Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/3536
Tipo: doctoralThesis
Título: A dupla estrutura do conhecimento: relação entre teoria e compreender prévio do ser-no-mundo em Martin Heidegger
Autor(es): Seibt, Cezar Luís
Orientador: Stein, Ernildo Jacob
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Data de Publicação: 2009
Palavras-chave: FILOSOFIA ALEMÃ
TEORIA DO CONHECIMENTO
HEIDEGGER, MARTIN - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
FENOMENOLOGIA
ONTOLOGIA
Resumo: The problem of this thesis is the knowledge. Opposed to the metaphysics of knowledge or theory of knowledge it offers the alternative of hermeneutic phenomenology of Martin Heidegger. We began by presenting some fundamental elements produced by the tradition trying to solve the problem through several explanatory theories of knowledge. We show that the metaphysical tradition starts with the separation between subject and object, presupposing these two opposed entities that enter into the cognitive relation, while the thought of Heidegger is a phenomenological description from the previous horizon, from factical soil, within which the separations and possible theories are developed. We present, therefore, the dual structure of knowledge, in which the primary element is the comprehensive being-in-theworld of Dasein and all other behaviors are derived from this one. The problem mind and world, internal and external experience, important and central themes in modern thought, appears in new light whit the contributions of Heidegger. If the separation mind and world leads to always new theories to ensure the correspondence between the object and that we say about him, the known seen from the phenomenology point of view (a phenomenology of knowledge) returns to the factical condition in which we always are, the comprehensive opening of being. At this level it is not necessary to justify or prove truth because the truth is Dasein’s mode of being. It is not, however, an overrun or elimination of the metaphysical projects, which retains its validity, but an exercise to return to the place where they constitute themselves as such, and is, therefore, a new meeting with himself and return to being-in-the-world, for behind the objectification. Knowing is a mode of being of Dasein, marked by finitude, the contingency, the temporality. There isn’t, in this case, a ground outside the relationship, because transcendence is finite, emerges by the ontological difference and moves in a hermeneutic circle, in a game of veiling and unveiling. From that can the limits and possibilities of knowledge be thought.
O problema da presente tese é o conhecimento. Contrapõe à metafísica do conhecimento ou às Teorias do Conhecimento a alternativa da fenomenologia hermenêutica de Martin Heidegger. Iniciamos por apresentar alguns elementos fundamentais elaborados pela tradição na busca de solucionar o problema através das diversas teorias explicativas do conhecimento. Mostramos que a tradição metafísica parte da separação entre sujeito e objeto, pressupondo esses dois entes contrapostos que entram na relação cognoscitiva, enquanto o pensamento de Heidegger busca descrever fenomenologicamente o horizonte prévio, o solo fático, dentro do qual se desenvolvem as separações e possíveis teorias. Apresentamos, por isso, a dupla estrutura do conhecimento, sendo que o elemento primário e originário é o compreensivo ser-no-mundo do Dasein e todos os demais comportamentos são dele derivados. O problema mente e mundo, experiência interna e experiência externa, recorrentes e centrais no pensamento moderno são, a partir das contribuições de Heidegger, postos sob nova luz. Se a separação mente e mundo conduz à necessidade de elaboração de teorias para garantir a correspondência ou verdade entre o objeto e o que se diz dele, o conhecer visto a partir da fenomenologia (uma fenomenologia do conhecimento) retorna para a condição fática onde já sempre se está na abertura compreensiva do ser. Neste nível não é preciso justificar ou provar a veracidade, pois a verdade é o modo de ser do ente que conhece. Não é, no entanto, uma superação ou eliminação dos projetos da metafísica, que mantém sua validade, mas um exercício de retorno para o lugar onde se constituem como tais e é, por isso, um reencontro consigo mesmo e retorno para o ser-no-mundo, para aquém da objetificação. Conhecer é um modo de ser do Dasein, marcado pela finitude, pela contingência, pela temporalidade.Não há, neste caso, fundamento externo à própria relação, pois a transcendência é finita, emerge na diferença ontológica e se movimenta no círculo hermenêutico, num jogo de desvelamento e velamento. A partir desse âmbito podem-se pensar os limites e as possibilidades do conhecimento.
URI: http://hdl.handle.net/10923/3536
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