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Tipo: masterThesis
Título: Efeitos da toxina botulínica tipo A associada à fisioterapia na morfologia muscular e mobilidade funcional em indivíduos pós-AVC: ensaio clínico randomizado
Autor(es): Freire, Bruno Bolla
Orientador: Buchweitz, Augusto
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: NEUROFISIOLOGIA
ESPASTICIDADE MUSCULAR
REABILITAÇÃO (MEDICINA)
TOXINA BOTULÍNICA TIPO A
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
MEDICINA
Resumo: Introdução: O acidente vascular cerebral é a maior causa de incapacidade motora adquirida em adultos, responsável por diversas complicações neuromotoras, entre essas a mais frequente é a espasticidade. A espasticidade causa um aumento da atividade muscular de forma involuntária que por sua vez resulta em adaptações na morfologia muscular e no desempenho funcional. O objetivo desse estudo é avaliar os efeitos da aplicação de toxina botulínica tipo A (TBA) para o tratamento da espasticidade associada a intervenção de fisioterapia nos parâmetros de arquitetura muscular e desempenho funcional dos plantiflexores em indivíduos com espasticidade pós-AVC. Materiais e métodos: Ensaio clínico randomizado e controlado em que a amostra foi composta por 20 indivíduos com espasticidade em tornozelo alocados em dois grupos: grupo intervenção (TBA + fisioterapia) e grupo placebo (solução salina + fisioterapia). Foi avaliada à arquitetura muscular do gastrocnêmio medial através do comprimento de fascículo, ângulo de penação e espessura muscular por meio de ecografia, também foi mensurado a força dos plantiflexores por meio de dinamometria isocinética e o desempenho funcional no teste de caminhada rápida 8 m, Time Up and Go (TUG) e Sit-to-Stand (STS). Todos os participantes realizaram um programa de fisioterapia por 12 semanas em que um grupo aplicou TBA no músculo gastrocnêmio medial e sóleo e, o outro grupo aplicou solução salina 0,9% nos mesmos músculos.Resultados: O grupo intervenção apresentou redução da espasticidade no tornozelo após quatro e 12 semanas. Os dois grupos não obtiveram diferença significativa no comprimento de fascículo, ângulo de penação e espessura muscular. Da mesma forma, não houve diferença significativa na força dos plantiflexores. O grupo intervenção e o grupo placebo obtiveram redução do tempo de execução após 12 semanas no teste de caminhada rápida 8 m, TUG e STS comparado ao momento pré-intervenção, porém sem diferença entre os grupos. Conclusão: A redução do nível de espasticidade nos plantiflexores causada pela TBA não modificou os parâmetros de arquitetura muscular e não promoveu um melhor desempenho na marcha ou mobilidade funcional básica. A fisioterapia foi suficiente para melhorar o desempenho na marcha e mobilidade funcional básica.
Introduction: Stroke is the main cause of acquired adult disability and responsible for motor disorders, which the most common is spasticity. The spasticity increase involuntary muscle activity and promote adaptations in muscle morphology and functional performance. The aim of present study is to analyze the effects of botulinum toxin type a (BTA) for spasticity treatment associated with physiotherapy on muscle arquitecture and functional performance of plantiflexors in stroke survivors. Materials and methods: Randomized and controlled clinical trial with sample composed by 20 stroke survivors with ankle spasticity allocated in two groups: intervention group (BTA + physiotherapy) and placebo group (saline solution + physiotherapy). The muscle arquitecture of medial gastrocnemius was measured by fascicle length, penation angle and muscle thickness with ultrasonography, an isokinetic dynamometer was used to measure the force of plantiflexors and was used the fast gait 8 m, Time Up and Go (TUG) and Sit-to-Stand (STS) to mesure funcional performance. All subjects realized a physiotherapy program for 12 weeks. The intervention group used BTA on medial gastrocnemius and soleus muscle; placebo group used saline solution 0. 9% on same muscles.Results: Intervention group showed ankle spasticity decrease after 4 and 12 weeks. Two groups showed no significant difference on fascicle length, penation angle and muscle thickness. Similar results were observed in plantiflexors force. Intervention group and placebo group showed execution time decrease in fast gait 8 m test, TUG and STS test after 12 weeks compared to pre-intervention; however, there was observed no difference between groups. Conclusion: Ankle spasticity decrease caused by BTA does not changed arquitecture muscle parameters or better performance in gait and basic functional mobility. Physiotherapy was enough to promote gain in fast gait and basic functional mobility.
URI: http://hdl.handle.net/10923/8596
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