Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/9793
Tipo: doctoralThesis
Título: Endarterectomia versus angioplastia carotídea com stent: análise neurofuncional e neuropsicológica
Autor(es): Crusius, Marcelo Ughini
Orientador: Franco, Alexandre Rosa
Costa, Jaderson Costa da
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: ESTENOSE DAS CARÓTIDAS
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
ANGIOPLASTIA
NEUROCIRURGIA
NEUROPSICOLOGIA
MEDICINA
Resumo: Introdução: A doença carotídea possui alta prevalência como causa de acidente vascular isquêmico (AVCi). A decisão entre os tipos de tratamento para a estenose carotídea tem sido alvo de discussão, visando aos benefícios trazidos aos pacientes. Os procedimentos realizados para tratar essa doença são a endarterectomia (CEA, do inglês carotid endarterectomy) e a angioplastia com implante de stent (CAS, do inglês carotid artery stenting). Na literatura, esses dois procedimentos praticamente equivalem-se quanto ao benefício aos pacientes sob vários aspectos, incluindo a eficácia da revascularização, as complicações dos procedimentos e a prevenção do AVCi. O presente estudo original mostra uma análise da conectividade funcional cerebral com ressonância funcional em estado de repouso (rs-MRI, do inglês resting state MRI) em pacientes que realizaram a CEA e a CAS. Foram realizados, ainda, testes neuropsicológicos para compreensão e relação com os dados da neuroimagem. Este estudo visa contribuir de forma pioneira para a busca de conhecimentos nesse aspecto. Objetivo: Avaliar qual tipo de procedimento (CEA ou CAS) pode trazer mais benefício ao paciente com doença carotídea sob os pontos de vista neuropsicológico e da conectividade funcional cerebral. Método: Ensaio clínico aberto randomizado com cegamento parcial, envolvendo 33 pacientes possuidores de estenose de artéria carótida cervical com indicação de tratamento admissível aos dois métodos (CEA ou CAS). Antes da realização dos exames, a randomização foi empregada aos pacientes, que foram dicotomizados com a aplicação de testes neuropsicológicos e exame clínico neurológico. O Grupo 1 representou os pacientes que foram submetidos à CEA com anestesia locorregional (n=18) e o Grupo 2, os pacientes submetidos à CAS (n=15).Antes do procedimento, todos os pacientes foram submetidos à rs-MRI e, quatro a oito semanas após o procedimento, foram submetidos novamente a um exame de rs-MRI e, também, a um ECO doppler carotídeo. A nova avaliação com testes neuropsicológicos e exame clínico neurológico foi realizada três meses após o procedimento. A análise estatística foi realizada com o teste t de Student e a análise de variância (ANOVA). Os resultados foram considerados significativos quando p≤ 0,05. Resultados: Dentre os resultados neuropsicológicos, o grupo da CEA, no teste de nomeação de Boston, obteve escores de 12,13/15 (±3,09) no pré-procedimento versus 13,44/15 (±1,63) no pós, com significância p=0,03. Os testes de memórias visuais (mv) 1 e 2 após o procedimento, quando comparados entre os grupos, obtiveram valores maiores para o grupo da angioplastia, com valores de significância de p=0,02 para mv 1 e de p=0,007 para mv 2. Nos resultados de neuroimagem, quando a rs-RMI foi analisada com ReHo (do inglês regional homogeneity), encontraram-se três clusters na rede DMN (do inglês default mode network) no grupo CAS, demonstrando aumento de conectividade funcional no pós-procedimento em relação ao pré-procedimento. Com a aplicação do ICA (do inglês independent component analysis) na rs-MRI, encontraram-se, na rede FPD (frontoparietal direita), quatro clusters, mostrando um aumento do valor na conectividade no pós-procedimento para o Grupo 2. Conclusão: Houve um aumento de conectividade, com diferença estatística, em duas redes (DMN e PDF) de conectividade funcional pós-angioplastia e redução nessas mesmas redes, sem diferença estatística para o grupo da endarterectomia no pós-operatório. Dentro do grupo da endarterectomia, houve melhora após o procedimento no teste de nomeação de Boston.
Background: Carotid disease has a high prevalence as a cause of ischemic stroke. The decision between the types of treatment for carotid stenosis has been the subject of discussion on what is most benefit for patients. The procedures performed to treat this disease are Carotid Endarterectomy (CEA) and Carotid Artery Stenting (CAS). Basically, in the literature, these two methods are almost equivalent procedures on the benefit caused for the patients analyzed in many ways, including the efficacy of revascularization, the complications of the procedures and the prevention of stroke. However, up to date, no research presented the analysis of functional brain connectivity networks with functional resting state MRI (rs-MRI) in patients that performed a CEA or CAS. We conducted neuropsychological tests to relate them with data from neuroimaging. This research aims to contribute in a pioneering way for knowledge in this field. Aims: Evaluate which type of procedure can bring more benefit to the patients with carotid artery disease in neuropsychological and functional brain connectivity. Method: Open randomized clinical trial with partial blinding; involving 33 subjects with cervical carotid artery stenosis with treatment indication and acceptable to both methods (CEA or CAS). At this time, the randomization was employed to patients who were dichotomized with the application of neuropsychological tests and clinical neurological examination. Group 1 represented the patients who underwent CEA with regional anesthesia loco (n = 18) and Group 2 patients underwent CAS (n = 15). Before the procedure all patients underwent rs-MRI and 4 to 8 weeks after the procedure, and were submitted again to an rs-MRI and also to a carotid ECO Doppler. The new assessment with neuropsychological tests and neurological clinical examination was performed three months after the procedure.Statistical analysis was performed using Student's t-test and analysis of variance (ANOVA). The results were considered significant when p ≤ 0.05. Results: Among the neuropsychological results, the CEA group in Boston naming test scores obtained 12.13 / 15 (±3.09) before procedure versus 13.44 / 15 (±1.63) in the post op, with p = 0.03. Visual memories (mv) tests 1 and 2 after the procedure, compared between groups showed higher values for the angioplasty group, with values of p = 0.02 for mv 1 and p = 0.007 for mv 2. Neuroimaging results showed, when the rs-RMI was analyzed with Regional Homogeneity (ReHo), three clusters in the Default Mode Network (DMN) in the CAS group; demonstrating an increase in functional connectivity post procedure. With the implementation of Independent Component Analysis (ICA) at rs-MRI, found in right frontal parietal (RFP) network 4 clusters an increased in connectivity in the post procedure for Group 2. Conclusion: There was improvement with statistical difference in two networks after angioplasty and worsening functional connectivity in these same networks with no statistical difference in the endarterectomy group postoperatively. Within the endarterectomy group had improved after the procedure in the Boston Naming Test.
URI: http://hdl.handle.net/10923/9793
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