Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/5427
Type: masterThesis
Title: Análise da variação ontogenética da assinatura isotópica de Cyanocharax alburnus (Teleostei, Characiformes)
Author(s): Batista, Cibele Boeira
Advisor: Fontoura, Nelson Ferreira
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Issue Date: 2011
Keywords: ZOOLOGIA
ECOLOGIA
TELEÓSTEOS
ISÓTOPOS
PEIXES
Abstract: A análise de isótopos estáveis está sendo cada vez mais utilizadas para o entendimento da real assimilação de nutrientes e da posição trófica de organismos. Ela é utilizada principalmente em espécies para as quais pouco se conhece do habito alimentar ou onde a análise estomacal demonstra contradições. O conceito de nicho isotópico procura determinar um valor único que represente a assinatura isotópica de uma espécie, considerando a variação ontogenética do consumo de diferentes itens alimentares e a curva de biomassa/idade da espécie. No presente trabalho procurou-se estimar o nicho isotópico de Cyanocharax alburnus capturado na Lagoa da Pinguela (RS) através de coletas nos meses de novembro de 2009 e abril de 2010, utilizando rede de arrasto de praia. Foram capturados no total 1210 indivíduos. Através da ferramenta Agegroup foram identificados dois grupos etários na amostra de novembro/dezembro de 2009 e um único grupo na amostra de abril de 2010. Através da ferramenta Age-Group estimou-se o comprimento assintótico (Linf) segundo o modelo de von Bertalanffy em 9,1 cm e a constante de crescimento (k) em 0,65.A taxa de mortalidade natural (M) foi estimada em 1,65 (DP=0,24). Através do ajuste da relação de peso/comprimento de Huxley estimou-se o valor do coeficiente de proporcionalidade (a) em 0,0081 e o coeficiente alometria (b) em 3,07. A distribuição de resíduos proporcionais da relação peso/comprimento de Huxley, entretanto, apresentou uma marcada assimetria para animais com comprimentos de 1,0 cm ao 4,0 cm, optando-se pelo ajuste do modelo de relação peso/comprimento polifásico. O modelo ajustado indica uma alteração no coeficiente de alometria (b) ao longo do desenvolvimento ontogenético, que passa de 2,53 em indivíduos menores que 3,39 cm para 3,19 em indivíduos maiores. Os valores mensurados de assinatura isotópica de δ13C e δ15N para C. alburnus na lagoa da Pinguela apresentaram variação considerável entre os indivíduos, revelando diferenças individuais relativas a fontes primárias de carbono e posição trófica. Os valores de assinatura isotópica para δ13C apresentaram média de -20,4 ‰, desvio padrão de 1,14 ‰, e amplitude de variação entre - 18,18 ‰ e -24,66 ‰. Para δ 15N verificou-se um valor médio de assinatura isotópica de 11,0 ‰, desvio padrão de 0,55 ‰, e amplitude de variação entre 10,41 ‰ e 12,51 ‰. Através de regressão linear, não se identificou qualquer tendência de variação da assinatura isotópica de carbono ou nitrogênio em função do comprimento (b=0; δ13C: n = 25, P = 0,10; δ15N, n = 25, P = 0,55), indicando que não há alteração de fonte de carbono ou de nível trófico de C. alburnus entre comprimentos de 2 a 8 cm.Neste sentido, a concepção do conceito de nicho isotópico não se aplica para C. alburnus, já que a espécie não altera a fonte de carbono ou nível trófico em função do desenvolvimento ontogenético. No presente trabalho identificou-se que a assinatura isotópica de carbono e nitrogênio apresenta três fontes principais de variação: variação intraespecífica, variação entre espécies diferentes da mesma localidade e entre localidades diferentes. Verificou-se, entretanto, que a variação intra-específica de C. alburnus, em termos de assinatura isotópica de carbono e nitrogênio, é tão ampla quanto diferentes espécies capturadas em uma mesma localidade. Se cada valor plotado for o resultado de média de poucos indivíduos, então o padrão identificado pode ser completamente mascarado pela variação intraespecífica, prejudicando qualquer inferência quanto à posição trófica ou fonte primária de carbono. Por outro lado, identificou-se que a maior fonte de variação constitui-se na origem geográfica do dado, de forma que a comparação de valores brutos entre localidades diferentes se torna temerária em termos de entendimento de padrões alimentares.
The stable isotopic analysis has been increasingly used to understand the real assimilation of the nutrients and the trophic position of several organisms. It is mainly performed for species in which the feeding habits are few known or even when the stomach content analysis shows contradictions. The concept of Isotopic Niche aims to determine one numeric value that represents the isotopic signature of the species, considering the ontogenetic variation of the consumption of different food items and the curve of biomass/age. The main goal of this study is to estimate the isotopic niche of Cyanocharax alburnus, captured in the Pinguela Lagoon (RS). Animal were sampled in November-December/2009 and April/2010, using a beach seine net. A total of 1210 individuals were captured. Two age groups were identified in the sample of November/December and a single group in April/2010. The asymptotic length (Linf) estimated by the von Bertalanffy model was 9. 10 cm and the growth constant (k) 0. 65. The natural rate of mortality (M) was estimated in 1. 65 (SD=0. 24). The adjustment of the weight/height relationship (Huxley model) estimated the proportionality coefficient (a) as 0. 0081 and the allometric coefficient (b) as 3. 074. However, the distribution of the proportional residues of the weight/length relationship showed marked asymmetry for the animals with a length range from 1. 0 cm to 4. 0cm leading us to choose for the adjustment a polyphasic model. The model adjustment indicated a change on the allometric coefficient (b) to throughout ontogeny, which passed from 2. 53 in individuals smaller than 3. 39 cm to 3. 19 in the bigger individuals. The measured values of isotopic signature of δ13C e δ15N for C. alburnus in Pinguela Lagoon showed considerable variation among individuals revealing individuals differences regarding primaries sources of carbon and the trophic position.The values of the isotopic signature of δ13C show the average of -20. 40 ‰ ( SD= 1. 14 ‰) ranging between -18. 18 ‰ and -24. 66 ‰. For the δ15N, we have found average values of isotopic signature of 11. 07 ‰ (SD = 0. 55 ‰) ranging between 10. 41 ‰ and 12. 51 ‰. Through linear regression, it was not identified any trend relating isotopic signature of carbon and nitrogen and length (b=0; δ13C: n = 25, P = 0. 10; δ15N, n = 25, P = 0. 55), indicating that the sources of carbon and nitrogen or the trophic position for C. alburnus do not change for lengths from 2 to 8 cm. In this way, the concept of the Isotopic Niche concept is not applied for C. alburnus, since this species does not alter the carbon source or the trophic level during the ontogenetic development. In the present study, the isotopic signature of carbon and nitrogen showed tree mainly sources of variation: intra-specific variation, variation among different species from the same locality and between different localities. We also verified that the intra-specific variation of C. alburnus, in the terms of isotopic signature, is so wide as different species from the same location. If each plotted value is the result of the average of few individuals, the community pattern could be completely masked by the intra-specific variation, undermining any inference regarding trophic position or the primary sources of carbon. On the other hand, we identified that the bigger sources of variation concerns the geographical origin of the data set, so that direct comparison between gross values from different localities could be dangerous in terms of understanding the feeding patterns.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5427
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