Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/544
Tipo: masterThesis
Título: Estudo do gene IRF6 em uma amostra de pacientes portadores de fissuras labiopalatinas não-sindrômicas por meio da triagem de mutação por sequenciamento automático
Autor(es): Moreira, Carla Costa
Orientador: Batista Junior, Eraldo Luiz
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: ODONTOLOGIA
FISSURA LABIOPALATAL
CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL
Data de Publicação: 2007
Resumo: As fissuras labiais com ou sem fissura palatina (FL/P) e as fissuras palatinas (FP) são anomalias orofaciais comuns. As fissuras quando constituem a única malformação são classificadas como não sindrômicas (FL/PNS ou FPNS) e em sindrômicas, quando associadas a outros sinais clínicos. Têm-se postulado um modelo de herança multifatorial para as FL/P e FP não sindrômicas. Nestes casos, o risco de repetição de um segundo caso na genealogia é baixo, estimado em 4%. Já as fissuras sindrômicas podem ser causadas por aberrações cromossômicas, mutações gênicas ou ter origem teratogênica. Entre as formas sindrômicas, se destaca a síndrome de Van der Woude (SVW), que é uma condição mendeliana de herança autossômica dominante. Mutações no gene IRF6 são responsáveis pela maioria dos casos desta síndrome. Esta síndrome se caracteriza pela presença de comissuras (“pits”) no lábio inferior, fissura labial e palatina. Sendo o espectro de variabilidade clínica destas alterações muito amplo, torna-se difícil distinguir clinicamente os pacientes com a SVW que não apresentam “pits” daqueles portadores das formas de FL/P ou FP não sindrômica. A distinção clínica entre estas duas formas é extremamente importante, pois o risco de recorrência é muito diferente entre os casos de fissura não sindrômica (4%) e SVW (50%). A única maneira de se distinguir os casos de SVW sem “pits” daqueles com fissuras não sindrômicas é por meio da análise do gene IRF6. Estima-se que 2% dos casos de fissurados não-sindrômicos representem casos de SVW.Assim sendo, este trabalho teve como objetivo principal verificar qual a proporção de casos com mutação patogênica em IRF6, que são portadores da SVW, entre pacientes diagnosticados com fissura lábio-palatino ou fissura palatina não-sindrômica (FL/PNS e FPNS, respectivamente). Os éxons com maior freqüência de mutação entre os pacientes com SVW foram analisados por sequenciamento direto em 37 pacientes com fissura não sindrômica. Não encontramos nenhuma mutação patogênica nesses [éxons entre estes pacientes, porém, foi verificada qualquer presença dos SNPs e suas freqüências, rs225371 de 2. 2% (1 alelo/ 44 cromossomos); rs2235373 de 6. 8% (3 alelos/44 chromossomos). Nossos resultados mostraram que numa amostra obtida de um banco de DNA de fissurados não sindrômicos de uma população brasileira específica não se observou nenhum caso de SVW dada pela análise do gene IRF6. A fim de melhor caracterizar a SVW numa população brasileira representativa deverse-á aumentar o número de indivíduos analisados e expandir o estudo a populações de fissurados de outras regiões no Brasil.
Cleft lip and palate (CLP) are common orofacial anomalies. Clefts, as single entities, are classified as either non-syndromic or syndromic, whenever the characteristic clefts are associated with additional clinical signs. It has been proposed that nonsyndromic CLP alterations are related to multifactorial inheritance and in these cases the risk of a second familial case is low, around 4%. On the other hand, syndromic clefts may be caused by chromossomic aberrations, mutations or alterations of teratogenic origin. Among the syndromic forms of CLP, the Van der Woude Syndrome (VWS) is a mendelian autossomic dominant alteration. Mutations of the IRF6 gene have been linked to this alteration, which manifests the presence of pits located in the lower lip along with CLP. These are highly variable clinical entities, whose clinical overlapping signs make it difficult to properly diagnose the disease solely by its clinical features. A sound distinction between the two forms, nonsyndromic and the VWS, however, is imperative since the familial recurrence risk differs significantly between the non-syndromic (4%) and the VWS (50%). One of the molecular approaches to properly discriminate between the non-syndromic CLP and the VWS is through the analysis of the IRF6 gene. It has been estimated that twopercent of the non-syndromic CLP clinically diagnosed are indeed VWS cases. The aim of the present investigation was to assess pathological mutations of the IRF6 gene in a population originally diagnosed as non-syndromic CLP carriers in an attempt to disclose cases of the VWS syndrome.To that end, the three IRF6 exons most frequently associated with the VWS, namely exons 3, 4 and 7, were analysed through amplification and direct automated sequencing of genomic DNA isolated from 37 subjects presenting non-syndromic clefts. In this population, no pathological mutation yet characterized in the aforementoioned exons were detected. Nevertheless, two non-pathological SNPs that have been previously reported were found, the SNP rs225371 (2. 2%; 1 allele/ 44 chromossomes) and the SNP rs2235373 (6. 8% ;3 alleles/44 chromossomes). The results presented here in failed to detect VWS cases among patients diagnosed as non-syndromic L/PC as determined by sequencing of the IRF6 gene. In order to more efficiently characterize the VWS from a representative brazilian population, further studies involving more subjects, as well as individuals from other regions of the country are warranted.
URI: http://hdl.handle.net/10923/544
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