Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/4349
Type: doctoralThesis
Title: Insuficiência respiratória e o limite da intervenção humana
Author(s): Batista, Cristiano Corrêa
Advisor: Fritscher, Carlos Cezar
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Issue Date: 2005
Keywords: MEDICINA
INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA
UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
TERAPIA INTENSIVA
BIOÉTICA
CLÍNICA MÉDICA
Abstract: Introdução - reformular as metas dos cuidados intensivos, partindo, da cura para o conforto, torna-se necessário nos dias atuais. Em vários casos, pacientes apresentam lesões orgânicas graves, passando a depender da terapia intensiva para continuar sobrevivendo. O médico intensivista, freqüentemente está diante da decisão de suspender ou não-ofertar determinada terapia, apesar de ela estar disponível. Objetivos - estimar o risco evolutivo de probabilidade de morte individual para pacientes internados com insuficiência respiratória na UTI, identificar quais terapias mantenedoras da vida foram administradas, o tempo de internação e o desfecho. Comparar o desfecho morte em relação aos modelos UNICAMP II e APACHE II, bem como verificar se as terapias mantenedoras da vida podem ser limitadas ou suspensas. Método – foi estimado, por meio de um sistema evolutivo de 7 dias, o risco provável de óbito utilizando os modelos citados. Foram registrados o tempo de internação, o tratamento e o desfecho. Foi considerada como possível terapia fútil aquela instituída para pacientes com risco progressivo de óbito ≥ 90 % ao longo dos 7 primeiros dias de internação. A análise estatística foi realizada através dos Modelos Lineares Generalizados e os ajustes estatísticos pelo menores valores de Deviance e AIC. Resultados – Idade, sexo, raça ou morbidade não mostraram significância estatística para predizer o desfecho. Essa predição foi melhor averiguada por meio da evolução do índice prognóstico individual de probabilidade de óbito nos primeiros 7 dias de internação na UTI. A piora do prognóstico em 10 % para pacientes que apresentam risco inicial de óbito de 70 – 80 %, utilizando o modelo UNICAMP II, mostrou especificidade de 97,4 – 98,6 %.Conclusão – Não constatamos critérios para a não-oferta de terapias mantenedoras da vida com base no diagnóstico de doença crônica ou aguda grave, raça, sexo, idade ou tempo de uso das terapias. A evolução prognóstica dos pacientes, nos primeiros 7 dias de internação na UTI, é de grande auxílio do ponto de vista objetivo para a tomada de decisões éticas em torno da não-oferta de novas terapias mantenedoras da vida.
Introduction – Currently, the reformulation of intensive care goals, often shifting from the search for a cure to offering comfort, has become more and more necessary. In many cases, severely ill patients must depend on intensive therapy to survive. The intensivist is frequently confronted with the decision to suspend or not offer a specific therapy, despite its availability. Objectives – Estimate the developing risk of probability of death for individual ICU patients with respiratory failure, identify which life-sustaining therapies were administered, time of internment and outcome. Compare the death outcome in relation to UNICAMP II and APACHE II models, as well as verify if the lifesustaining therapies may be limited or suspended. Method – Using a system with a 7-day evaluation period, probable death risk was estimated using the aforementioned models. Time of internment, treatment and outcome were recorded. Considered possible futile therapies were those established for patients with a progressive death risk of S 90% during the first seven days of internment. Statistical analysis was carried out using Generalized Linear Models and the statistical adjustments were done using the lesser value of Deviance and AIC. Results – Age, sex, race or morbidity did not reveal statistical significance in predicting outcome. This prediction was confirmed more accurately by means of changes in the individual prognostic index of death probability during the first seven days of ICU internment. A 10 % worsening prognosis in patients who presented initial death risk of 70 – 80 %, utilizing the UNICAMP II Model, showed a specificity of 97. 4 – 98. 6 %.Conclusion – We did not confirm criteria for not-offering life-sustaining therapies based on the diagnosis of chronic or acute illnesses, race, sex, age or period of use of the therapies. Prognostic changes in patients during the first seven days of ICU internment are of great aid, from an objective point of view, for ethical decision-making in relation to not-offering new life-sustaining therapies.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4349
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