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Tipo: doctoralThesis
Título: Utopias autônomas - as máquinas irracionais da natureza: a ressignificação ética do paradigma cosmológico
Autor(es): Fossatti, Nelson Costa
Orientador: Souza, Draiton Gonzaga de
Editor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Fecha de Publicación: 2018
Palabras clave: FILOSOFIA ALEMÃ
FILÓSOFOS ALEMÃES
AUTONOMIA (FILOSOFIA)
ÉTICA
SUBJETIVIDADE
UTOPIAS
Resumen: O presente estudo aborda as contingências da arte inventiva [Ars inveniendi], e tem como referência a esfera das utopias concretas desenvolvida por Ernst Bloch em sua obra Princípio Esperança. O nível de contingências gerado pelo dinamismo cego da natureza tenciona a esperança esclarecida [docta spes] e os artefatos do homo utopicus. A natureza assume um comportamento potencialmente passivo, bem como, potencialmente ativo. Na sua efetividade alcança um grau de autonomia singular e passa a responder por “natureza geradora de natureza”, natura naturans, determinando desta forma a dimensão das utopias-autônomas. A autonomia destas utopias responde por eventos, não previsíveis, inconsequentes que podem ameaçar o futuro da humanidade. De outro lado, a radicalização do antropocentrismo desconhece a linguagem da natureza, acentuando a distância entre homem e natureza, recepcionando nesta perspectiva o pensamento de Bloch, Henri Bergson e Hans Jonas. Neste sentido, o estudo tem como objetivo propor uma forma de exteriorizar a subjetividade da natureza a fim de determinar uma possível reconciliação ética da unidade originária.Exteriorizar a subjetividade da natureza significa recorrer a um método que permita integrar homem e natureza no ambiente cosmocêntrico. Destarte, a metodologia adotada para exteriorizar a subjetividade da natureza recorre ao conceito da física ótica do princípio do caminho inverso e também tem como referência a obra de Schelling “Filosofia da Natureza”. A maioria dos filósofos de sua época parte do seu eu consciente para o objeto e faz na sua consciência representação do real; Schelling percorre o caminho inverso: faz o objeto vir à consciência do ser humano e recepciona na sua consciência a representação do real. A perspectiva inaugurada neste estudo permite identificar uma forma de manifestação da natureza na potencialidade passiva e ativa, bem como, a ausência de fundamentos éticos ainda não apropriada pelos imperativos categóricos da unidade originária; a máxima que propõe que a universalidade só encontre fundamento na racionalidade do sujeito moral, não contempla a subjetividade da natureza. Confabular com a subjetividade da natureza pressupõe uma reflexão no tempo contínuo, um “vir-a-ser”, durée, inerente à evolução da unidade originária, portanto um “ainda-não” [noch-nicht] aberto ao futuro.
This study discusses the contingencies of inventive art (Ars Inveniendi), based on the sphere of concrete utopias developed by Ernst Bloch in his work The Principle of Hope. The level of contingencies generated by the blind dynamism of nature stretches the comprehended hope, docta spes, and the artifacts of homo utopicus. Nature undertakes a behavior and is both potentially passive and active. In its effectiveness, it reaches a unique degree of autonomy, thus becoming “nature naturing” (natura naturans), hence determining the dimension of the autonomous utopias. The autonomy of these utopias accounts for unpredictable and inconsistent events, which may threaten the future of humanity. On the other hand, radicalization of anthropocentrism ignores the language of nature and extends the distance between man and nature, receiving in this perspective the thought of Bloch, Henri Bergson and Hans Jonas. In that sense, the study proposes a way to exteriorize the subjectivity of nature to determine a possible ethical reconciliation of the original unit. Exteriorizing the subjectivity of nature means adopting a method that permits establishing a dialogue among man and nature in the cosmocentric environment.The methodology used to exteriorize the subjectivity of nature resorts to the concept of optical physics, the principle of the reversibility of the path, and is also based on Schelling’s work Philosophy of Nature. Most philosophers of his time start from the conscious ego to the object and represent the real in their consciousness, but Schelling does the opposite: he inverts the meaning of the analysis, leads the object to the consciousness of the human being and embraces the representation of the real in his consciousness. The perspective of the analysis inaugurated in this study implies that ethical foundations are governed by the categorical imperatives claimed by the original unit, which are absent in the Kantian maxim. The study also points out a method of establishing a dialogue with the subjectivity of nature through the exteriority in the social-historical time by embracing the durée, a “coming into being”, and a “not-yet” open to the future.
URI: http://hdl.handle.net/10923/13565
Aparece en las colecciones:Dissertação e Tese

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