Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/4327
Tipo: masterThesis
Título: Associação entre dilatação mediada por fluxo da artéria braquial e morbidade por pré-eclâmpsia
Autor(es): Vieira, Matias Costa
Orientador: Costa, Bartira Ercília Pinheiro da
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Data de Publicação: 2013
Palavras-chave: MEDICINA
HIPERTENSÃO ARTERIAL
ULTRASSONOGRAFIA DE DOPPLER
TOXEMIA - DISSERTAÇÕES - COMENTÁRIOS
PRÉ-ECLÂMPSIA
GESTAÇÃO
FATORES DE RISCO
ESTUDOS DE COORTES
Resumo: Objetivos: avaliar a associação entre a Dilatação Mediada por Fluxo (DMF) da artéria braquial e morbidade por pré-eclâmpsia.Métodos: Foram selecionados sessenta e quatro grávidas com pré-eclâmpsia. A DMF e marcadores de pré-eclâmpsia foram avaliados no no momento do diagnóstico da doença a as pacientes foram seguidas até o parto. As mulheres foram agrupados e comparadas de acordo com os seus desfechos (26 com complicações e 38 sem complicação).Resultados: A DMF está comprometida em mulheres com pré-eclâmpsia complicada (7,44%; IQR 2,20-13,34%) comparada com aqueles sem complicações (11,80%; IQR 5,36- 16,66%) (p = 0,03). O valor de corte de DMF ≤ 4,5% foi associada com aproximadamente quatro vezes mais risco de qualquer complicação (OR 3,79 IC95% 1,23-11,70), semelhante à relação proteína/creatinina > 2,0 (OR 4,50 IC95% 1,21-16,74). Pressão arterial sistólica e diastólica não foram associados com risco de complicação e o ácido úrico teve uma significância limítrofe (OR 3,38, IC95% 0,98-11,72). Além disso, quando as principais complicações (eclâmpsia, síndrome HELLP ou morte fetal) foram selecionadas como um desfecho composto a DMF foi ainda mais baixa (2,84%; IQR 0,00-7,22%) e o valor da DMF ≤ 4,5% foi associado com um acentuado aumento de 15 vezes no risco destes eventos específico (OR 15,55; IC95% 3,55-68,16). Embora a DMF tenha pouca capacidade de predição de quaisquer complicações pela pré-eclâmpsia (AUC = 0,66, IC95% 0,52-0,79), análise da curva ROC mostrou que pode ser um bom marcador de prognóstico para complicações graves (AUC = 0,84, IC95% 0,73-0,96).Conclusão: a DMF está associada com morbidade da pré-eclâmpsia, notadamente em mulheres com eclâmpsia, síndrome HELLP ou morte fetal. DMF no momento do diagnóstico da pré-eclâmpsia pode ser usado como marcador prognóstico destes desfechos desfavoráveis.
Objectives: to evaluate the association between brachial artery Flow Mediated Dilatation (FMD) and preeclampsia morbidity.Methods: Sixty-four pregnant women at the diagnosis of preeclampsia were selected. FMD and routine preeclampsia markers were assessed at enrollment and followed until delivery. Women were grouped and compared according to their outcomes (26 developed complications and 38 did not).Results: Median FMD is impaired in women with complicated preeclampsia (7. 44%; IQR 2. 20-13. 34%) compared to those without complications (11. 80%; IQR 5. 36-16. 66%) (p=0,03). The cutoff value of FMD ≤4. 5% was associated with approximately four-fold odds increment of any complication (OR 3. 79; IC95% 1. 23-11. 70), similar to the protein to creatinine ratio >2,0 (OR 4. 50; IC95% 1. 21-16. 74). Systolic and diastolic blood pressure were not associated with risk for complication and uric acid had a borderline significance (OR 3. 38; IC95% 0,98-11,72). Moreover, when major complications (eclampsia, HELLP syndrome or stillbirth) were selected as a composite outcome FMD was even lower (2. 84%; IQR 0. 00–7. 22%) and FMD ≤4. 5% was associated with a marked 15 fold increased risk for these specific events (OR 15. 55; IC95% 3. 55-68. 16). Although FMD seems to have a weak accuracy to predict any preeclampsia complications (AUC=0. 66; IC95% 0. 52-0. 79), ROC curve analysis showed that it may be a prognostic marker for major complications (AUC=0. 84; IC95% 0. 73-0. 96).Conclusion: FMD is associated with morbidity of preeclampsia, markedly in women with eclampsia, HELLP syndrome or stillbirth. FMD at preeclampsia diagnostic moment may be used as a prognostic marker of these poor outcomes.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4327
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