Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/14757
Tipo: doctoralThesis
Título: O pensar na educação: uma discussão sobre as implicações da psicologia cognitiva para o exercício do pensamento crítico
Autor(es): Guzzo, Guilherme Brambatti
Orientador: Lima, Valderez Marina do Rosário
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática
Data de Publicação: 2018
Palavras-chave: PSICOLOGIA EDUCACIONAL
PENSAMENTO CRÍTICO
EDUCAÇÃO
Resumo: O pensamento crítico é considerado um dos objetivos mais importantes da educação. No entanto, pensar criticamente é uma tarefa difícil, considerando que os seres humanos têm uma série de mecanismos mentais que dificultam a análise apropriada de razões. O objetivo desta pesquisa é investigar as implicações de visões contemporâneas sobre as capacidades de raciocínio e tomada de decisão ao exercício do pensamento crítico e à sua implementação em instituições educacionais. Para isso, elaborei um estudo teórico construído a partir do diálogo entre autores da área da psicologia cognitiva que trabalham com o sistema de pensamento dual – e os vieses cognitivos relacionados a ele – e filósofos da educação cujos escritos tratam do pensamento crítico. Pesquisas empíricas na área da psicologia cognitiva convergem para a conclusão que processos de pensamento rápido e intuitivo predominam sobre a deliberação racional, e a esses processos estão associados diversos vieses cognitivos, inclinações mentais que fazem com que as pessoas tenham a sensação de que estão pensando criticamente quando podem estar, de forma inconsciente, meramente referendando ideias nas quais já acreditam ou conclusões de sua preferência.Argumento que é possível utilizar algumas estratégias e princípios de investigação – como a derrotabilidade, a preocupação com a verdade, a objetividade, e estratégias metacognitivas – para reduzir o impacto dos vieses e, assim, maximizar as possibilidades de se pensar criticamente. Essas estratégias e princípios, no entanto, tendem a ser incorporados com maior eficiência quando as pessoas se encontram em ambientes sociais de aprendizagem, como as instituições educacionais, nos quais elas podem intercambiar razões, refletir sobre seus próprios processos de pensamento e refiná-los com a ajuda de colegas e professores. Assim, ao utilizar o conhecimento sobre o impacto de vieses cognitivos no raciocínio humano, escolas e universidades podem promover situações de aprendizagem que auxiliem os estudantes e docentes a gerenciar o impacto de suas próprias inclinações mentais para que, com isso, sejam melhores pensadores críticos. .
Critical thinking is regarded as one of the most important aims of education. In spite of that, thinking critically is a difficult task given that human beings have several mental mechanisms that hamper the appropriate evaluation of reasons. The objective of this research is to investigate the implications of contemporary ideas about reasoning and decision-making for critical thinking and its development in educational institutions. A theoretical study was carried out based on the research of cognitive psychologists who work with the dual-process system of reasoning – and the cognitive biases that are normally associated with it – and philosophers of education whose writings are dedicated to critical thinking. Empirical studies in cognitive psychology converge to the conclusion that fast and intuitive processes generally predominate over rational deliberation, and these fast processes are related to several cognitive biases, mental tendencies that create the feeling that people are thinking critically when they may, in fact, be merely justifying ideas they previously embraced or conclusions that they prefer.I argue that it is possible to use some strategies and principles of inquiry – such as defeasibility, concern for truth, objectivity, and metacognitive strategies – to reduce the impact of biases and maximize the possibilities of thinking critically. These strategies and principles, however, tend to be incorporated more efficiently when people are in environments of social learning such as educational institutions, in which they can exchange reasons, reflect upon their own processes of thinking and refine them with the help of colleagues and teachers. Schools and universities, therefore, may use the knowledge about the impact of cognitive biases on human reasoning to promote learning situations that help students and educators to manage their own mental inclinations and, as a result, to be better critical thinkers.
URI: http://hdl.handle.net/10923/14757
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