Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/9735
Tipo: masterThesis
Título: A natureza argumentativa da língua no discurso informativo da notícia
Autor(es): Freitas, Mara Rubia Rodrigues
Orientador: Barbisan, Leci Borges
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Letras
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: ARGUMENTAÇÃO
INTERSUBJETIVIDADE
JORNALISMO - DISCURSOS
LINGUÍSTICA
Resumo: Na intersecção de duas perspectivas, uma jornalística, que privilegia o efeito objetivo no discurso, e outra linguística, que privilegia o aspecto enunciativo da linguagem, o propósito desta dissertação é analisar de que modo a intersubjetividade e a argumentatividade constroem sentidos no discurso jornalístico, e em que medida a objetividade pode ser constitutiva dessa construção. No que se refere à perspectiva da imprensa, a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015 demonstrou que o público leitor brasileiro continua considerando o jornal uma fonte confiável de informação sobre os fatos do cotidiano, do seu entorno e mesmo do mundo. Parte dessa confiabilidade é fruto do próprio discurso da imprensa sobre si mesma: o discurso da fidelidade aos fatos que falam por si, do espaço da pluralidade de opiniões em nome da imparcialidade, que cria um efeito de objetividade bastante convincente. Por outro lado, a Teoria da Argumentação na Língua (ANL) demonstra que os sentidos produzidos no discurso são uma construção intersubjetiva e argumentativa, tendo em vista que a argumentatividade é inerente à língua, esta constitutiva de todo discurso. Segundo a ANL, enquanto estão na virtualidade do sistema linguístico, as palavras possuem significações potenciais, orientações para a continuação discursiva em determinadas direções. Argumentar consiste em, a partir das possibilidades inscritas na língua, estabelecer uma relação entre as palavras, pela qual o sentido de uma palavra enunciada depende do sentido de outra palavra enunciada. A intersubjetividade, nesse recorte teórico, é contemplada pela hipótese de que o locutor mobiliza os recursos argumentativos da língua para construir objetos discursivos a partir de múltiplas perspectivas sobre objetos da realidade factual.Ao se enunciar em determinado sentido ante o interlocutor, o locutor não fornece uma representação objetiva da realidade, mas uma apreensão argumentativa da realidade, a qual ele põe em debate ante o interlocutor.
Within the intersection of two perspectives, a journalistic one, emphasizing the objective effect, and another, linguistic, giving emphasis to the enunciative aspect of language, this dissertation aims at analyzing how intersubjectivity and argumentativeness build up meanings in the journalistic discourse, and at how objectivity can be constitutive of this construction. According to Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, Brazilian readers keep up considering the newspaper a reliable source of information about daily life events, whether in their neighborhood or in the worldwide domain. Part of this reliability is the fruit of the press' discourse about itself: the discourse of trustworthiness to the facts, which speak for themselves, of the space of plurality of opinions in the name of impartiality as well as of objectivity. On the other hand, the Argumentation Within Language Theory (AWL) demonstrates that the meanings produced in the discourse are an intersubjective and an argumentative construction, considering that argumentativity is inherent to language, which is constitutive of any kind of discourse. According to the AWL, while words are in the virtuality of the linguistic system, they have potential meanings, orientations for the discursive continuum in certain directions. An argumentation consists of, according to the language possibilities, establishing a relation between words, by which the meaning of a word enunciated depends on the meaning of another word also enunciated. The intersubjectivity, within this approach, means that the speaker mobilizes the argumentative resources of the language to make up discursive objects according to multiple perspectives on objects of the factual reality. The speaker does not offer the interlocutor an objective representation of reality, but an argumentative apprehension of it, in order to discuss both.
URI: http://hdl.handle.net/10923/9735
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