Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/8334
Tipo: doctoralThesis
Título: Três ensaios em economia da saúde
Autor(es): Santos, Anderson Moreira Aristides dos
Orientador: Jacinto, Paulo de Andrade
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Economia do Desenvolvimento
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: SAÚDE DA CRIANÇA
DESIGUALDADE ECONÔMICA
IMPORTAÇÃO - BRASIL
PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA
ECONOMIA DO DESENVOLVIMENTO
ECONOMIA DA SAÚDE
Resumo: This doctoral dissertation presents three independent essays. At first, this paper analyzes the income-related inequalities and inequities in children’s health care, in the city of Pelotas, using longitudinal data from follows-up of 12 to 72 months. The methodology was based on concentration indexes (CI) and their decompositions. The main results showed that there are pro-rich inequalities and inequalities for all analyzed cases. The variables, which mostly contributed to the pro-rich inequity of health insurance and health insurance expenses, are income, asset index and mother’s education. In addition to these three variables, private health insurance (pro-rich) and child’s health variables (pro-poor) have a strong contribution in the CI of medicine use and expenses on medicines. There were reductions in inequality and inequity in the follow-up of 72 months. This reduction occurred with a higher gain or smaller decrease for the poor in health care variable. The second study analyzes the impact of Family Health Program (PSF) on the children’s health (under 12 years old) in Brazil’s rural area, using data from the PNAD (2008) and the PSM and OLS methods, applying sensitivity analysis proposed by Ichino et al. (2008) and Oster (2015). The results indicate that the PSF has statistically significant and high magnitude impact on the children’s health in Brazil’s rural area. However, it is concentrated in the North and Northeast regions, and, it is not significant in the Mid-South region. For the North region, this impact is independent of age, while in the Northeast is significant for younger age groups. The sensitivity analysis proposed by Ichino et al. (2008) reported robust results for the North region in all age groups, while in the Northeast region the robustness only occurred for children between 0 and 3 years old. Based on Oster’s (2015) approach, only the results of the North region in the smaller age groups were robust. Thus, there is confirmation of the hypothesis that this type of health care policy benefits the individuals of the poorest regions in the rural area. The aim of the third essay was to analyze the relationship between demand for imports of pharmaceutical chemicals and pharmaceutical and economic variables (exchange rate, import prices and aggregate income), using elasticities of the demand for imports, considering monthly data for the period 1997-2014 in Brazil. The regressions are estimated by Vector Error Correction model. The main results showed that increases in aggregate income and reductions in import prices have a positive and significant impact, respectively elastic and inelastic way, on imports. The exchange rate was significant only in the aggregate model. Thus, the aggregate income showed a very robust variable and with a strong impact on imports of pharmaceutical chemicals and pharmaceuticals. Considering the argumentation explained in the literature that the deficit in international trade of this industry has relationship with deficits in knowledge and technology, adding to the results found in this dissertation, there is evidence that, when the level of economic activity grows, a greater demand takes place for that type of product and there is no enough domestic production, there is the need for importations, which can generate pressures on the trade deficit in this segment.
Esta tese apresenta três ensaios independentes em Economia da Saúde. No primeiro, o objetivo é analisar as desigualdades e iniquidades relacionadas à renda dos cuidados em saúde das crianças na cidade de Pelotas, utilizando dados longitudinais dos acompanhamentos de 12 até 72 meses. A metodologia foi baseada em índices de concentração (IC) e suas decomposições. Os principais resultados mostraram que há desigualdades e iniquidades pró-rico para todos os casos analisados. As variáveis que mais contribuem para a desigualdade pró-rico do plano de saúde e dos gastos com plano de saúde são renda, índice de posse e educação das mães. Além dessas três variáveis, plano de saúde (pró-rico) e variáveis de saúde da criança (pró-pobre) têm forte contribuição no IC do uso de medicamentos e dos gastos com medicamentos. Observou-se ainda que, houve reduções na desigualdade e iniquidade no acompanhamento de 72 meses. Essa redução ocorreu com um maior ganho ou menor decréscimo para os mais pobres na variável de cuidados em saúde. O segundo ensaio analisa o impacto do Programa Saúde da Família (PSF) sobre a saúde das crianças (menores de 12 anos) da área rural do Brasil com base nos dados da PNAD (2008). Para tanto, foram utilizados os métodos Propensity Score Matching e Mínimos Quadrados Ordinários, aplicando análises de sensibilidade de Ichino et al. (2008) e Oster (2015). Os resultados indicaram que o PSF possui um impacto estatisticamente significativo e de magnitude elevada sobre a saúde das crianças da área rural do Brasil. Contudo, ele está concentrado nas regiões Norte e Nordeste, sendo não significativo no Centro-Sul do país. Na região Norte esse impacto independe da idade, enquanto na região Nordeste, ele é significativo para as menores faixas de idade. A análise de sensibilidade proposta por Ichino et al. (2008) indicou que os resultados são robustos para o Norte em todas as faixas, enquanto para região Nordeste a robustez ocorreu para as crianças entre 0 e 3 anos de idade. Na abordagem de Oster (2015), apenas os resultados da região Norte e das menores faixas de idade foram robustos. Por esses resultados, há confirmação da hipótese de que as crianças das regiões mais pobres da área rural são beneficiadas por esse tipo de política de cuidados em saúde. Por fim, o terceiro ensaio analisa a relação entre a demanda por importações de produtos farmoquímicos e farmacêuticos e variáveis econômicas (taxa de câmbio, preço das importações e renda agregada), no Brasil, fazendo uso de dados mensais do período 1997-2014. A regressões foram estimadas via Vetor de Correção de Erros (VEC). Os principais resultados mostraram que aumentos na renda agregada e reduções nos preços das importações têm impacto positivo e significativo, respectivamente de forma elástica e inelástica, sobre as importações. A taxa de câmbio foi significativa apenas no modelo mais agregado. Então, a renda agregada se mostrou uma variável bastante robusta e com forte impacto sobre as importações dos produtos farmoquímicos e farmacêuticos. Considerando os argumentos explicitados na literatura de que o déficit no comércio internacional dessa indústria se relaciona com déficit em conhecimento e tecnologia, somando aos resultados encontrados nesta tese, há indícios de que conforme o nível de atividade econômica cresce, ocorre uma maior demanda por esse tipo de produto, e, não havendo produção nacional suficiente, há a necessidade de importações, o que pode gerar pressões no déficit comercial desse segmento.
URI: http://hdl.handle.net/10923/8334
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