base na corrente francesa (Foucault) e a estudos de Psicanálise, fundamentados em Freud e Lacan. Como o comportamento dos Sujeitos Organizacionais, se considerarmos aspectos psíquicos1, pode estar relacionado ao “desenho” das relações dos públicos nas Organizações? Essa é a questão inicial para nossas reflexões e que se desdobra em outras três: Qual o papel dos aspectos psíquicos e de personalidade dos Sujeitos das Organizações, na “leitura” que farão, bem como na resposta que darão aos apelos e premissas da Cultura das Organizações?Como as Organizações podem modificar e melhorar os processos comunicacionais, investindo na qualificação dos processos relacionais? Elas consideram, nos seus processos relacionais com os Sujeitos Organizacionais estudados, os aspectos psíquicos? Vislumbramos o plano da subjetividade como recurso para a qualificação do plano material, que, em nossa perspectiva, precisa contemplar capital e trabalho. Os objetivos da pesquisa são: perceber, a partir da análise do grupo de entrevistas colhido, como acontecem os principais processos de Comunicação Organizacional; analisar se e como elementos de subjetividade dos atores de Organizações podem interferir na recepção/interpretação/emissão de mensagens; estudar como esses processos de comunicação poderiam contribuir para a compreensão de aspectos complexos das relações interpessoais e intergrupais na Organização e propor um caminho [dentre tantos outros] que propicie repensar os Sujeitos Organizacionais e a fixidez com que são definidas e analisadas as noções de Cultura/Cultura Organizacional, de Ideologia e de Poder, intimamente relacionadas entre si e desempenhando papel de sustentação de uma postura paralisante e alienadora.
In this study, we seek to evidence that the relationships between capital and work happen in the subjectivity field and that they are more complex than they can really, at a first moment, appear. It demands that the organizations develop a “hearing” in the direction of their subjects. We defend the thesis that the organizations need to notice their relationship with the employees as something complex. This relationship is resourcefully nourished by its own quality, and it demands permanent space for transformation. Besides the long experience in organizations from the most varied sectors (industry, trade and services), for more than two decades, we searched foundations in three areas of knowledge: Communication, Organizational Studies and Psychoanalysis. In order to confront theoretical foundations, real experiences and material obtained in two searched organizations, we adopted Edgar Morin’s Complexity Paradigm. For the collection of the material, we used qualitative research, with psychoanalytical interviews and in depth. All these interviews were recorded and, for interpretation of data, we used the analysis of speech, based on the French doctrine of these studies (Foucault) and studies of Psychoanalysis founded on Freud and Lacan. How can the behavior of the organizational subjects be related to the “design” of the relations of the audiences in the organizations, if we take into account the 2psychic aspects? This is the initial question for our reflections and it turned into other three questions: What is the role of the psychic aspects and the personality of the Subjects of the Organizations, in the future “readings”, as well as the answer they will give to the appeals and premises of the Culture of the Organizations? How can the Organizations change and improve the communicational processes, investing in the qualification of the processes of the relationships?Do they consider, in their processes of the relationships with the Organizational Subjects, the psychic aspects? We see the subjective field as a source of the qualification of the material field, which, in our view, needs to reach capital and work. The central objective of this research is: to notice how the main processes of the Organizational Communication happen; to analyze whether and how the elements of the subjectivity of the actors of Organizations can interfere in the reaction/interpretation/emission of the messages; to study how these processes of communication could contribute to the comprehension of complex aspects of the interpersonal and intergroup relationships in the Organization and to try to propose a way that allows us to rethink the Organizational Subjects and the fixed manners that the notions of Culture/Organizational Culture are defined and analyzed, of Ideology and of Power, closely related and playing a role of supporting a paralyzing and alienating posture.
URI: http://hdl.handle.net/10923/2144
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