Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://hdl.handle.net/10923/4576
Tipo: doctoralThesis
Título: Proteína oligomérica da matriz da cartilagem (COMP/trombospondina 5) em doenças reumáticas prevalentes e infarto agudo do miocárdio
Autor(es): Bender, Ana Ligia
Orientador: Staub, Henrique Luiz
Editor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Fecha de Publicación: 2006
Palabras clave: MEDICINA
OSTEOARTRITE
CARDIOPATIAS
CARDIOLOGIA
INFARTOS
PROTEÍNAS
MARCADORES BIOLÓGICOS
Resumen: Introdução: A proteína oligomérica da matriz da cartilagem (COMP) é uma glicoproteína não-colágena, pentamérica, pertencente à família das trombospondinas (TSPs). Participa de processos da estruturação da matriz extracelular, mobilidade celular e organização do citoesqueleto. A expressão da COMP foi evidenciada na cartilagem e humor vítreo, e também em células musculares lisas e mesenquimais, incluindo sinoviócitos e fibroblastos da derme. A COMP atua na estruturação da cartilagem ao interagir com fibrilas de colágenos I e II. O processo de cicatrização pós-infarto agudo do miocárdio (IAM), por sua vez, inclui alto teor de colágeno tipo I e preservação da matriz extracelular, sendo possível a participação da COMP nesta circunstância. Objetivo: Verificar se níveis séricos de COMP, quando alterados, associam-se à presença de doenças reumáticas prevalentes (artrite reumatóide, osteoartrite) e de infarto agudo do miocárdio (IAM).Pacientes e Métodos: Neste estudo de caso-controle, os casos consistiram de pacientes com artrite reumatóide (AR), osteoartrite (OA) e IAM. Os pacientes com AR e OA foram selecionados a partir de base de dados e biobanco autorizado com diagnóstico confirmado segundo os critérios do Colégio Americano de Reumatologia. Os pacientes com IAM foram selecionados a partir de base de dados e biobanco autorizado, sendo o diagnóstico previamente confirmado por cardiologistas de acordo com critérios tradicionais. O grupocontrole consistiu de doadores de sangue selecionados consecutivamente, sem queixas reumáticas ou cardiovasculares na anamnese efetuada pelo hemoterapeuta. A COMP foi dosada quantitativamente por imunoensaio enzimático. Um nível de significância de 5% foi considerado para valores P. Para estimar o grau de associação entre níveis de COMP e doença, razões de chances (“odds ratios”, OR) foram calculadas. A comparação entre os grupos foi realizada com análise de variância. O desempenho diagnóstico da COMP nos grupos estudados foi apresentado através da sensibilidade, especificidade e razão de verossimilhança (“likelihood ratio”, LR).Resultados: Foram estudados 269 indivíduos (100 controles, 63 com AR, 40 com OA e 66 com IAM). A média de idade nos grupos foi: controle = 48±6 anos; AR = 54±14 anos, OA = 65±9 anos e IAM = 58±10 anos (P<0,05 para os grupos IAM e OA em relação ao grupo controle e P>0,05 para o grupo AR em relação ao grupo controle). O sexo feminino predominou nos grupos AR e OA, e o masculino nos grupos controle e IAM. A maioria dos indivíduos com AR e OA tinham menos de 10 anos de doença. Os níveis médios de COMP ajustados para idade e sexo nos grupos controle, AR, OA e IAM foram respectivamente 7,3±0,5, 12,9±0,7, 13,1±1,1 e 3,0+0,6, com diferença significativa de todos os grupos de casos em relação ao grupo-controle (P<0,01). O ponto de corte que melhor discriminou os grupos AR e OA foi 12 U/L. Para o grupo IAM, o ponto de corte mais discriminativo foi 4 U/L. O desempenho da COMP na AR evidenciou especificidade de 95% (IC95% 88,7-98,4) e sensibilidade de 47,6% (IC95% 34,9-60,6). Quanto à probabilidade de desfecho AR, o LR positivo foi moderado (9,5, IC95% 3,9-23,3). Níveis de COMP acima de 12 U/L se associaram fortemente à presença de AR (OR 17,3, IC95% 5,7-55,7). O desempenho da COMP na OA evidenciou especificidade de 95% (IC95% 88,7-98,4), e sensibilidade de 37,5% (IC95% 22,7-54,2). O LR positivo foi moderado (7,5, IC95% 2,9- 19,3). Níveis de COMP acima de 12U/L se associaram fortemente à presença do desfecho OA (OR 11,4, IC95% 3,4-40,2).O desempenho da COMP no IAM evidenciou especificidade de 82% (IC95% 73-89,0) e sensibilidade de 66,7% (IC95% 54-77,8). O LR positivo foi baixo (3,7, IC95% 2,4-5,8). Níveis de COMP abaixo de 4 U/L se associaram fortemente à ocorrência de IAM (OR 9,1, IC95% 4,2-20,1). Conclusões: Níveis de COMP superiores a 12 U/L se associaram fortemente à AR e OA, e conferiram alta especificidade no diagnóstico dessas doenças. Níveis de COMP inferiores a 4 U/L se associaram definidamente com IAM, e conferiram moderada especificidade. Níveis de COMP superiores a 12U/L cursaram com moderada probabilidade de desfecho AR e OA. Como um todo, alterações nos níveis séricos de COMP, usando-se os referidos pontos de corte, discriminaram pacientes com AR, OA e IAM de controles sadios.
Introduction: The cartilage oligomeric matrix protein (COMP) is a non-collagen, pentameric glycoprotein belonging to the thrombospondin family (TSPs). The COMP is involved in the structuration process of extracellular matrix, cell mobility and cytoskeletal organization. COMP expression has been proved in cartilage and vitreous humor, but also in smooth muscle and mesenquimal cells, including synoviocytes and dermal fibroblasts. COMP takes place in the structuration of cartilage by interacting with collagen I and II myofibrils. The post myocardial infarction cicatrization process, in turn, includes high expression of type I collagen and preservation of extracellular matrix, being possible a role for COMP in this circumstance. Objective: To evaluate if serum COMP levels, when altered, associate to the presence of prevalent rheumatic diseases (rheumatoid arthritis, osteoarthritis) and acute myocardial infarction (AMI).Patients and Methods: In this case-control study, cases comprised patients with rheumatoid arthritis (RA), osteoarthritis (OA) and AMI. Patients with RA and OA were selected by database and authorized biobank with confirmed diagnosis according to the American College of Rheumatology criteria. Patients with AMI were selected also by database and authorized biobank, being diagnosis previously confirmed by Cardiologist according to classical criteria. The control group comprised blood donors consecutively selected, without rheumatic or cardiovascular complains in interview proceded by the Haemotherapeut. COMP was quantitatively assessed by immunoenzymatic assay. A 5% significance leve was considered for P values. To estimate the grade of association of COMP levels with disease, odds ratios (OR) were calculated. Comparison of groups was accomplished by variance analysis. Diagnostic performance of COMP in the groups was obtained by calculating sensitivity, specificity, and likelihood ratios (LR).Results: Two-hundred and sixty-nine individuals were studied (100 controls, 63 with RA, 40 with OA, and 66 with AMI). The mean age in the groups were: controls = 48± 6 years; RA = 54±14 years; OA = 65±9 years and AMI = 58±10 years (P<0. 05 for the AMI and OA groups compared to controls, and P>0. 05 for the RA group compared to controls). The female gender predominated in the RA and OA groups, and the male gender in the control and AMI groups. The majority of individuals with RA and OA had disease for less than 10 years. The mean COMP levels adjusted for age and sex in the control, RA, OA and AMI groups were respectively 7. 3±0. 5, 12. 9±0. 7, 13. 1±1. 1 and 3. 0±0. 6 U/L, being the difference of each group significant as compared to controls (P<0. 01). The cut-off which better discriminated the RA and OA groups was 12 U/L. For the AMI group, the most discriminative cut-off was 4 U/L. The performance of COMP levels for RA showed specifity of 95% (IC95% 88. 7-98. 4) and sensitivity of 47. 6% (IC95% 34. 9-60. 6). As to the probability of RA, the positive LR was moderate (9. 5, IC95% 3. 9-23. 3). Levels of COMP above 12 U/L strongly associated to the presence of RA (OR 17. 3, IC95% 5. 7-55. 7). The performance of COMP levels for OA showed specificity of 95% (IC95% 88. 7-98. 4) and sensitivity of 37. 5% (IC95% 22. 7-54. 2). The positive LR was moderate (7. 5, IC95% 2. 9- 19. 3). Levels of COMP above 12U/L strongly associated to the presence of OA (OR 11. 4, IC95% 3. 4-40. 2).The performance of COMP levels for AMI showed specificity of 82% (IC95% 73-8. 0) and sensitivity of 66. 7% (IC95% 54-77. 8). The positive LR was low (3. 7, IC95% 2. 4-5. 8). Levels of COMP below 4 U/L strongly associated to the presence of AMI (OR 9. 1, IC95% 4. 2-20. 1). Conclusions: Levels of COMP above 12 U/L strongly associated to RA and OA, and yielded high specificity for diagnosing these diseases. Levels of COMP below 4 U/L definely associated to AMI, and yielded a moderate specificity. Levels of COMP above 12 U/L indicated moderate probability of RA and OA. As a whole, abnormal COMP serum levels, utilizing the referred cut-off, discriminated patients with RA, OA and AMI in comparison to the control group.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4576
Aparece en las colecciones:Dissertação e Tese

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