Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/3523
Tipo: doctoralThesis
Título: O problema da linguagem no sistema hegeliano: o paradoxo do absoluto incondicionado e exprimível
Autor(es): Cossetin, Vânia Lisa Fischer
Orientador: Luft, Eduardo
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Data de Publicação: 2007
Palavras-chave: FILOSOFIA ALEMÃ
HEGEL, GEORG WILHELM FRIEDRICH - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
FILOSOFIA DA LINGUAGEM
FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
Resumo: The Hegelian refuse to all Absolute, either intuited or posed without reflection, required the elaboration of a philosophical system that was intelligible and discursive all the time. The idea that comes from this is that the possibility of the intelligibility of such Absolute is parallel to the possibility of its exposition. That means, the necessity inherent to it, that needs to produce the contingent being externalized and at the same time needs to be free of it to reach its full identity with itself, proving the independence of this contingent, has in language its mediator. Language thus assumes, in Hegelian philosophy, the unmistakable role of mediator between the sensible and the intelligible, freeing the system of exterior determinations and contingents that still condition it: in Anthropology, man distinguishes from its animal being through the voice; in Psychology, through representation, especially the linguistic sign, intelligence ascents to the thought where it keeps no more dependence to the world of objects and deals only with its own determinations; and in Phenomenology, language reverts the belief of the consciousness in immediate and singularized access to the object, leading it to the Absolute Knowledge. The result of this is that in Logics the linguistic presupposition of the categories of which it parts and the finite language through which it is exposed must be overcome by the inconditionality of the pure thought. This is the duality, apparently unbeatable, between thought and language: how is it possible a thought, at the same time, absolute and expressible, if thought can only reach the absoluteness getting free of this finite language, marked by unfinishable traces of contingency? We see then a divided Hegel, in the one hand assuming a finite language as necessary to the full development and exposition of the pure thought system and, on the other hand, requiring apriorism of the pure thought, therefore having to abandomn this alleged linguistic conditionality.
A recusa hegeliana a todo Absoluto intuído ou posto irrefletidamente exigiu a elaboração de um sistema filosófico inteligível e discursivo do princípio ao fim. A idéia daí decorrente é que a possibilidade de inteligibilidade deste Absoluto é correlata à possibilidade de sua exposição. Ou seja, a necessidade a ele inerente, que precisa produzir o contingente exteriorizando-se e ao mesmo tempo liberar-se dele para alcançar a sua plena identidade consigo mesmo, provando a independência deste contingente, tem na linguagem o seu elemento mediador. Assim, a linguagem assume, na filosofia hegeliana, o papel inequívoco de mediadora entre o sensível e o inteligível, no sentido de liberar o sistema das determinações exteriores e contingentes que ainda o condicionam: na Antropologia, pela voz, o homem diferencia-se de seu ser animal; na Psicologia, pela representação, especialmente pelo signo lingüístico, a inteligência ascende ao pensamento onde não mantém mais nenhuma dependência do mundo de objetos e lida apenas com suas próprias determinações; e, na Fenomenologia, a linguagem reverte a crença da consciência no acesso imediato e singularizado ao objeto, conduzindo-a até o Saber Absoluto. O resultado disso é que, na Lógica, a pressuposição lingüística das categorias da qual ela parte e a linguagem finita pela qual ela se expõe, precisam ser superadas devido à incondicionalidade do pensamento puro. Eis a dualidade, aparentemente insuperável, entre pensamento e linguagem: como é possível um pensamento, ao mesmo tempo, absoluto e exprimível, se o pensamento só pode alcançar absolutidade liberando-se dessa linguagem finita, marcada por traços inelimináveis de contingência? Vê-se, então, um Hegel dividido: de um lado, assumindo uma linguagem finita como necessária ao pleno desenvolvimento e exposição do sistema do pensamento puro e, de outro lado, exigindo apriorismo do pensamento puro, logo, tendo que abandonar esta suposta condicionalidade lingüística.
URI: http://hdl.handle.net/10923/3523
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