Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/5443
Type: masterThesis
Title: Estratégias adaptativas de um grupo de bugios-pretos, Alouatta caraya (Humboldt, 1812), em um bosque dominado por eucaliptos
Author(s): Muhle, Carina Barboza
Advisor: Bicca-Marques, Júlio César
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Issue Date: 2008
Keywords: ZOOLOGIA
ECOLOGIA
MAMÍFEROS - ECOLOGIA
MACACOS - RIO GRANDE DO SUL
ANIMAIS - HÁBITOS E CONDUTA
Abstract: Este estudo visou identificar as estratégias adaptativas utilizadas por um grupo de bugios-pretos (Alouatta caraya) residente em um bosque com 0,3 há, dominado por eucaliptos em Tupanciretã, RS, Brasil. O grupo de estudo, composto por cinco indivíduos (um macho adulto, uma fêmea adulta, um macho subadulto, um macho juvenil e um macho infante), foi observado durante 830 horas entre setembro de 2006 e agosto de 2007 (cinco dias/mês). Um total de 9968 registros comportamentais foi obtido pelo método de varredura instantânea. A disponibilidade de alimento foi estimada através de levantamento fenológico mensal de todas as árvores do bosque (367 indivíduos distribuídos em 10 espécies). O descanso foi o comportamento mais freqüente (65% dos registros), seguido pela alimentação (19%), locomoção (12%) e comportamento social (3%). A dieta foi composta basicamente por folhas (85% dos registros de alimentação) e complementada por flores (11%), frutos e cascas (2% cada) e ovos de galinha (<1%). Dezessete espécies vegetais (arbóreas, arbustivas, epífitas e parasitas) foram utilizadas como fonte de alimento. Parapiptadenia rigida, Melia azedarach e Eucalyptus sp. foram responsáveis por >90% da dieta. O principal modo de locomoção empregado foi a caminhada (32% dos registros de locomoção), seguida pela escalada (23%), descida e ponte (17% cada). Os animais utilizaram todo o pomar além de áreas arborizadas e pomares próximos, totalizando uma área de vida com 1,3 ha. O percurso diário variou de 113 a 540 m (média ± d. p. =272 ± 99 m, N=52). As principais evidências da adaptabilidade de A. caraya ao bosque relacionam-se à composição de sua dieta. O grupo de estudo utilizou uma dieta altamente folívora composta por um pequeno número de espécies, incluindo exóticas, e consumiu ovos de galinha, item desconhecido para a dieta de bugios.Apesar de sua capacidade de adaptação às condições do bosque, a sobrevivência a longo prazo desta população é pouco provável.
This study aimed at identifying the adaptive strategies employed by a group of black-and-gold howler monkeys (Alouatta caraya) inhabiting a 0. 3 ha woodland dominated by eucalyptus trees in Tupanciretã, State of Rio Grande do Sul, Brazil. The study group, composed of five individuals (an adult male, an adult female, a subadult male, a juvenile male and an infant male), was observed for 830 hours between September 2006 and August 2007 (five days/month). A total of 9968 behavioral records were obtained by the instantaneous scan sampling method. Food availability was estimated by a monthly phenological survey of all trees of the woodland (367 individuals distributed into 10 species). Resting was the most frequent behavior (65% of records), followed by feeding (19%), moving (12%) and social behavior (3%). The diet was composed basically of leaves (85% of feeding records) and complemented with flowers (11%), fruits and bark (2% each) and chicken eggs (<1%). Seventeen plant species (trees, shrubs, epiphytes and parasites) were used as food sources. Parapiptadenia rigida, Melia azedarach and Eucalyptus sp. were responsible for >90% of the diet. Walking was the major locomotor mode (32%), followed by climbing (23%), descending and bridging (17% each). The monkeys used the entire woodland in addition to nearby woods and orchards, totalizing a home range of 1. 3 ha. Day range varied from 113 to 540 m (mean ± sd=272 ± 99 m, N=52). The main evidence of A. caraya adaptability to the woodland relate to the composition of its diet. The study group fed on a highly folivorous diet composed of a few species, including exotic ones, and ate chicken eggs, a previously unknown food for howlers. Despite its adaptability to the woodland’s environmental conditions, the long-term survival of this population is hardly probable.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5443
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