Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/8042
Tipo: doctoralThesis
Título: Agency via dialogue: a pragmatic, dialogue-based approach to agents
Autor(es): Dias, Stéphane Rodrigues
Orientador: Costa, Jorge Campos da
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: COMUNICAÇÃO
COGNIÇÃO
EMOÇÕES
LINGUAGEM
DIÁLOGO - ANÁLISE
LINGUÍSTICA
Resumo: Este trabalho tem como tema agência comunicativa humana. A competência para instanciar um conjunto de procedimentos comunicativos é tomada como um componente da racionalidade humana que cumpre a função central de regulação de nosso ambiente cognitivo (um conjunto de estados mentais, destacadamente suposições e emoções) tendo em vista maximizar metas práticas e sociabilidade. A abordagem linguístico-inferencial desse escopo de racionalidade que oferecemos abarca dois níveis: cognitivo e prático, tratados hierarquicamente em função das regulações supostas. Primeiramente, consideramos que o aparato cognitivo (base inferencial, representacional e matarrepresentacional), junto com o aparato linguístico (computação mais expressões interpretáveis), nos permite operar do nível mais básico de processamento linguístico a níveis mais altos (em que se consideram suposições sobre outras mentes). No domínio prático, por sua vez, consideramos que o comportamento linguístico-comunicativo é usado por agentes para agir sobre estados mentais e/ou cursos de ação de outros, estando na base de nossa cognição social. Nesse domínio, não apenas interagimos com agentes como também criamos uma agência social via linguagem. Consideramos, assim, um quadro de agência comunicativa em que atos são performados dentro de uma estrutura dialógica. A tese geral é a de que a comunicação exige o uso de habilidades que incorporam parâmetros de racionalidade prática. Essa regulação estaria dependente de uma estrutura cognitiva e prática de agência, segundo a qual a cognição humana representaria agentes de três tipos: indivíduos, membros de grupos (integrantes) e grupos (agentes coletivos ou representantes).Cada um desses níveis apresenta traços de agência comunicativa característicos. Em todos eles, porém, há a possibilidade do desacordo, cognitivo ou prático, em situações de diálogo. Ilustramos esse quadro com um cenário de conflito entre agentes que supostamente visam a chegar a um acordo de paz. A análise ilustrativa se foca em diálogos reais de negociação entre membros de grupos e representantes do Estado de Israel e da Palestina que estão encarregados do processo de paz. Observamos como os objetivos práticos de agentes desses tipos regulam seus objetivos cognitivos e dialógicos. Como consequência, apresentamos uma proposta alternativa ao cenário padrão de negociação, ou mediação de conflito. Como benefício teórico, questões pragmáticas ad hoc (relevância para indivíduo qua agente, conflitos entre agentes) recebem tratamento e destaque. Como benefício prático, o modelo pode ser aplicado na área de mediação de conflitos, dado o redimensionamento de uma disposição biossocial: nossos estados cognitivos são particularmente afetados por estímulos de agentes de uma categoria (artistas), com potencial efeito sobre agências individuais e coletivas.
This work addresses human communicative agency. The competence to instantiate a set of communicative procedures is taken as a component of human rationality that meets a key role of regulating our cognitive environment (a set of mental states, centrally assumptions and emotions), in order to maximize practical goals and sociability. The linguistic-inferential approach offered here for such scope of rationality covers two levels: cognitive and practical, treated hierarchically, according to the assumed regulations. We consider that the cognitive apparatus (the inferential, representational and metarepresentational basis), along with the linguistic apparatus (computation plus interpretable expressions), allows us to operate from the most basic levels of linguistic processing to higher levels (where agents consider assumptions about other minds). In the practical domain, we consider that the linguistic and communicative behavior is used by agents to affect mental states and others’ courses of action, thus being in the basis of our social cognition. In this scenario, we not only interact with agents, but we also create a social agency via language. We, therefore, consider a communicative agency framework in which acts are performed within a dialogical structure. The general thesis is that communication requires the use of skills that incorporate practical rationality parameters. This regulation would be dependent on a cognitive and practical structure of agency in which human cognition represents three types of agents: individuals, group members and groups (collectives or representatives).Each of these levels presents characteristic features of communicative agency. In all of them, however, there is the possibility of disagreement among agents, cognitive or practical, in dialogue situations. We illustrate this aspect with a scenario of conflict between agents that are supposed to reach a peace agreement. The illustrative analysis focuses on real negotiation dialogues between group members and representatives of the State of Israel and of Palestine. We observe how practical goals of agents of these types regulate their cognitive and dialogical goals. As a result, we present an alternative proposal to the standard scenario of negotiation, or conflict mediation. As a theoretical benefit, ad hoc pragmatic issues (relevance to the individual qua agent, conflicts between agents) are given prominence and effective treatment. As a practical benefit, the model can be applied to the area of conflict mediation, given the downsizing of a biosocial disposition: our cognitive states are particularly affected by stimuli from a class of agents (artists), with potential effect on individual and collective agencies.
URI: http://hdl.handle.net/10923/8042
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