Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/9944
Type: doctoralThesis
Title: Performance de memória ao longo de mais de uma década em pacientes livres de crises após a cirurgia de lobo temporal associada à esclerose hipocampal
Author(s): Gomes, Roberta de Figueiredo
Advisor: Palmini, André Luis Fernandes
Portuguez, Mirna Wetters
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Issue Date: 2016
Keywords: EPILEPSIA
ESCLEROSE
MEMÓRIA
NEUROCIÊNCIA
NEUROPSICOLOGIA
MEDICINA
Abstract: Objetivo: Descrever a dinâmica de evolução da memória entre o período pré-operatório, os primeiros anos após a cirurgia e no longo prazo, 10 ou mais anos mais tarde, determinando as variáveis que se relacionam com essa trajetória. Pacientes e métodos: Estudamos funções específicas de memória em 54 pacientes com ELT unilateral (34 à esquerda) com EH verificada patologicamente, que estavam livres de crises por 10 ou mais anos após amigdalohipocampectomia seletiva (AHS) ou lobectomia temporal anterior (LTA). Testes neuropsicológicos padronizados foram aplicados antes da cirurgia (P1), de 1 a 4 anos após a cirurgia (P2), e novamente 10 anos ou mais após a cirurgia (P3). A performance foi analisada de acordo com 2 critérios distintos e a regressão logística avaliou variáveis associadas à função de memória em cada ponto no tempo. Resultados: Os pacientes operados no hemisfério direito tiveram uma performance significativamente melhor do que aqueles operados à esquerda em testes de memória e aprendizagem verbal em P2 (p=0,002; 0,002) e P3 (p=0,013; 0,008). Apesar de uma bateria específica para memória verbal, cerca de metade dos pacientes com EH esquerda apresentaram memória verbal e aprendizagem pré-operatória normais. Estes foram associados com piora significativa nos primeiros anos (P2) e, no longo prazo (P3), em comparação com aqueles que já estavam com alteração no pré-operatório (p<0,015 e p<0,001 para a memória verbal; p=0,029 e p=0,045 para a aprendizagem verbal). No entanto 70% e 50% dos pacientes com performance pré-operatória normal, respectivamente, na memória e aprendizagem verbais, sustentaram a função dentro da normalidade nos primeiros anos, embora a maioria tenha piorado no longo prazo.Da mesma forma, cerca de 30% dos pacientes com escores disfuncionais no pré-operatório melhorou significativamente a performance em memória verbal e aprendizagem nos primeiros anos, mas a maioria piorou novamente no longo prazo. Além disso, pacientes com escores normais em P2 pioraram significativamente no longo prazo, comparados com aqueles com escores alterados nos primeiros anos. Curiosamente, 15% dos pacientes com performance alterada voltaram a apresentar uma performance normal da aprendizagem verbal entre os primeiros anos e no longo prazo. Performance de memória visual seguiu a mesma tendência de piora significativa no longo prazo para os pacientes que melhoraram ou sustentaram a performance normal entre P1 e P2. Para os pacientes operados no hemisfério direito, a performance da memória e aprendizagem verbal não diferiram estatisticamente entre os três pontos no tempo, independentemente do estado funcional em P1 e P2. No entanto, apenas uma minoria dos que melhoraram entre P1 e P2 sustentaram esta melhora no longo prazo. Por outro lado, a performance da memória visual foi sustentada no longo prazo para a maioria dos pacientes que melhoraram nos primeiros anos. Risco de declínio de memória verbal tardia ou aprendizagem verbal entre o período pré-operatório (P1) e os primeiros anos do pósoperatório (P2) aumentou significativamente em pacientes com escores pré-operatórios normais, idade mais jovem, cirurgia no hemisfério esquerdo e baixos níveis de escolaridade. Por sua vez, piora funcional entre os primeiros anos do pós-operatório (P2) e no longo prazo (P3) em todos os domínios de memória foi significativamente associada com escores préoperatórios normais e baixos níveis de escolaridade. Declínio na aprendizagem verbal ou memória visual tardia também foi associado com a cirurgia no hemisfério esquerdo e técnica cirúrgica não seletiva.Escores de depressão e ansiedade não tiveram impacto na função da memória no longo prazo, ao passo que a memória visual preservada associou-se com melhor qualidade de vida. Conclusões: Estes achados lançam uma nova luz sobre a trajetória de funções de memória após a cirurgia para ELT/EH. Especificamente, destacam que, apesar de um hipocampo esclerótico, funções de memória são preservadas antes da cirurgia e, muitas vezes permanecem normais ou voltam ao normal nos primeiros anos do pós-operatório, sugerindo reorganização ativa ou plasticidade. No entanto tal função preservada raramente é sustentada no longo prazo, indicando a possibilidade de que a progressão da doença supera a plasticidade ao longo dos anos.
Objective: Describe the dynamics of memory evolution between the preoperative period, the first years after operation and the very long term, 10 or more years later, and to determine variables relate to such trajectory. Patients and methods: We studied material-specific memory function in 54 patients with unilateral TLE (34 left) with pathology-verified HS, who were rendered seizure-free for 10 or more years following selective amygdalohippocampectomy (SAH) or anterior temporal lobectomy (ATL). Standard neuropsychological tests were applied before operation (T1), 1 to 4 years after surgery (T2), and again 10 years or more after operation (T3). Performance was analyzed according to 2 distinct criteria and logistic regression evaluated variables associated with memory function at each point in time. Results: Patients operated in the right hemisphere performed significantly better than those operated on the left in verbal memory and learning tests at T2 (p=0,002; 0,002) and T3 (p=0,013; 0,008). Despite a material-specific battery, around half the patients with left HS have normal preoperative verbal memory and learning. These associated with significant worsening in the first years (T2) and in the long term (T3), compared to those already dysfunctional preoperatively (p<0.015 and p<0.001 for verbal memory; p=0.029 and p=0.045 for verbal learning). However, 70% and 50% of patients with normal preoperative performance respectively in verbal memory and learning sustained normal function in the first years, although the majority worsened in the long term. Likewise, roughly 30% of patients with dysfunctional scores preoperatively significantly improved performance in verbal memory and learning in the first years, but most worsened again in the long term. Furthermore, those with normal scores at T2 worsened significantly more in the long term than those with abnormal scores in the first years.Interestingly, 15% of patients reversed from a dysfunctional to a normal performance in verbal learning between the first years and the long term. Performance in visual memory followed the same trend of significant worsening in the long term for patients who improved or sustained normal performance between T1 and T2. For patients operated in the right hemisphere, performance in verbal memory and learning did not statistically differ between the three time points, irrespective of functional status at T1 and T2. However, only the minority of those who improved between T1 and T2 sustained improvement in the long term. On the other hand, performance in visual memory was sustained in the long term for most patients who improved in the first years. Risk of worsening for delayed verbal memory or verbal learning between preoperative status (T1) and the first postoperative years (T2) was significantly increased by normal preoperative scores, younger age, surgery in the left hemisphere and low schooling levels. On its turn, functional worsening between the first post-operative years (T2) and the long-term (T3) in all memory domains was significantly associated with normal preoperative scores and low schooling levels. Worsening for verbal learning or delayed visual memory was also associated with surgery in the left hemisphere and nonselective surgical technique. Depression and anxiety scores did not impact in memory function in the long term, whereas preserved visual memory associated with better quality of life.Conclusions: These findings shed a new light into the trajectory of memory functions following surgery for TLE/HS. They specifically highlight that despite a sclerotic hippocampus, materialspecific memory functions are often preserved before operation and often remain normal or revert to normal in the first few postoperative years, suggesting active reorganization or plasticity. However, normal function is rarely sustained in the long term, indicating the possibility that disease progression surpasses plasticity over the years.
URI: http://hdl.handle.net/10923/9944
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