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Tipo: masterThesis
Título: Associação de resistência a glicocorticóides e proliferação espontânea em linfócitos de pacientes infectados com HTLV-I/II
Autor(es): Lopes, Rodrigo Pestana
Orientador: Bauer, Moisés Evandro
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular
Data de Publicação: 2007
Palavras-chave: BIOLOGIA MOLECULAR
HTLV-I
HTLV-II
LINFÓCITOS
INFECÇÃO
ANTIINFLAMATÓRIOS
Resumo: Introdução e Objetivos: As infecções por HTLV-I/II se caracterizam pelo tropismo viral por infectar células T humanas e promover um estado de proliferação espontânea deste tipo celular. Leucemia e doenças inflamatórias graves, com destaque para as doenças neurológicas, estão fortemente associadas às infecções por HTLV-I/II e o tratamento usual destas patologias envolve a administração de antiinflamatórios da classe dos glicocorticóides. Embora haja relatos de resistência farmacológica à terapia com glicocorticóides, não se sabe ao certo se essa condição se deve à infecção viral ou ao hospedeiro. Neste estudo, avaliou-se a relação entre proliferação celular espontânea e sensibilidade de linfócitos T aos efeitos dos glicocorticóides (dexametasona - DEX). Materiais e Métodos: Células mononucleares de sangue periférico foram isoladas de pacientes assintomáticos e livres de tratamento, com infecção por HTLV-I (n=18) e HTLV-II (n=10), e foram cultivadas na presença e na ausência do mitógeno fitohemaglutinina (PHA 1%).Células foram também cultivadas com PHA 1% e concentrações variadas de DEX (10-9 a 10-4 M). Para fins comparativos, as mesmas avaliações foram realizadas em sujeitos saudáveis (Controle, n=11). Resultados e Discussão: Os pacientes com HTLV-I/II apresentaram taxas similares de proliferação estimulada (PHA 1%) e não-estimulada (PHA 0%), bem como sensibilidade comparável à DEX. Não houve diferença na freqüência de indivíduos resistentes versus sensíveis à DEX entre os grupos HTLV-I e HTLV-II. Entretanto, linfócitos T de pacientes com proliferação espontânea não responderam ao estímulo mitogênico por PHA e foram mais resistentes à modulação por DEX do que as células de pacientes com proliferação normal. Os resultados aqui apresentados sugerem que a baixa resposta clínica à terapia com glicocorticóides pode estar associada a um estado de proliferação celular espontânea decorrente da infecção por HTLV.
Introduction and Objectives: HTLV-I/II viruses have a special tropism for infecting T cells and inducing spontaneous lymphocyte proliferation. Leukemia and inflammatory states such as neurological manifestations are associated with HTLV-I/II infections and treatment is usually based on antiinflammatory drugs including glucocorticoids. Although steroid resistance has been reported, it is unknown whether this condition is related to the viral infection itself or treatment. Here, we investigated whether spontaneous cell proliferation is associated to T-cell sensitivity to glucocorticoids (dexamethasone – DEX). Materials ad Methods: Human peripheral blood mononuclear cells (PBMCs) were isolated from assinthomatic drug-free HTLV-I (n=18) and HTLVII (n=10) infected patients, as well as from healthy subjects (Control, n=11) and cultivated with and without phytohemmaglutinin (PHA 1%).Cells were also cultivated with PHA 1% and several concentrations of DEX (10-9 a 10-4 M). Results and Discussion: Patients with HTLV-I/II showed similar unstimulated and stimulated T-cell proliferation as well as comparable sensitivity to dexamethasone in vitro. There were no group differences in the frequency of glucocorticoid responders versus non-responders. However, T cells of patients with spontaneous proliferation were unresponsive to mitogenic stimulation and remarkably more resistant to dexamethasone than cells of patients with normal proliferation. These data suggest that the poor clinical response to steroids may be associated to spontaneous cell proliferation during HTLV infection.
URI: http://hdl.handle.net/10923/1317
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