Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/3687
Tipo: masterThesis
Título: Eficácia de exercícios pendulares no equilíbrio e na mobilidade de idosos sedentários atendidos em um ambulatório geriátrico
Autor(es): Oliveira, Charlene Brito de
Orientador: Silva Filho, Irênio Gomes da
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Data de Publicação: 2011
Palavras-chave: MEDICINA
GERIATRIA
GERONTOLOGIA
IDOSOS
ENVELHECIMENTO
EXERCÍCIOS FÍSICOS - IDOSOS
EQUILÍBRIO POSTURAL
ESTILO DE VIDA SEDENTÁRIO
REABILITAÇÃO (MEDICINA)
Resumo: Associado ao aumento do número de idosos na população observou-se o crescimento dos fatores relacionados ao processo do envelhecimento que podem levar à instabilidade postural, e consequentemente a quedas. Logo, é necessário prevenir as perdas que levam à instabilidade postural. Entre as alternativas possíveis, encontra-se uma miríade de programas de atividade física. Entretanto, não foram encontrados estudos sobre o uso de exercícios pendulares em idosos, que possibilitem ao indivíduo ultrapassar os limites naturais do seu centro de gravidade, podendo facilitar a resposta antecipada e o aprendizado motor necessários ao equilíbrio. Deste modo, é importante a avaliação dessa alternativa terapêutica. O presente estudo, portanto, foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os efeitos de um programa de exercícios pendulares no equilíbrio e na mobilidade funcional de idosos sedentários atendidos em um ambulatório geriátrico. Este ensaio clínico randomizado foi desenvolvido com 27 idosos divididos por sorteio simples em: Grupo Controle (GC; n=14; idade de 73,4 ± 6,1 anos; 13 mulheres) e Grupo Intervenção (GI; n=13; idade de 73,4 ± 6,1 anos; 12 mulheres), submetidos a testes de equilíbrio (Escala de Berg-EEB e Alcance Funcional - AF) e mobilidade (Timed up and Go test – TUG) no início e no final do estudo. O GI foi submetido a 16 sessões de exercícios pendulares (2 vezes/semana, 30 minutos/sessão) no equipamento Ascensor, que consiste de uma estrutura de ferro no formato de um U invertido, a qual é afixada nas paredes do cômodo onde é instalada e utiliza molas e materiais inspirados no esporte de escalada.Foram realizados alongamentos antes e depois da sessão, composta por três exercícios: senta/levanta, pêndulo anterior e pêndulo posterior. As variáveis categóricas foram comparadas através do teste Exato de Fisher. Para as variáveis contínuas, as comparações intragrupo foram feitas através dos testes t de Student para dados pareados e teste de Wilcoxon, enquanto as comparações entre os grupos se deram através dos testes t de Student para grupos independentes e Mann-Whitney. O nível de significância adotado foi de 5%. Na análise pré-intervenção, os idosos não diferiram estatisticamente em termos de distribuição por sexo (p=0,275), idade (p=0,957), estado civil (p=1,000), cognição (p=0,730), TUG (p=0,879), EEB (p=0,327) e AF (p=0,314). Após a intervenção, os indivíduos apresentaram diferenças estatisticamente significativas em termos da mobilidade funcional (TUG pré=10,9±2s e pós=8,7±1,8s; p=0,001) e do equilíbrio (EEB pré=49,3±3,2 pontos e pós=54,8±1,4 pontos; p<0,001). Apesar de um incremento médio de 12% no alcance funcional, após a intervenção os idosos treinados não apresentaram diferença estatisticamente significativa nessa medida de equilíbrio (AF pré=26,6±10,7cm e pós=29,8±3,5cm; p= 0,296). Após a intervenção, no GC não foi detectada diferença significativa em nenhum dos testes funcionais utilizados. Não foram observados intercorrências ou efeitos indesejados durante e após o treinamento com os exercícios pendulares Portanto, conclui-se que os exercícios pendulares, além de seguros para a aplicação entre idosos, levaram a melhora significativa na mobilidade funcional e no equilíbrio.
Associated with an increased number of the elderly in the population, it was observed that the growth of factors related to the aging process may lead to postural instability, and therefore to falls. Consequently, it is necessary to prevent losses that lead to postural instability. Among the possible alternatives, there is a myriad of physical activity programs. However, there are no studies on the use of tilting exercises in elderly people, enabling the individual to overcome the natural limits of its center of gravity, facilitating the early response and motor learning required to balance. Thus, it is important to evaluate this therapeutic alternative. The present study was therefore carried out to evaluate the effects of a tilting exercise program on the balance and mobility of elderly sedentary geriatric outpatients. This randomized trial was conducted with 27 older randomly distributed into the Control Group (CG, n = 14, age 73. 4 ± 6. 1 years, 13 women) and Intervention Group (IG, n = 13, age 73. 4 ± 6. 1 years, 12 women) underwent tests of balance (Berg Scale and Functional Reach- BSE - AF) and mobility (Timed Up and Go test - TUG) at the beginning and end of the study. The GI underwent 16 sessions of tilting exercises (2 times / week, 30 minutes / session) in the Ascensor Equipment, which consists of an iron structure in the shape of an inverted U, which is posted on the walls of the room where it is installed and uses springs and materials inspired by the sport of climbing.Stretches were performed before and after the session, consisting of three exercises: sit / stand, previous pendulum and post pendulum. Categorical variables were compared using the Fisher exact test. For continuous variables, intragroup comparisons were made using the Student t test for paired data and Wilcoxon test, while comparisons between groups were through the Student t test for independent groups and Mann- Whitney. The level of significance was 5%. In the pre-intervention, the elderly did not differ in terms of gender distribution (p = 0. 275), age (p = 0. 957), marital status (p = 1. 000), cognition (p = 0. 730), TUG (p = 0. 879 ), BSE (p = 0. 327) and AF (p = 0. 314). After the intervention, individuals showed statistically significant differences in terms of functional mobility (TUG pre = 10. 9 ± 2s and post = 8. 7 ± 1. 8 s, p = 0. 001) and balance (BSE pre = 49. 3 ± 3. 2 points and post = 54. 8 ± 1. 4 points, p <0. 001). Despite an average increase of 12% in functional reach, after the intervention the trained elderly did not present a statistically significant difference in this balance measure (AF = 26. 6 ± 10. 7 pre-and post = 29. 8 cm ± 3. 5 cm, p = 0. 296). After the intervention, in the GC it was not detected any significant difference in the functional tests used. There were no complications or undesired effects during and after the training with tilting exercises. Therefore, it is concluded that tilting exercises, besides being safe to be applied on the elderly people, led to significant improvement in functional mobility and balance.
URI: http://hdl.handle.net/10923/3687
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