Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/9798
Tipo: masterThesis
Título: Acumuladores de animais: caracterização do perfil psicopatológico
Autor(es): Ferreira, Elisa Arrienti
Orientador: Irigaray, Tatiana Quarti
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: PSICOPATOLOGIA
PSICOLOGIA COGNITIVA
TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE
PSICOLOGIA
Resumo: Introdução: O transtorno de acumulação de animais é um fenômeno psicológico complexo com impactos significativos no funcionamento do indivíduo. Objetivos: O presente estudo deu origem a dois estudos, cada um com a sua proposta. O estudo 1 teve como objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico de acumuladores de animais de uma cidade do sul do Brasil, e propor que o Transtorno de Acumulação de Animais se torne uma nova categoria nosológica. O estudo 2 buscou descrever os sintomas psicopatológicos comórbidos ao transtorno de acumulação de animais e verificar a associação entre as variáveis idade, sexo, estado civil, renda, quantidade de animais, tempo que acumula animais e a expressão de sintomas psicopatológicos. Método: A amostra final dos dois estudos foi composta por 33 indivíduos. A média de idade da amostra foi de 61,39 anos (DP = 12,69), e a média de escolaridade foi de 9,39 anos (DP = 4,40). A média de animais autorrelatada por residência foi 41,12 (± 24,41), totalizando 1357 animais, sendo 915 (68%) cães, 382 (28%) gatos e 50 (4%) patos. Para coleta de dados do estudo 1 foram utilizados uma ficha de dados sociodemográficos, uma entrevista semiestruturada e um relatório dos veterinários sobre o estado de saúde dos animais e saneamento do local. No estudo 2, uma ficha de dados sociodemográficos e uma entrevista clínica semiestruturada, baseada na Escala transversal de sintomas de nível 1 do DSM–5. Os dados foram organizados em um banco, criado no programa Statistical Package for the Social Sciences. Foram realizadas análises estatísticas, descritivas e associações através do Qui-quadrado. Resultado: O estudo 1 encontrou maior prevalência de mulheres (73%) e de idosos (64%) na amostra, corroborando os achados da literatura. Observaram-se diferenças significativas entre o transtorno de acumulação e o transtorno de acumulação de animais.Verificou-se que, ao contrário do que ocorre na acumulação de objetos, os animais acumulados não costumam obstruir os espaços dos domicílios. O processo de se desfazer ou de doar animais também se mostra distinto, já que há vínculo afetivo com vidas e não com objetos inanimados. Os resultados do estudo 2 mostraram como sintomas psicopatológicos, mais frequentes, comórbidos ao transtorno de acumulação de animais, sintomas de depressão (36%), mania (21%), obsessivo-compulsivo (18%), ansiedade (36%) e déficits de memória (27%). As análises de associações revelaram uma maior ocorrência de sintomas de mania, pânico, obsessivo-compulsivos e déficits de memória entre os participantes que acumulavam animais há mais de 20 anos. Conclusão: No estudo 1, critérios diagnósticos específicos para o Transtorno de Acumulação de Animais foram criados, propondo que o mesmo se torne uma nova categoria diagnóstica. Acredita-se que essa proposição pode despertar maior interesse, tanto de profissionais clínicos, como de pesquisadores, além de incentivar novas pesquisas interventivas para essa problemática. No estudo 2, concluiu-se que o transtorno de acumulação de animais apresenta, como comórbidos, sintomas depressivos, maníacos, obsessivo-compulsivos, de ansiedade e déficits de memória. Sugerem-se novas pesquisas sobre o tema para auxiliar na construção de protocolos específicos desta população, a fim de minimizar o sofrimento dos indivíduos e dos animais.
Introduction: The Animal Hoarding Disorder is a complex psychopathology that produces significant impacts on the lives of individuals. Objects: The present study resulted in to two studies, each with its own proposal. Study 1 aimed to characterize the sociodemographic profile of animal hoarders of a city in the south of Brazil, and to propose that the Animal Hoarding Disorder becomes a new nosological category. Study 2 sought to describe the psychopathological comorbid symptoms to the animal hoarding disorder and to verify the association between the variables age, sex, marital status, income, number of animals, time accumulating animals and the expression of psychopathological symptoms. Method: The final sample of the both studies consisted of 33 individuals. The mean age of the sample was 61.39 years (SD = 12.69), and the mean educational level was 9.39 years (SD = 4.40). The mean number of self-reported animals per household was 41.12 (± 24.41), in a total of 1357 animals, 915 (68%) dogs, 382 (28%) cats and 50 (4%) ducks. To collect data from study 1, a socio-demographic data sheet, a semi-structured interview, and a veterinarians' report on the state of animal health and sanitation were used. In study 2, a sociodemographic data sheet and a semi-structured clinical interview, based on the DSM-5 Level 1 Symptom Transversal Scale. The data were organized in a bank, created in the program Statistical Package for the Social Sciences. Statistical analyzes, descriptions and associations were performed through the Chi-square. Results: Study 1 found a higher prevalence of women (73%) and elderly (64%) in the sample, corroborating the literature findings. Significant differences were observed between the accumulation disorder and the animal accumulation disorder. It has been found that, contrary to what happens in the accumulation of objects, the accumulated animals do not usually obstruct the spaces of the houses.The process of discarding or donating animals is also different, since there is an affective bond with lives and not with inanimate objects. The results of study 2 showed as symptoms of depression (36%), mania (21%), obsessive-compulsive disorder (18%), anxiety (36%) and memory impairment (27%). Association analyzes revealed a higher occurrence of mania, panic, obsessive-compulsive, and memory impairment among participants who had hoarded animals for more than 20 years. Conclusion: In study 1, specific diagnostic criteria for Animal Hoarding Disorder were created, proposing that it become a new diagnostic category. It is believed that this proposition may arouse greater interest, both in clinical professionals and researchers, as well as encouraging new interventional research for this problem. In study 2, it was concluded that the animal hoarding presents, as comorbid, depressive symptoms, manic, obsessive-compulsive, anxiety and memory impairment. New research on the subject is suggested to help in the construction of specific protocols of this population, in order to minimize the suffering of individuals and animals.
URI: http://hdl.handle.net/10923/9798
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