Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/10882
Tipo: masterThesis
Título: Discalculia e formação continuada de professores: suas implicações no ensino e aprendizagem de matemática
Autor(es): Thiele, Ana Lúcia Purper
Orientador: Lara, Isabel Cristina Machado de
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática
Data de Publicação: 2017
Palavras-chave: EDUCAÇÃO CONTINUADA
APRENDIZAGEM - DIFICULDADES
DISCALCULIA
EDUCAÇÃO
Resumo: Esta pesquisa apresenta um estudo acerca da discalculia e do modo que ela vem sendo percebida por professores que ensinam Matemática. Tem como objetivo analisar como uma formação continuada oferecida a professores que ensinam Matemática na Educação Básica pode modificar suas percepções sobre discalculia e o modo que isso repercute em sua prática pedagógica. Para isso, buscou alcançar alguns objetivos específicos: identificar, caso existam, as percepções prévias dos professores participantes desta pesquisa acerca da discalculia; verificar quais são as possíveis mudanças dessas percepções ao final de uma formação continuada sobre discalculia e analisar como uma formação continuada repercutiu em suas práticas pedagógicas. Para construir o referencial teórico, o estudo apoiou-se em alguns eixos: neurociências; dificuldades de aprendizagem; discalculia. A neurociências está fundamentada principalmente nas ideias de autores como: Consenza e Guerra (2011); Ciasca (2006); Izquierdo (2002); Spitzer (2007); Haase (2010). Para alicerçar as dificuldades de aprendizagem utiliza, principalmente, os estudos de: Ciasca (2006); Rotta (2006); Bridi Filho e Bridi (2016); Riesgo e Olweiller (2006). Para abordar a discalculia, foram utilizadas as pesquisas de Kocs (1974), Haase (2010), Rotta (2006), Dehaene (2006) e Consenza e Guerra (2011). Participaram desta pesquisa vinte e três professores que ensinam Matemática na Educação Básica. Os professores realizaram uma Formação Continuada sobre Dificuldade de aprendizagem e Discalculia e responderam dois questionários, um antes e um após a formação.Para analisar os dados advindos das respostas dadas aos questionários inspirou-se no método Análise Textual Discursiva (MORAES; GALIAZZI, 2011). Por meio da análise evidencia que antes da formação os professores atribuíam várias denominações e características à discalculia, não havendo uma diferenciação nítida em relação ao transtorno e as dificuldades de aprendizagem. Tal desconhecimento deu origem a doze categorias sobre a definição de dificuldades de aprendizagem e dez categorias sobre discalculia. Após a Formação Docente essas categorias diminuíram para três e duas, respectivamente, evidenciando a necessidade que esses professores possuem de obter subsídios teóricos e práticos acerca desse tema. É possível mostrar que as respostas dadas ao pós-questionário convergiram para uma definição mais exata de discalculia, denominando-a como um transtorno ou distúrbio. Além disso, os professores elencaram com mais exatidão as características referentes à discalculia e suas diferenças em relação às dificuldades de aprendizagem. Verifica que nem sempre os professores estão preparados para lidar com o transtorno e nem ao menos reconhecem sinais que indique indícios de um estudante com discalculia, além de desconhecerem possíveis intervenções que possam auxiliá-lo em sala de aula. Desse modo, aponta a necessidade de uma formação continuada que de conta do aprofundamento sobre dificuldades e transtornos de aprendizagem em Matemática para professores que ensinam Matemática em qualquer nível da Educação Básica.
This research presents a study about dyscalculia and the mode that it has been perceived by teachers who teach mathematics. It aims to analyze how a continuing education offered to teachers who teach Mathematics in Basic Education can modify their perceptions about dyscalculia and the mode that this impacts on their pedagogical practice. For this, sought to achieve some specific objectives: Identify, if they exist, the previous perceptions of the teachers participating in this research about dyscalculia; To verify what are the possible changes of these perceptions at the end of the continued formation about dyscalculia and to analyze how the continued formation repercussion in their pedagogical practices. To construe the theoretical framework, the study was based on some axes: neurosciences; learning difficulties; dyscalculia. The neuroscience is based mainly on the ideas of authors such as: Consenza and Guerra (2011); Ciasca (2006); Izquierdo (2002); Spitzer (2007); Haase (2010). To base the learning disabilities, mainly uses studies of: Ciasca (2006); Rotta (2006); Bridi Filho and Bridi (2016); Riesgo and Olweiller (2006). And, to address the dyscalculia, the researches of Kocs (1974); Haase (2010); Rotta (2006); Dehaene (2006); Consenza and Guerra (2011) were used. Twenty-three teachers who teach mathematics in Basic Education participated in this research. The teachers performed a continuing education about learning difficulties and dyscalculia and answered two questionnaires, one before and one after training.To analyze the data coming from the answers given to the questionnaires was inspired by for the Discursive Textual Analysis method (MORAES; GALIAZZI; 2011). Through the analysis, it shows that before the training the teachers attributed various denominations and characteristics to the dyscalculia, not having a clear differentiation in relation to the transtorn and the learning difficulties. This unfamiliarity gave rise to twelve categories about the definition of learning difficulties and ten categories about dyscalculia. After the continuing education these categories decreased to three and two, respectively, evidencing the need that these teachers have to obtain theoretical and practical subsidies on this theme. It is possible to show that the answers given to the post-questionnaire converged to a more precise definition of dyscalculia, denominating it as a transtorn or disorder. In addition, teachers listed more accurately the characteristics of dyscalculia and their differences in relation to learning difficulties. It verifies that teachers are not always prepared to deal with the transtorn and not even recognize signs that indicate evidence of a student with dyscalculia, besides not knowing possible interventions that can help you in the classroom. In this way, it points the need for a continuing education that account for the deepening about difficulties and disorders of learning in Mathematics for teachers who teach Mathematics at any level of Basic Education.
URI: http://hdl.handle.net/10923/10882
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