Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/10013
Tipo: masterThesis
Título: Aprender na vila, aprender na vida: uma questão de tempo
Autor(es): Oliveira, Lisete Maria de
Orientador: Bastos, Maria Helena Câmara
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: ENSINO FUNDAMENTAL - PORTO ALEGRE
TEMPO - ASPECTOS PSICOLÓGICOS
EDUCAÇÃO
Resumo: A presente pesquisa objetiva investigar como as crianças, do 5º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal da periferia de Porto Alegre, percebem e/ou constroem a noção de Tempo, como um conceito a ser construído ao longo de sua formação. O conceito de TEMPO é abordado a partir de pressupostos das ciências (Newton, Einstein), da filosofia (Platão, Kant) e da história (Whitrow, Àries); passando pela abordagem da construção das noções de tempo, segundo Piaget (Epistemologia Genética) e Vygostsky (Psicologia sócio-histórica). O estudo busca analisar quais os tempos construídos/apropriados pelas crianças, na faixa etária de 9 a 13 anos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, através da análise da escrita de diários de aula e de questionários sobre o tempo, extraídos os registros referentes ao tema pesquisado e agrupados por categorias, possibilitando identificar os seguintes tempos percebidos pelas crianças: o tempo cronológico, o tempo de infância e o tempo de violência. A percepção do tempo cronológico apresenta-se como identificação de marcos do tempo, sem a compreensão de períodos ou intervalos de tempo; a percepção do tempo de infância revela-se sob a compreensão de um período lúdico associado ao trabalho infantil e o tempo de violência apresenta-se como um tempo adulto, em alguns períodos, percebido pelas crianças, que buscam impor seu tempo de infância. A pesquisa conclui que a construção das noções de tempo pelas crianças, relacionada ao meio cultural e social, possibilita a percepção de tempos distintos aos conceitos de Tempo estabelecidos de forma homogênea à sociedade mais abrangente.
This research aims at investigating how children at the 5th year of Primary School in a public municipal school of a low-income suburb of Porto Alegre perceive and/or build the notion of Time as a concept to be built throughout their education. The concept of TIME is examined from the perspective of sciences (Newton, Einstein), philosophy (Plato, Kant) and history (Whitrow, Àries); including the approach of the building of notions of time according to Piaget (Genetic Epistemology) and Vygotsky (social/historical Psychology). This text aims at analyzing the times built/appropriated by the children, who are between 9 and 13 years old. This is a qualitative study, carried out through the analysis of class diaries and questionnaires dealing with time. The relevant data were extracted and grouped in categories, which made the identification of the following times perceived by the children possible: chronological time, childhood time and the time of violence. The perception of chronological time is the identification of marks of time, without the understanding of time periods or intervals; the perception of childhood time is seen as a playful period associated with child labor; and the time of violence is seen as an adult time, in some periods, perceived by children, who seek to impose their childhood time. This study concludes that the building of notions of time by children — related to the social and cultural environment — enables the perception of times other than the concepts of Time homogenously established in relation to the more comprehensive society.
URI: http://hdl.handle.net/10923/10013
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