Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/5379
Tipo: doctoralThesis
Título: Recursos polínicos utilizados por Melipona obscurior Moure e Apis mellifera Linnaeus na Mata Atlântica no sul do Brasil: subsídios para o manejo de polinizadores e a conservação da biodiversidade
Autor(es): Hilgert-Moreira, Suzane Both
Orientador: Blochtein, Betina
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Data de Publicação: 2012
Palavras-chave: BIOLOGIA
ZOOLOGIA
INSETOS E PLANTAS
ABELHAS
POLINIZAÇÃO
FLORESTA ATLÂNTICA
FLORESTAS - RIO GRANDE DO SUL
Resumo: Commonly called stingless bee, species belonging to the tribe Meliponini are found in Brazil, predominantly in woods of Atlantic Forest. The growing degradation of this ecosystem results in risks to the conservation of these species. In this context is inserted Melipona obscurior Moure which is, nowadays, considered vulnerable to extinction in Rio Grande do Sul. Cohabiting in this same ecosystem one can be found Apis mellifera Linnaeus, whose rusticity allowed its spreading and fitness to different environments. Both species present perennial colonies with a big number of individuals that need food during all year. As is characteristic to social bees, they have generalist foraging behavior, making use of different flower sources to obtain pollen and nectar. Foraging activities are directly related to abiotic factors that interfere on fenology, on resources availability and on flight conditions for bees. With this, the floral resources are explored by both in a different way, in foraging strategies characteristics to each one. To identify the plants species whose pollinic resources compose the trophic niche of M. obscurior and A. mellifera, in southern Brazil, as well as the dynamic in the use of these resources, during one year of sampling, was the goal of this survey. For this study, two areas inserted into Atlantic Forest Biome, northeast Rio Grande do Sul, were used. Colonies of two species were maintained in standard hives and the pollinic resources used by them were collected, identified and analyzed. So, the number of pollinic sources used by A. mellifera was bigger in relation to M. obscurior, with representativeness in the samples that resulted in different trophic niche breadth indices, along the year. Some of these sources were explored more intensely or, yet, exclusively by one of bee species, as an indicative of temporal specialization behavior, mainly related to M. obscurior. The overlap in the use of some of these resources occurred in the most samples, but, in a diferente way. The most intense pollen sharing was related to plant species whose massive flowerings allowed concomitant use of their pollen. Here one emphasizes Eucalyptus spp. whose use in the pollinic diet was similar for both species, regardless of landscape characteristics of each area. The pollinic resources that compose the actual trophic niche of M. obscurior and A. mellifera and the dynamic of these resource partioning have, until now, allowed the coexistence of both in the two study sites.
Denominadas popularmente de abelhas sem ferrão, as espécies pertencentes à tribo Meliponini, são encontradas no Brasil predominantemente em florestas de Mata Atlântica. A crescente degradação deste ecossistema acarreta riscos à conservação destas espécies. Neste contexto insere-se Melipona obscurior Moure a qual é atualmente considerada como espécie vulnerável à extinção no Rio Grande do Sul. Coabitando neste mesmo ecossistema, pode ser encontrada Apis mellifera Linnaeus, cuja rusticidade possibilitou sua dispersão e adaptação aos mais diversos ambientes. Ambas as espécies apresentam colônias perenes com grande número de indivíduos, necessitando de alimento durante o ano todo. Como é característico a abelhas sociais, possuem hábito alimentar generalista, fazendo uso de diferentes fontes florais para obtenção de pólen e néctar. As atividades de forrageio estão diretamente relacionadas aos fatores abióticos que interferem na fenologia, na disponibilidade dos recursos e nas condições de voo das abelhas. Com isso, os recursos florais são explorados de modo diferenciado por ambas, em estratégias de forrageio características a cada uma delas. Identificar as espécies vegetais cujos recursos polínicos compõem o nicho trófico de M. obscurior e A. mellifera, no sul do Brasil, bem como a dinâmica na utilização destes recursos, ao longo de um ano de amostragens, foi o objetivo central deste trabalho. Para tal, utilizou-se como local de estudo duas áreas inseridas no Bioma Mata Atlântica, na região nordeste do estado do Rio Grande do Sul. Colônias das duas espécies de abelhas foram mantidas em colmeias padronizadas e os recursos polínicos utilizados por elas foram coletados, identificados e analisados. xAssim, o número de fontes polínicas utilizadas por A. mellifera foi maior em relação à M. obscurior, com representatividades nas amostras que resultaram em diferentes índices de amplitude de nicho trófico ao longo do ano. Algumas destas fontes foram exploradas mais intensamente ou, ainda, exclusivamente por apenas uma das espécies de abelhas, indicativo de um comportamento de especialização temporal principalmente em relação à M. obscurior. A sobreposição no uso de alguns destes recursos ocorreu na maioria das amostras, mas, de modo diferenciado. O compartilhamento mais intenso de pólen foi relacionado às espécies vegetais cujas florações maciças permitiram o uso concomitante de seu pólen. Aqui se destaca Eucalyptus spp., cujo aproveitamento na dieta polínica foi semelhante para ambas as espécies, independente das características da paisagem de cada área. Os recursos polínicos que compõem o atual nicho trófico de M. obscurior e A. mellifera e a dinâmica na partição destes recursos têm, até então, permitido a coexistência de ambas nos dois locais de estudo.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5379
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