Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/3406
Type: doctoralThesis
Title: Construção e crítica da teoria das ideias na filosofia de Platão: dos diálogos intermediários à primeira parte do Parmênides
Author(s): Soares, Marcio
Advisor: Luft, Eduardo
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Issue Date: 2010
Keywords: FILOSOFIA
PLATÃO - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
PLATÃO - TEORIAS
PARMÊNIDES - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
IDEIA (FILOSOFIA)
Abstract: Plato is known, above all, and among other aspects of his philosophy, for his ‘theory of Ideas’. This theory can be found in its best formulation in the dialogues of the intermediate phase of the philosopher's literary production, and the exponents are the Republic, Phaedo, Phaedrus, The Banquet and Timaeus. However, Parmenides, a dialogue that is in the threshold between the intermediate and the late phase in Plato´s work, presents serious criticism to the theory of Ideas, especially in its first part (127d6-135b4). The problem that is raised, starting from Parmenides, and that divides interpreters and scholars of Plato´s thoughts can be expressed in three questions: firstly, is the criticism, present in the first part of Parmenides, internal or external to the theory of Ideas? Secondly, is such criticism lethal to the theory of Ideas, by the way the latter is formulated in the intermediate dialogues? Finally, would Plato have or have not abandoned the theory of Ideas after Parmenides? In the present work, starting from a reconstruction and an analysis of the theory of Ideas in the intermediate dialogues, especially in Phaedo and in the Republic (first part of our text), we intend to demonstrate the fundamental theoretical principles that lie in the construction of such theory: the structure of the ‘one over many’, the principle of the ‘homonymy’, the ‘ontological dualism’ and the hypothesis of ‘participation’. In the second part of our text, we reconstruct and analyze, in full detail, the six critical objections appointed to the theory of Ideas in the first part of Parmenides. We intend to demonstrate, thus, that the criticism aims at exactly those four fundamental theoretical principles that lie in the basis of the construction of the theory of Ideas in the intermediate dialogues. Therefore, the scope of our work is the demonstration that the criticism to the theory of Ideas, present in the first part of Parmenides, is internal, as well as lethal, to the theory itself, according to its formulation in the intermediate dialogues. In that way, as we demonstrate that Plato is critical of himself in Parmenides (i. e., critical of his own theory of Ideas), a possibility of a substantial change in the platonic ontology of the dialogues written later to that dialogue is open, especially in the Sophist and in Philebus - we stress that the positive demonstration of a new platonic ontology in those subsequent dialogues to Parmenides won't be done in this work. Put another way, it is our hypothesis that Plato abandons the theory of Ideas just as it had been built in the intermediate dialogues (especially in Phaedo and in the Republic), due to the insoluble aporias that such theory holds, above all in relation to the hypothesis of ‘participation’ and to the ‘ontological dualism’, as the philosopher shows us in the first part of his dialogue Parmenides.
Platão é conhecido, sobretudo, entre outros aspectos de sua filosofia, pela sua ‘teoria das Ideias’. Tal teoria encontra-se, em sua melhor formulação, nos diálogos da fase intermediária da produção literária do Filósofo, sendo que os mais expoentes são: a República, o Fédon, o Fedro, o Banquete e o Timeu. Contudo, o Parmênides, diálogo que está no limiar entre as fases intermediária e tardia da obra de Platão, apresenta sérias críticas à teoria das Ideias, especialmente em sua primeira parte (127d6-135b4). O problema que se levanta, a partir do Parmênides, e que divide intérpretes e estudiosos do pensamento de Platão, pode ser expresso em três questões: primeiro, as críticas, presentes na primeira parte do Parmênides, são internas ou externas à teoria das Ideias? Segundo, tais críticas são letais à teoria das Ideias, tal como ela se encontra formulada nos diálogos intermediários? Por fim, Platão teria ou não abandonado a teoria das Ideias após o Parmênides? No presente trabalho, partindo de uma reconstrução e análise da teoria das Ideias nos diálogos intermediários, especialmente no Fédon e na República (primeira parte de nosso texto), pretendemos demonstrar os princípios teóricos fundamentais que jazem na base da construção de tal teoria, a saber: a estrutura do ‘um sobre o múltiplo’, o princípio da ‘homonímia’, o ‘dualismo ontológico’ e a hipótese da ‘participação’. Na segunda parte de nosso texto, reconstruímos e analisamos, detalhadamente, as seis objeções críticas apontadas à teoria das Ideias na primeira parte do Parmênides. Pretendemos demonstrar, assim, que as críticas almejam exatamente aqueles quatro princípios teóricos fundamentais, recém mencionados acima, presentes na base da construção da teoria das Ideias nos diálogos intermediários. Portanto, o escopo de nosso trabalho é a demonstração de que as críticas à teoria das Ideias, presentes na primeira parte do Parmênides, são internas à própria teoria, bem como letais à mesma, conforme sua formulação nos diálogos intermediários. Dessa forma, demonstrado que Platão é crítico de si mesmo no Parmênides (i. e., crítico de sua própria teoria das Ideias), abre-se a possibilidade de uma mudança substancial na ontologia platônica presente nos diálogos escritos posteriormente ao Parmênides, especialmente no Sofista e no Filebo – frisamos que a demonstração positiva de uma nova ontologia platônica, nesses diálogos posteriores ao Parmênides, não será feita neste trabalho. Dito de outra forma, é nossa hipótese que Platão abandona a teoria das Ideias tal como ela fora construída nos diálogos intermediários (especialmente no Fédon e na República), haja vista as aporias insolúveis que tal teoria comporta, sobretudo em relação à hipótese da ‘participação’ e ao ‘dualismo ontológico’, conforme o próprio Filósofo nos faz ver na primeira parte do seu diálogo Parmênides.
URI: http://hdl.handle.net/10923/3406
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