Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/14301
Tipo: doctoralThesis
Título: Educação física escolar somática
Autor(es): Costa, Fábio Soares da
Orientador: Santos, Andréia Mendes dos
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação
Data de Publicação: 2018
Palavras-chave: EDUCAÇÃO FÍSICA - ENSINO
EXPRESSÃO CORPORAL
QUALIDADE DE VIDA
SAÚDE
EDUCAÇÃO
Resumo: A Educação Física é uma área do conhecimento interdisciplinar e desenvolve-se nos entremeios da biologia, fisiologia, motricidade e pedagogia, sendo um componente curricular obrigatório na educação básica brasileira e orientada pelos PCN, pelas orientações curriculares estaduais/municipais e pela BNCC. Sua epistemologia está em franco processo de construção e, nesta Tese, seu estilo de pensamento é questionado, tensionado a partir de uma perspectiva teórico-metodológica que apresentamos como somática, ainda marginalizada na escola. Neste contexto, passamos a nos questionar quanto à necessidade de compreender que repercussões sobre a qualidade de vida e sobre a autopercepção corporal poderiam ser observadas em jovens escolares com a aplicação de métodos e técnicas de Educação Somática enquanto aulas de Educação Física. Este questionamento instituiu nosso objetivo geral de pesquisa que foi o de compreender como a Educação Física Escolar Somática (EFES), enquanto proposta teórico-metodológica, contribui para as significações de corpo, saúde e qualidade de vida relacionada à saúde no currículo escolar do ensino médio de uma escola pública maranhense.Assim, metodologicamente desenvolvemos uma pesquisa-ação mista com análises estatísticas e Análise de Conteúdo da Enunciação-ACE. Realizamos as análises estatísticas a partir da aplicação do questionário WHOQOL-bref e do tratamento dos dados pelo software SPSS (Versão 17.0 para Windows), para avaliação da Qualidade de Vida Relacionada à Saúde – QVRS de dois grupos juvenis – Grupo Controle (n=356) e Grupo Oficina (n=36) – em dois momentos: antes e após a intervenção pedagógica de Educação Somática pelo Grupo Oficina. A intervenção constituiu-se de 63 aulas que aconteceram entre março e agosto de 2018 somente com alunos do Grupo Oficina. Com os resultados do questionário, concluiu-se que as aulas de EFES proporcionaram a elevação dos níveis da QVRS no Grupo Oficina, enquanto o Grupo Controle teve seus escores de QVRS diminuídos. Também, após a realização dos testes estatísticos t, Mann-Whitney Test, Coeficiente de Correlação de Spearmam e Kruskal-Wallis, todos com p<0,050, concluiu-se que a diminuição dos escores no Grupo Controle e o aumento no Grupo Oficina não foram estatisticamente significantes, reforçando a hipótese nula destas variações. Quanto à análise qualitativa a partir da observação de vídeos das aulas, de diários de aula e de grupos focais com os participantes da oficina, construiu-se quatro categorias de análise: 1) Corpo: protagonista da percepção; 2) O sentido e o sentir-se do pensamento somático; 3) Corpos em relação: o soma social; e 4) Ambiente educacional somático.Com a análise destas categorias, concluiu-se que a hipótese inicial da pesquisa foi corroborada, pois as mediações pedagógicas da EFES melhoraram os níveis de QVRS, em todos os seus domínios e promoveram ressignificações positivas em relação aos conceitos de corpo e saúde. As narrativas juvenis, quando cotejadas antes e após as aulas, mostraram que as significações sobre seus corpos, sejam baseadas em autopercepção mais sensível, vibrátil e consciente, sejam em relação aos níveis de percepção corporal, narrados antes do desenvolvimento das aulas de EFES, foram modificadas, de maneira diversa, mas de forma positiva. Assim, nossa defesa e tese é a de que as aulas de Educação Física Escolar Somática – EFES promovem no soma juvenil uma autorregulação viva em suas dimensões física, psíquica e emocional. Como o componente curricular é um conjunto teórico-metodológico educativo, produz sentido de atenção ao cuidado de si e da saúde. São vivências que levam a uma experiência de aprendizagem somática, que potencializam ao professor uma pedagogia para o ensino do cuidado de si e, para o aprendente, a promoção do cuidado de si e da melhoria da qualidade de vida em seus aspectos físico, psicológico, social e ambiental.
The Physical Education is an area of interdisciplinary knowledge and is developed in the midst of biology, physiology, motricity and pedagogy, being a compulsory curricular component in Brazilian basic education and guided by PCN, state/municipal curricular guidelines and BNCC. His epistemology is in the open process of construction and, in this thesis, his style of thought is questioned, strained from a theoretical-methodological perspective that we present as somatic, still marginalized in the school. In this context, we began to question the need to understand that repercussions on the quality of life and on the self-perception of the body could be observed in young school children with the application of Somatic Education methods and techniques as Physical Education classes. This questioning established our general objective of research that was to understand how the Somatic Physical Education School (EFES), as a theoretical-methodological proposal, contributes to the meanings of body, health and health-related quality of life in the secondary school curriculum of a public school in the state of Maranhão.Thus, we methodologically developed a mixed action research with statistical analysis and Analysis of Content of Enunciation-ACE. Statistical analyzes were performed using the WHOQOL-bref questionnaire and the SPSS software (Version 17.0 for Windows) to evaluate the Health-Related Quality of Life (QVRS) of two juvenile groups - Controle Group (n=356) and Oficina Group (n=36) - in two moments: before and after the pedagogical intervention of Somatic Education by the Oficina Group. The intervention consisted of 63 classes that happened between March and August of 2018 only with students of the Oficina Group. With the results of the questionnaire, it was concluded that the EFES classes provided the elevation of the QVRS levels in the Controle Group, while the Controle Group had its QVRS scores decreased. Also, after performing the statistical tests t, Mann-Whitney Test, Spearmam Correlation Coefficient and Kruskal-Wallis, all with p <0,050, it was concluded that the decrease in the scores in the Controle Group and the increase in the Oficina Group were not statistically significant, reinforcing the null hypothesis of these variations.As for the qualitative analysis from the observation of videos of the classes, class diaries and focus groups with the participants of the workshop, four categories of analysis were constructed: 1) Body: protagonist of perception; 2) The meaning and feeling of somatic thinking; 3) Bodies in relation: the social sum; and 4) Somatic educational environment. With the analysis of these categories, it was concluded that the initial hypothesis of the research was corroborated, since the pedagogical mediations of the EFES improved the levels of QVRS in all their domains and promoted positive re-significances in relation to the concepts of body and health. The juvenile narratives, when compared before and after school, showed that the meanings about their bodies, based on a more sensitive, vibrating and conscious self-perception, in relation to the levels of body perception, narrated before the development of the EFES classes, were modified, in a different way, but in a positive way. Thus, our defense and thesis is that the Somatic School Physical Education classes - EFES promote in the youth soma a living self-regulation in its physical, psychic and emotional dimensions. As the curricular component is a theoretical-methodological set education, produces a sense of attention to self care and health. These are experiences that lead to a somatic learning experience, which potentiate the teacher a pedagogy for the teaching of self care and, for the learner, the promotion of self care and improvement of the quality of life in its physical, psychological, social and environmental.
URI: http://hdl.handle.net/10923/14301
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