Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://hdl.handle.net/10923/4840
Tipo: masterThesis
Título: Maus tratos na infância, funções executivas, eventos estressores e desempenho escolar em adolescentes
Autor(es): Mothes, Luíza
Orientador: Irigaray, Tatiana Quarti
Editor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Fecha de Publicación: 2013
Palabras clave: PSICOLOGIA COGNITIVA
PSICOPATOLOGIA INFANTIL
DESEMPENHO ESCOLAR
ADOLESCENTES - ASPECTOS PSICOSSOCIAIS
Resumen: The presence of childhood maltreatment is related to worse cognitive functioning in adolescents. In addition, stressful events experienced during adolescence are also factors that influence negatively, cognitive functioning and academic performance. In order to investigate the association between maltreatment suffered in childhood, stressful events experienced during adolescence, executive functioning and school performance of teenagers, this dissertation had a correlational and cross-sectional design and consists of two empirical studies, presented in the form of articles. In both studies, participants were teenagers, students from seven public schools in Porto Alegre, aged between 12 and 18 years, identified from data collection performed by one of the projects developed by the Post Doctoral in Psychology Program at PUCRS. This program aims to investigate the effects of exposure to maltreatment on cognition and the expression of psychopathology in adolescence, adulthood and old age. The sample of this study included 83 adolescents who were divided into two groups: presence of childhood maltreatment (case group) and absence of childhood maltreatment (Control Group). Participants were assessed individually at their schools. For data collection, the following instruments were applied: Arithmetic Subtest digits of the WISC-III or WAIS-III, TMT, Hayling Test and verbal fluency (FAS), and Vocabulary subtests of the WISC-III or WAIS-III, Events Inventory Stressors in Adolescence, Childhood Trauma Questionnaire (CTQ), Data Sheet Sociodemographic and Economic Classification Criterion Brazil. In the first study, the group was divided into two subgroups: participants who had the presence of only a single type of child maltreatment (sexual abuse, emotional, physical, emotional or physical neglect), and those who had the presence of multiple types of childhood maltreatment. In the second study, the groups were divided between students who have had a grade repetition at school, and those who had not. For the evaluation of academic performance, we used the grades of Portuguese, Mathematics, History and Geography of the previous year's report card. It was found that adolescents who experienced childhood maltreatment had worse performance in executive functions. Students who have repeated the school year had experienced more stressful events during adolescence, had poorer grades and worse executive performance, when compared to those who did not repeat the school year. In addition, the students who have grade repetition had experienced more stressful events in adolescence, had lower grades and had worse executive functioning, when compared to those who did not repeat a school year. Overall, these results point to a relationship between the experiences of childhood maltreatment and stressful events during adolescence and a poor executive functioning and academic performance related to.
A presença de maus tratos na infância está relacionada ao pior funcionamento cognitivo em adolescentes. Além disso, os eventos estressores vivenciados na adolescência são fatores que também influenciam, de forma prejudicial, o funcionamento cognitivo e o desempenho acadêmico. A fim que investigar se existe associação entre maus tratos sofridos na infância, eventos estressores experienciados na adolescência, funcionamento executivo e desempenho escolar de adolescentes, esta dissertação teve um delineamento transversal correlacional e é composta por dois estudos empíricos, apresentados na forma de artigos. Em ambos os estudos, os participantes foram adolescentes, estudantes de sete escolas públicas de Porto Alegre, com idades entre 12 e 18 anos, identificados a partir da coleta de dados realizada por um dos projetos do Programa Nacional de Pós Doutorado em Psicologia da PUCRS. Este programa tem por objetivo investigar os efeitos da exposição a maus tratos sobre a cognição e a expressão de psicopatologia na adolescência, na adultez e na velhice. Dentre os 613 adolescentes que participaram da pesquisa do PNPD, a amostra do presente estudo englobou 83 alunos que foram divididos em dois grupos: presença de maus tratos na infância (Grupo Caso) e ausência de maus tratos na infância (Grupo Controle). Os participantes foram avaliados, individualmente, em suas escolas. Para coleta dos dados, foram aplicados o Subteste Aritmética e dígitos da WISC-III ou do WAIS-III, TMT, Teste Hayling e tarefa de fluência verbal (FAS), subtestes Cubos e Vocabulário da WISC-III ou do WAIS-III, Inventário de Eventos Estressores na Adolescência, Childhood Trauma Questionnaire (CTQ), Ficha de Dados Sociodemográficos e Critério de Classificação Econômica Brasil. No primeiro estudo, o grupo caso foi divido em dois subgrupos, participantes que tiveram a presença de apenas um único tipo de maus tratos na infância (abuso sexual, emocional, físico, negligência física ou emocional), e os que tiveram a presença de múltiplos tipos de maus tratos na infância. Já no segundo estudo, os grupos foram divididos entre os alunos que tiveram uma repetição de ano na escola e os que não tiveram. Para a avaliação do desempenho acadêmico, foram utilizadas as notas das matérias de Português, Matemática, História e Geografia do boletim escolar do ano anterior. Verificou-se que os adolescentes que sofreram maus tratos na infância obtiveram pior desempenho nos componentes de flexibilidade cognitiva, velocidade de processamento visual, capacidade de iniciação e velocidade de processamento verbal. Além disso, os alunos que repetiram de ano vivenciaram mais eventos estressores na adolescência, tiraram piores notas e tiveram um piorfuncionamento executivo, quando comparados com os que não repetiram de ano. De forma geral, esses resultados apontam para a relação entre a vivência de maus tratos na infância e de eventos estressores na adolescência e um pior funcionamento executivo e desempenho escolar.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4840
Aparece en las colecciones:Dissertação e Tese

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