Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://hdl.handle.net/10923/4987
Tipo: doctoralThesis
Título: Parentalidade em tempo de mudanças: desvelando o envolvimento parental após o fim do casamento
Autor(es): Grzybowski, Luciana Suárez
Orientador: Wagner, Adriana
Editor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Fecha de Publicación: 2007
Palabras clave: PSICOLOGIA CLÍNICA
DIVÓRCIO - ASPECTOS PSICOLÓGICOS
RELAÇÕES FAMILIARES
PAIS E FILHOS
Resumen: Observa-se que, dentre as diversas tarefas familiares pós-divórcio, provavelmente a mais complexa fique ao encargo dos pais. Estes, que acabaram de separar-se como casal, permanecem unidos pelos laços parentais, compartilhando a tarefa comum de educar os filhos. Porém, pergunta-se: como educar um filho em lares separados? O que facilita e o que dificulta este processo? Qual o envolvimento do pai e da mãe neste contexto? Como os pais combinam os procedimentos educativos (coparentalidade)? Diante disso, este trabalho buscou conhecer as práticas educativas e o envolvimento parental que pais e mães separados/divorciados desenvolvem na educação de seus filhos, bem como compreender como ocorre o exercício da coparentalidade após o advento do divórcio. Para tanto, apoiando-se numa perspectiva ecológica-contextual, realizou um estudo com metodologia mista, através da aplicação do Inventário de Práticas Parentais – IPP em 234 sujeitos (pais e mães) e, posteriormente, da realização de dois grupos focais (um com pais e outro com mães). Os resultados do estudo quantitativo evidenciaram que há uma diferença significativa entre o envolvimento parental de pais e mães. As mães demonstraram maior envolvimento que os pais em todas as áreas investigadas (emocional, didático, social, disciplina, responsabilidade).Apesar do maior envolvimento materno, os pais evidenciaram um grande envolvimento social no espaço público e menores dificuldades com a disciplina favorecidas pela não-coabitação com os filhos. A coabitação materna e a freqüência das visitas paternas foram variáveis que se destacaram na relação com o envolvimento parental, juntamente com a ocupação, a escolaridade, a relação com o ex-cônjuge, tipo de separação e o recasamento. Já os resultados do estudo qualitativo, apesar de também apontarem na direção da importância da coabitação para o envolvimento parental, evidenciaram a relevância dos vínculos afetivos pai-mãe-filho para o sucesso ou fracasso da coparentalidade. A indissociabilidade do subsistema parental e conjugal ficou evidente, bem como uma tendência à configuração de um novo cenário pós-divórcio, no qual a mãe sente-se satisfeita com a guarda e o poder que esta lhe confere, enquanto o pai sente-se excluído desta realidade, evidenciando ações e desejo de ser mais participativo.
It is observed that, among several family tasks post-divorce, the most probably complex one is at the parents’ hands. The latter that have just separated as a couple, remain united by the parental bonds, sharing the common task of educating the children. Considering this situation, one can ask: how is it possible to educate a child in separate homes? What makes the process easier or more difficult? What is the parents’ involvement in this context? How do parents’ agree on educational proceedings (co-parenting)? In order to answer these questions, this work attempted to know the educational practices and the parental involvement that separated/divorced fathers and mothers develop in the education of their children as well as the tentative comprehension of co-parenting after divorce. Having as backup an ecological contextual perspective, the study made use of an assorted methodology through the application of Inventory of Parental Practices – IPP in 234 subjects (fathers and mothers) and, later, of two focal groups (one with fathers and another with mothers). The results of the quantitative study showed that there is a significant difference between the parental involvement of fathers and mothers. The mothers demonstrated greater involvement if compared to the fathers in all investigated areas (emotional, didactic, social, discipline, responsibility). Although there was a greater maternal involvement, the fathers showed a great social involvement in the public space and less difficulty dealing with discipline favored by the non cohabitation with the children. The maternal cohabitation and the frequent paternal visits constituted variables highlighted in the relation with parental involvement alongside the parents’ occupation, their education, their relations, the kind of separation they had and remarrying.The results of the quantitative study, although they also pointed at the direction of the importance of cohabitation for the parental involvement, showed the relevance of the affective bonds father-mother-child for the success or failure of co-parenting. The indissociability of the parental and conjugal system became evident as well as a tendency to the configuration of a new post-divorce scenery in which the mother feels satisfied with the guard and the authority that it bestows her while the father feels excluded of this reality showing actions and wish to be more participative.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4987
Aparece en las colecciones:Dissertação e Tese

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