Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/5155
Type: masterThesis
Title: Estratégias de enfrentamento das mulheres frente à violência intrafamiliar
Author(s): Vincensi, Jaqueline Goulart
Advisor: Grossi, Patricia Krieger
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Serviço Social
Issue Date: 2011
Keywords: SERVIÇO SOCIAL
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
RELAÇÕES DE GÊNERO
RELAÇÕES INTRAFAMILIARES
POLÍTICAS PÚBLICAS
Abstract: The present study, of qualitative nature, has the general objective to analyze the way that the Program and Specialized Attendance to Families and Individuals (PAEFI) contributes in the identification and rupture of the violence processes experienced by women in situation of domestic and family violence, in its different expressions (e. g. psychological, physical, sexual, patrimonial and moral). It was done with semi-structured interviews with 11 subjects: a) 3 women, linked to the Program and Specialized Attendance to Families and Individuals (PAEFI) which is developed in the Specialized Reference Center in Social Welfare (CREAS) of the municipality of Porto Alegre, and who have experienced intrafamiliar violence and b) 8 professionals of the respective service and from an NGO that offered this service prior to the implementation of the Unique System of Social Welfare (SUAS). The interviews were recorded, transcribed, and submitted to content analysis of Bardin afterwards. For the data analysis, it was used the dialectic critic method, based on the categories proposed by Marx such as: totality, contradiction and historicity. The results suggest that women use diverse coping strategies for the rupture of violence such as directly confronting the behavior of the aggressor, seeking help in the informal and formal network (network of social and assistance services, health services and legal), among others. In this trajectory, women suffer diverse violations such as the lack of empathy and respect, delay in the legal procedures, among others. It is concluded that there is an urgent need of intersectorial public policies that meet the main demands pointed out by women and professionals, specially, the economic autonomy, essential for the rupture of violence. Besides that, gender violence requires the breakdown of a culture that still attributes to women the main responsibility for the family care, contributing to the vision that women are guilty by the violence suffered and for the failure of protecting their children. This research data suggests the opposite, that women are not passive and conivents towards violence.
O presente estudo, de natureza qualitativa, teve como objetivo geral analisar de que forma o Programa de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) contribui na identificação e na ruptura de processos de violência vivenciados por mulheres em situação de violência doméstica e familiar, nas suas diferentes expressões (psicológica, física, sexual, patrimonial e moral). Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 11 sujeitos: a) três mulheres vinculadas ao Programa de Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) do município de Porto Alegre, que vivenciaram a violência intrafamiliar e b) 8 profissionais do respectivo serviço e de uma ONG que disponibilizava o serviço anteriormente à implementação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). As entrevistas foram gravadas e transcritas e posteriormente submetidas à análise de conteúdo de Bardin. A análise foi norteada pelo método dialético crítico, embasada nas categorias propostas por Marx, que seriam: totalidade, contradição, historicidade. Os resultados sugerem que as mulheres utilizam diversas estratégias de enfrentamento para rompimento da violência intrafamiliar, desde a confrontação direta com o agressor, até a busca de apoio na rede informal e formal (rede de serviços socioassistenciais, saúde e jurídicos). Neste percurso, as mulheres sofrem diversas violações, desde a falta de acolhida e respeito, demora nos trâmites legais, entre outros. Conclui-se que existe a urgente necessidade de políticas públicas intersetoriais que dêem conta das principais necessidades apontadas pelas mulheres e profissionais, destacando principalmente, a autonomia financeira, essencial para o rompimento da violência. Além disso, a violência de gênero requer um rompimento de uma cultura que ainda atribui à mulher a responsabilidade principal pelo cuidado da família, contribuindo para a visão de que a mulher é culpada pela violência sofrida e/ou pela falha na proteção dos filhos. Os dados dessa pesquisa contrariam esta visão, pois sugerem que as mulheres não são coniventes ou passivas diante da violência.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5155
Appears in Collections:Dissertação e Tese

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
000428505-Texto+Completo-0.pdfTexto Completo1,02 MBAdobe PDFOpen
View


All Items in PUCRS Repository are protected by copyright, with all rights reserved, and are licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License. Read more.