Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/4690
Tipo: masterThesis
Título: Controle glicêmico e terapia insulínica em crianças com sepse internadas em UTI Pediátrica
Autor(es): Xavier, Lisandra Pacheco Dias
Orientador: Garcia, Pedro Celiny Ramos
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Pediatria e Saúde da Criança
Data de Publicação: 2008
Palavras-chave: MEDICINA
INSULINA
GLICEMIA
HIPERGLICEMIA
UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
CRIANÇAS
ESTUDOS DE COORTES
Resumo: OBJETIVO: Avaliar os efeitos de um protocolo de controle glicêmico e terapia insulínica em crianças gravemente enfermas internadas em UTI Pediátrica. MÉTODOS: Realizamos um estudo prospectivo, observacional, entre julho de 2006 e agosto de 2007, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Lucas - PUCRS, Brasil. Crianças com sepse e, no mínimo, uma disfunção orgânica ou na presença de duas ou mais disfunções orgânicas foram incluídas no protocolo de controle glicêmico. Nos pacientes com duas glicemias superiores a 140 mg/dl (7,7 mmol/l), foi iniciada infusão contínua de insulina com o objetivo de manter os níveis glicêmicos entre 80 mg/dl (4,4 mmol/l) e 140 mg/dl (7,7 mmol/l). Avaliamos a evolução (tempo de permanência em UTIP, uso de ventilação mecânica, uso de drogas vasoativas), intervenção (dose, tempo de uso da insulina), complicações (hipoglicemia) e desfecho (mortalidade, tempo de uso de ventilação mecânica, tempo de uso de inotrópicos e número de disfunções orgânicas). RESULTADOS: Foram incluídas 144 crianças. Deste total, 114 (79,2%) apresentaram hiperglicemia e 44 (31%) pacientes foram submetidos à insulinoterapia. A maior variabilidade da glicose e a hipoglicemia foram associadas às crianças que receberam insulina, ambas 20,5%. Observamos maiores picos de glicose (262,1 ± 87,15 mg/dl versus 175,96 ± 67,5 mg/dl, p<0,05) e valores menores de glicemia (56,5 mg/dl ± 18,7 mg/dl versus 78,5 ± 20,0 mg/dl, p<0,05) com o uso da insulina. CONCLUSÃO: Neste grupo de crianças que utilizou protocolo de controle glicêmico e insulinoterapia, a incidência de hiperglicemia é elevada, mas não está associada à mortalidade. Este protocolo pode ser importante na redução de mortalidade em pacientes gravemente enfermos, principalmente naqueles com choque séptico. O uso de insulina está relacionado à maior incidência de hipoglicemia.
OBJECTIVE: To evaluate the effects of use of a protocol glucose control and insulin therapy in critically ill children in Pediatric Intensive Care Unit. METHODS: We performed a prospective, observational study, between July 2006 and August 2007, in Pediatric Intensive Care Unit (PICU) at Hospital São Lucas da PUCRS, Brazil. Children with sepsis and single organ dysfunction or two or more organ dysfunction were included in protocol glucose control. Patients with two glycemia over 140 mg/dl (7, 7 mmol/l), was started continuous insulin infusion with goal to keep blood glucose levels between 80 mg/dl (4, 4 mmol/l) e 140 mg/dl (7, 7 mmol/l). We evaluated the evolution (length of stay in PICU, use of mechanical ventilation, use of vasoactive drugs), intervention (dose, duration of use of insulin), complications (hypoglycemia) and outcomes (mortality, length of mechanical ventilation, time of use vasoactive drugs and the number of organ dysfunction). RESULTS: We included 144 children. Of those, 114 (79, 2%) had hyperglycemia e 44 (31%) patients was underwent insulin therapy. The greater variability of glucose and hypoglycemia were associated with children that received insulin, both 20,5%. We observed greater peak of glucose (262,1 ± 87,15 mg/dl versus 175,96 ± 67,5 mg/dl, p<0,05) and lower peak of glucose (56,5 mg/dl ± 18,7 mg/dl versus 78,5 ± 20,0 mg/dl, p<0,05) with use insulin. CONCLUSION: In this group of children who used protocol of glycemic control and insulin therapy, the incidence of hyperglycemia is high, but is not associated with mortality. This protocol can be important in reducing mortality in patients critically ill, especially those with septic shock. Use of insulin is associated with a high incidence of hypoglycemia.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4690
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