Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/9952
Tipo: doctoralThesis
Título: O cuidado de si em Foucault e a possibilidade de sua articulação com a categoria "Ubuntu" na filosofia africana de Severino Elias Ngoenha
Autor(es): Jimica, Camilo José
Orientador: Madarasz, Norman Roland
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: FILOSOFIA AFRICANA
FOUCAULT, MICHEL - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
FILOSOFIA
Resumo: Esta pesquisa estabelece um diálogo entre O cuidado de si em Michel Foucault e a Filosofia Ubuntu: “Eu sou porque nós somos”, no âmbito das teorias contemporâneas da ética, tanto no seu viés hermenêutico do sujeito, quanto no seu viés analítico da ontologia do presente e da questão do ser como em Kant. Ela tenciona ir além do individualismo apontando, sobretudo, para a necessidade de uma ética-política da relação com o Outro, de uma moral social, entendida como um o ponto de equilíbrio entre o eu e o nós. Mostra-se nessa pesquisa o que é sujeito em Foucault, ilustrado por meio estudos em volta do cuidado de si. Em seguida mostra-se como a máxima “Eu sou porque nós somos” é trabalhada e usada para ensinar a saber-ser e a saber-estar juntos em comunidades na África subsaariana. A importância do dessa máxima ou da relação com outro é esta: a de não poder esquecer o ser que cada homem é (eu sou . nós somos). Mas a pertinência deste princípio normativo da filosofia africana reside na sua capacidade de interrogar os conceitos modernos de sujeito, do homem e do ser como foram historicamente elaborados pelo pensamento ocidental (Descartes, Kant e Foucault), trazendo uma resposta que é uma contribuição clara a filosofia, a política e sobretudo a história africana (como revelam os trabalhos de Ki-Zerbo e Ngoenha sobre o problema de sujeito que é ainda a preocupação dos antropólogos e filósofos da alteridade como Levinas). Constata-se o problema é que cada pessoa pode dizer “Eu sou porque nós somos”, sem explicitar todos os conceitos envolvidos (sujeito, ser, tempo). O que na filosofia africana pensa-se ao proferir essa máxima? Com isso tornou-se evidente a necessidade de uma pesquisa ético-histórica sobre questões contemporâneas de hermenêutica do sujeito e do Ubuntu, e com adequada fundamentação filosófica.O termo “porque” usado no Ubuntu é um indicador de conclusão: eu sou porque nós somos. Nesse argumento, a conclusão é o que se quer justificar. O que se quer dar razão é o que eu e tu somos. “Eu sou” é a informação, o dado novo que a partida temos sobre o problema do sujeito e do ser. A conclusão é “Nós somos”. Ela é uma consequência que ao raciocinar: por que eu sou? a pessoa pode tirar . Assim, a conclusão corresponde opinião do eu (do sujeito) sobre o problema do ser e estar em comunidade.
URI: http://hdl.handle.net/10923/9952
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