Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/3483
Tipo: masterThesis
Título: O conceito de existência em Martin Heidegger e Ernst Tugendhat
Autor(es): Fanton, Marcos
Orientador: Stein, Ernildo Jacob
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Data de Publicação: 2009
Palavras-chave: FILOSOFIA
TUGENDHAT, ERNST - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
HEIDEGGER, MARTIN - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
Resumo: This work aims to describe and to reflect on the concepts of existence of the philosophers Martin Heidegger and Ernst Tugendhat. To do so, I expose, in the Introduction, a brief and broad overview of the discussion of the concept of existence in contemporary philosophy and I present the methodology of the present work, based on the concepts of word, concept, problem and philosophical position. In Chapter One, on Heidegger, I try to show that, in Being and Time, we can find three concepts of existence [1] existence as the whole of Dasein's being; [2] existence as one of the constituent moments of care; and [3] existence as ex-sistence. Such conceptual change – and this is my hypothesis – do not reveal an inaccuracy of the hermeneutic-phenomenological method, as stated by some philosophers of analytic branch, but one of its particularities which allows an intersubjective semantic control. I still discuss, in this chapter, the formulations of the concept of existence of the “philosophers of existence”, such as Kierkegaard, Jaspers and Sartre, in order to achieve a better comprehension of Heidegger’s own proposal. In the Second Chapter, I have, as an initial hypothesis, that Tugendhat formulates, in a group of particular works, three concepts of existence: [I] existence as identification; [II] temporal existence; and [III] existence as relation to one own self, and that in all of them there is an intention to comply with the fundamental principle of analytic philosophy. In the end, I try to demonstrate that the third concept can cause doubts about an alignment with this principle. Finally, in the Final Considerations, I return again to the discussion of the methodology of the work, now with the hypothesis of a programmatic attempt of a dialogue between the two philosophical positions and how this could be accomplished.I expose further that the main motivation for us using the concept of existence in contemporary philosophy is the purpose of a philosophical account of the existence of human existence as a unique, irreplaceable and which it must be carried each time by each one. This brings thereby the need for the redevelopment of other concepts, like, for example, truth, freedom, reason, transcendence, time, among others.
Este trabalho tem por objetivo explicitar e refletir sobre os conceitos de existência dos filósofos Martin Heidegger e Ernst Tugendhat. Para tanto, exponho, na Introdução, um breve e amplo panorama da discussão sobre o conceito de existência na filosofia contemporânea e apresento a metodologia do trabalho, baseada nos conceitos de palavra, conceito, problema e posição filosófica. No Primeiro Capítulo, sobre Heidegger, procuro demonstrar que, em Ser e Tempo, podemos encontrar três conceitos de existência [1] existência como o todo do ser do Dasein; [2] existência como um dos momentos constitutivos do cuidado; e [3] existência como ex-sistência. Tais modificações conceituais, e esta é minha hipótese, não revelam uma imprecisão do método fenomenológico-hermenêutico, como afirmam certos filósofos de vertente analítica, mas uma de suas particularidades que permite um controle semântico intersubjetivo. Discuto, ainda neste capítulo, as formulações do conceito de existência dos “filósofos da existência”, Kierkegaard, Jaspers e Sartre, com o objetivo de alcançar uma melhor compreensão da proposta do próprio Heidegger. No Segundo Capítulo, tenho como hipótese inicial que Tugendhat elabora, em um grupo de obras específico, três conceitos de existência: [I] existência como identificação; [II] existência temporal; e [III] existência como relacionar-se consigo mesmo, sendo que, em todos eles, há uma pretensão de estar de acordo com o princípio fundamental da filosofia analítica. Ao final, mostrarei que o terceiro conceito pode provocar dúvidas a respeito de uma concordância com tal princípio. Por fim, nas Conclusões Finais, volto, novamente, à discussão da metodologia do trabalho, agora com a hipótese programática de uma tentativa de diálogo entre ambas as posições filosóficas e como isto poderia ser realizado. Como resultado, exponho, ainda, que a principal motivação para utilizarmos o conceito de existência na filosofia contemporânea é o intuito de uma descrição filosófica da existência do ser humano como uma existência singular, finita, insubstituível e que precisa ser levada a cada momento por cada um. Isto traz, por conseqüência, a necessidade de re-elaboração de outros conceitos fundamentais, como, por exemplo, o de verdade, liberdade, transcendência, tempo, entre outros.
URI: http://hdl.handle.net/10923/3483
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