Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/4572
Type: doctoralThesis
Title: Um estudo do poliformismo 5HT2A como elo entre tabagismo e depressão
Author(s): Migott, Ana Maria Bellani
Advisor: Chatkin, José Miguel
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Issue Date: 2007
Keywords: MEDICINA
POLIMORFISMO GENÉTICO HUMANO
SEROTONINA
TABAGISMO
DEPRESSÃO
Abstract: Objetivo: Verificar a relação entre o polimorfismo genético 5HT2A, tabagismo e depressão. Métodos: Através de um delineamento transversal, duplo-cego, foram selecionados, no período de outubro 2004 a março de 2005, 738 sujeitos de ambos os sexos, com idade ≥18 e ≤65 anos, doadores de sangue em Passo Fundo, Brasil. Os participantes respondiam a um questionário padronizado, Beck Depression Inventory Scale (BDI), Fagerström Test for Vicotine Dependence. O polimorfismo 5HT2A foi estudado por PCR. Foram utilizadas medidas descritivas e analíticas para a determinação das freqüências gênicas e genotípicas. Os dados contínuos foram analisados pelo T-test; os categóricos, pelo teste exato de Ficher, odds ratio e intervalos de confiança. O nível de significância foi de 5%. Os dados foram plotados a partir da criação de banco de dados no programa estatístico SPSS versão 11. 01. Resultados: Da amostra total, 55,6% (n=410) eram homens. A média de idade da população estudada foi 33,2±10,8 anos. A prevalência de tabagismo foi de 28,3% e de pessoas com BDI≥15 foi de 10,8%. O alelo de maior freqüência encontrado foi o TC (53,3%). Freqüência total dos alelos foi de 19,2% para CC, 53,3% para o TC e 27,5% para o TT. (p=0,49). Não houve diferença significativa na prevalência de tabagismo entre os sexos (p=0,09). Os dados mostram uma distribuição homogênea dos genótipos entre os grupos no efeito de dose. A linearidade do efeito do genótipo em homens indica leve tendência de os homens com depressão e genótipo TT terem maior ocorrência de tabagismo, embora sem significância estatística (OR=2,8; p=0,12). Para as mulheres, a relação da associação da depressão ao ato de fumar fica mais evidente em todos os genótipos (OR=3,3; p<0,01).Quando se testou a interação entre sexo e depressão em modelo de regressão logística, o impacto da sintomatologia depressiva para o de fumar parece ser maior entre as mulheres (OR 2,92) do que entre os homens (OR 1,16), sem significância estatística (p=0,098). A depressão pareceu ser fator associado ao tabagismo em mulheres. O polimorfismo 5HT2A, com seus genótipos CC, TC e TT, não parece estar associado com o tabagismo. Em relação ao impacto do gene para o tabagismo, tanto entre homens como em mulheres, não foi encontrada relação significante (respectivamente p=0,48 e p=0,32). Conclusão: A freqüência de tabagismo entre os homens maior do que entre as mulheres. A prevalência de tabagismo entre as mulheres com depressão é maior do que nas mulheres não deprimidas e do que em homens com ou sem depressão. O efeito da depressão na associação para o tabagismo é maior entre as mulheres do que entre os homens O polimorfismo 5HT2A mostro associação com depressão, mas não com tabagismo. Não houve maior freqüência de fumantes em relação aos não-fumantes entre os indivíduos portadores dos alelos TT, TC e CC.
Objective: The objective was to determine the relationship among the genetic polymorphism 5HT2A, smoking and depression. Methods: A double-blind cross-sectional design was used to select, during the period of October, 2004 to March, 2005, 738 subjects of both sexes, with ages 18 and 65anos, who were blood donors in Passo Fundo, Brazil. The participants filled out a standardized questionnaire, the Beck Depression Inventory Scale (BDI), and the Fagerström Test for Nicotine Dependence. The 5HT2A polymorphism was studied by PCR. Descriptive and analytical measurements were used to determine allelic and genotypic frequencies. The continuous data were evaluated using the T-test, while the categories were evaluated using Fisher’s exact test, odds ratio and confidence intervals. The level of significance was set at 5%. The data were plotted from the formation of a databank using the statistics program SPSS version 11. 01 Results: Of the total sample, 55. 6% (n=410) were males. The mean age of the population studied was 33. 2±10. 8 years. The prevalence of smoking was 28. 3%, and the percentage of individuals with a BDI>15 was 10. 8%. The most frequent allele found was TC (53. 3%). The total frequency of the alleles was 19. 2% for CC, 53. 3% for TC and 27. 5% for TT (p=0. 49). There was no significant difference in the prevalence of smoking between the sexes (p=0. 09). The data showed a homogeneous distribution of the genotypes but not among groups in dose effect. The linearity of the effect of genotype in men indicates a slight tendency of men with depression and the TT genotype to have a greater incidence of smoking, albeit not statistically significant (OR=2. 8; p=0. 12). For women, the relationship between depression and smoking is more evident for all the genotypes (p<0. 01).When the interaction between sex and depression was tested in a logistic regression model, the impact of depressive symptomatology on smoking appears to be greater among women (OR 2. 92) than men (OR 1. 16), without statistical significance (p=0. 098). Depression appears to be a factor associated with smoking in women. The 5HT2A polymorphism with its genotypes CC, TC and TT does not appear to be associated with smoking. The impact of this gene on smoking among both men and women was not found to be statistically significant (respectively p=0. 48 and p=0. 32). Conclusion: The frequency of smoking among males was greater than among women. The prevalence of smokers was greater among women with depression than among non-depressed women or in males with and without depression. The effect of depression on inducing smoking was greater among women than males. The 5HT2A polymorphism showed an association with depression, but not with smoking. There was no greater frequency of smokers among individuals bearing the TT, TC and CC alleles.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4572
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