Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/3545
Tipo: doctoralThesis
Título: Deus: causa sui : razão e transcendência nas meditações metafísicas de Descartes
Autor(es): Biasoli, Luís Fernando
Orientador: Zilles, Urbano
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Data de Publicação: 2011
Palavras-chave: FILOSOFIA
DEUS - EXISTÊNCIA
EPISTEMOLOGIA
METAFÍSICA
DESCARTES, RENÉ - CRÍTICA E INTERPRETAÇÃO
Resumo: A concepção de Deus como causa sui revoluciona a metafísica, pois todas as verdades são, absolutamente, criadas pela vontade de Deus que não se sujeitou a nenhuma predeterminação. Defendemos que o conceito de razão, totalmente subordinada à vontade divina, ao invés de significar o domínio absoluto do universo por parte da res cogitans implica que o homem deve ter consciência do poder, radicalmente, absoluto da incompreensibilidade divina sobre os seres criados. Assim, a trancendência não é algo secundário que gravita ao redor de outras verdades claras e distintas dentro do projeto epistemológico cartesiano. Descartes critica, através de seu ceticismo, as formas medievais de fundamentar o conhecimento e defende a evidência como critério para o reconhecimento da verdade, pois sua preocupação fundamental não era o que é a verdade, mas como podemos justificá-la através do método. A certeza da ideia de Deus como causa sui tem prioridade sobre a verdade do mundo exterior, portanto o que passa a ter valor ontológico, indubitavelmente, são as ideias que fazem a mediação, clara e distintamente, com o mundo. Mostramos que as três provas da existência de Deus são necessárias, pois cada uma delas exerce uma função metafísica muito importante para justificar a certeza da verdade de Deus como causa sui, não sendo redundantes. As verdades que existem no mundo têm sua existência, totalmente, determinada pela vontade soberana de Deus que, livremente, as criou de uma forma causal. A criação divina é incompreensível para a razão finita, dessa forma a trancendência na metafísica cartesiana não pode ser negada ou mitigada como defendem alguns intérpretes do cartesianismo.
The conception of God as causa sui revolutionizes metaphysics, for all truths are absolutely created by the will of God that is not subjected to any predetermination. We argue that the concept of reason, totally subordinated to the divine will, rather than mean absolute dominion over the universe by the res cogitans implies that people should be aware of the power of divine incomprehensibility over created beings. Thus, transcendence is not something secondary that revolves around other clear and distinct truths within the Cartesian epistemological project. Descartes through his skepticism criticizes medieval forms of the knowledge base and supports the evidence as a criterion for the recognition of truth, because his primary concern was not what is the truth, but how we can justify it. The thought gains a priority over the data from the sensible world or the outside, so what has value, undoubtedly, are the ideas that are the link with the world. We show that the three proofs of the existence of God are necessary, as each plays a very important metaphysical certainty role to justify the truth of God as causa sui, not being redundant. The truths that exist in the world have their existence entirely determined by the sovereign will of God who freely created them in a causal way. The divine creation is incomprehensible to the finite, so that the transcendence in Cartesian metaphysics can not be denied or mitigated, as suggested by some interpreters of Cartesianism.
URI: http://hdl.handle.net/10923/3545
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