Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/4911
Type: masterThesis
Title: Maus tratos, comportamento externalizante e autoestima: um estudo comparativo
Author(s): Melo, Débora Cristina Fava
Advisor: Irigaray, Tatiana Quarti
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Issue Date: 2013
Keywords: PSICOLOGIA
CRIANÇAS - MAUS TRATOS
COMPORTAMENTO (PSICOLOGIA)
AUTO-ESTIMA
TRAUMAS PSICOLÓGICOS
Abstract: Maltreatment experienced by the child are considered harmful to child development and a risk factor for the development of behavior problems in adolescence. Have been associated with externalizing behavior and low self-esteem, which can negatively influence the psychological development of the individual and social behavior. This dissertation stems from a larger project developed at the Graduate Program in Psychology, Faculty of Psychology / PUCRS from the National Postdoctoral (PNPD), entitled "Exposure to child maltreatment and its relationship with cognition, psychological adjustment and the occurrence of psychopathology in adolescents, adults and the elderly". The objective of original project (PNPD) is to investigate the effects of exposure to childhood maltreatment on cognition and expression of psychopathology in adolescence, adulthood and old age. This dissertation is presented in two parts, the first study "Relationship between abuse, self-esteem and externalizing behavior: a comparative study", and study 2"Risk factors for the development of externalizing behavior in adolescents". The goal of Study 1 was to investigate the relationship between maltreatment, externalizing behavior and self-steem, while the second study sought to evaluate the predictive value of self-esteem and abuse in externalizing behavior. Both studies deal with a cross transveral methodology. The instruments used were the Childhood Trauma Questionnaire, Youth Self-Report, Child Depression Inventory, Rosenberg Self-Esteem Scale, and a data sheet Sociodemographic and Economic Classification Criterion Brazil. The study included 84 adolescents from public schools. Results from a comparative analysis showed that adolescents who experienced childhood maltreatment had greater symptoms of externalizing behavior and poor self-esteem than those who did not undergo this kind of experience. Moreover, a correlation analysis found that outsourcing and maltreatment were positively correlated with each other as well as with symptoms of anxiety, withdrawal and depression and other behavior problems. Self-esteem was negatively correlated with maltreatment and behavior problems. Through multiple linear regression (stepwise method), results showed that symptoms of anxiety and depression, coupled with a history of physical abuse, 22% of the explained variance of externalizing behavior. Self-esteem got low performance, only 1% for the prediction of externalizing individual variables in the analysis (method enter). The results of these studies may help professionals to think and act on the importance of promoting factors that prevent children suffering from abuse, as well as outsourcing and low self-esteem, avoiding problems in psychological and behavioral development. Knowing the predictors of externalizing behavior may help in developing interventions and prevention strategies.
Os maus tratos vividos pela criança são considerados prejudiciais ao desenvolvimento infantil e um fator de risco para o surgimento de problemas de comportamento na adolescência. Têm sido associados ao comportamento externalizante e a baixa autoestima, que podem influenciar negativamente o desenvolvimento psicológico, comportamental e social do indivíduo. Esta dissertação de mestrado deriva de um projeto maior desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Faculdade de Psicologia/PUCRS, a partir do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), intitulado “Exposição a maus tratos na infância e a relação com a cognição, a adaptação psicológica e a ocorrência de psicopatologia em adolescentes, adultos e idosos”. O objetivo do estudo de origem (PNPD) é investigar os efeitos da exposição a maus tratos na infância sobre a cognição e a expressão de psicopatologia na adolescência, na adultez e na velhice. A presente dissertação é apresentada em duas partes, sendo o estudo 1 “Relação entre maus tratos, comportamento externalizante e autoestima: um estudo comparativo”, e o estudo 2 “Fatores de risco para desenvolvimento de comportamento externalizante em adolescentes”. O objetivo do estudo 1 foi investigar a relação entre maus tratos, comportamento externalizante e autoestima, enquanto o estudo 2 buscou avaliar o valor explicativo das variáveis autoestima e maus tratos no comportamento externalizante. Ambos os estudos tratam de uma metodologia transversal. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Traumas na Infância, Youth Self-Report, Inventário de Depressão Infantil, Escala de Autoestima de Rosenberg, além de uma Ficha de Dados Sociodemográficos e o Critério de Classificação Econômica Brasil. Participaram deste estudo 84 adolescentes de escolas públicas. Resultados de uma análise comparativa revelaram que os adolescentes que sofreram maus tratos na infância, tiveram maior sintomatologia de comportamento externalizante e pior autoestima do que aqueles que não sofreram esse tipo de experiência. Além disso, uma análise de correlação verificou que a externalização e os maus tratos estiveram positivamente correlacionados entre si, bem como com a sintomatologia de ansiedade, retraimento e depressão e outros problemas de comportamento. A autoestima esteve correlacionada negativamente com maus tratos e com problemas de comportamento. Através da regressão linear múltipla (método stepwise), resultados apontaram que sintomas de ansiedade e depressão, somados ao histórico de abuso físico, explicaram 22% da variância do comportamento externalizante. A autoestima obteve baixo desempenho, apenas 1%, na explicação da externalização na análise individual das variáveis (método enter). Os resultados encontrados nestes estudos podem ajudar profissionais a pensarem e atuarem sobre a importância da promoção de fatores que previnam crianças do sofrimento dos maus tratos, assim como da externalização e da baixa autoestima, evitando problemas no desenvolvimento psicológico e comportamental. Conhecer os fatores que podem ser impulsionadores do comportamento externalizante pode auxiliar na elaboração de intervenções e estratégias de prevenção.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4911
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