Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/5452
Type: masterThesis
Title: Medidas ultrassonográficas de gordura abdominal e medidas ultrassonográficas automatizadas da espessura médio-intimal carotídea em adolescentes obesos
Author(s): Lazaretti, Arthur Silva
Advisor: Baldisserotto, Matteo
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Pediatria e Saúde da Criança
Issue Date: 2013
Keywords: OBESIDADE
ULTRASSONOGRAFIA
INSULINA
ADOLESCENTES
GORDURA ABDOMINAL
Abstract: Importância: A obesidade tornou-se um importante problema de saúde pública devido à sua prevalência crescente nas últimas décadas e suas comorbidades. Muitos estudos têm relacionado gordura abdominal com anormalidades metabólicas e com aumento do risco de doenças cardiovasculares em adultos, mas poucos estudos examinaram essas questões em adolescentes. A doença aterosclerótica é a principal causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo. A aterosclerose inicia-se na infância e a medida ultrassonográfica da espessura médio-intimal carotídea (EMIC) por ultrassonografia (US) pode ser usada para avaliar o risco cardiovascular nessa população. Ainda é uma questão de debate se a espessura da parede arterial aumenta com o índice de massa corporal (IMC).Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre as medidas ultrassonográficas de gordura abdominal e as medidas ultrassonográficas automatizadas da EMIC, com dados antropométricos e laboratoriais em um grupo de adolescentes, a fim de identificar potenciais marcadores que possam ser usados para controlar o desenvolvimento de fatores de risco para doença cardiovascular.Pacientes e métodos: Quarenta e cinco pacientes com idade entre 10 e 17 anos foram incluídos neste estudo de forma voluntária. Os indivíduos foram avaliados ambulatorialmente no Instituto da Criança da Universidade de São Paulo, em São Paulo, e no Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Os adolescentes foram classificados como obesos ou eutróficos, de acordo com seu escore-z de IMC (adaptado para as crianças e adolescentes brasileiros). Determinou-se a circunferência abdominal (CA), a razão entre a circunferência abdominal e estatura (CA:A) e o índice de conicidade (IC) de todos os pacientes. Amostras de sangue foram obtidas de todos os indivíduos após 12 horas de jejum para medição da glicemia, triglicerídeos (TG), colesterol total (COL), HDL-colesterol (HDL), LDL-colesterol (LDL), insulina e apolipoproteína B (apoB). O índice HOMA-IR (Homeostasis Model Assessment), modelo matemático que quantifica a resistência à insulina por meio da fórmula: HOMA-IR = Insulina jejum (μUI/mL) x Glicose jejum (mmol/L) / 22,5, foi calculado, e todos os pacientes receberam uma avaliação ultrassonográfica das gorduras (subcutânea, pré-peritoneal e intra-abdominal) e da EMIC.Resultados: As medidas ultrassonográficas de gordura abdominal associaram-se com as medidas antropométricas, a glicose, a insulina e o HOMA-IR (exceto glicose e gordura pré-peritoneal máxima). Na análise multivariada, o escore-z do IMC, o IC e o HOMA-IR permaneceram associados de forma independente com o somatório de gordura dos pacientes. Apenas a gordura subcutânea mínima associou-se de forma independente com o HOMA-IR. Em relação à avaliação ultrassonográfica vascular, a EMIC não foi associada com o sexo ou com o escore-z do IMC. No entanto, EMIC de ambos os lados associou-se positivamente com a altura. Além disso, EMIC direita associou-se positivamente com CA e com o HOMA-IR e negativamente com os níveis de apoB. Na análise multivariada, apenas a altura permaneceu independentemente associada com EMIC (direita e esquerda).Conclusões: A gordura subcutânea pode ser mais útil do que a gordura visceral como um marcador para a resistência à insulina em adolescentes. Na aferição ultrassonográfica da espessura médio-intimal carotídea, apenas a altura foi independentemente associada com esse método automatizado. Estudos adicionais devem ser conduzidos de forma prospectiva, a fim de identificar potenciais marcadores que possam ser utilizados para evitar o desenvolvimento e a progressão de patologias cardiovasculares em pacientes pediátricos.
Importance: Obesity has become a major public health problem due to its growing prevalence in recent decades and its comorbidities. Many studies have related abdominal fat to metabolic abnormalities and increased risk of cardiovascular diseases in adults, but there are few studies that have examined these questions in adolescents. Atherosclerotic disease is the major cause of morbidity and mortality around the world. Atherosclerosis has been demonstrated to begin in childhood and measurement of carotid artery intima-media thickness (cIMT) by ultrasonography (US) can be used to evaluate cardiovascular risk in this population. Whether the thickness of arterial wall increases with body mass index (BMI) is still a matter of debate.Objective: The purpose of this study was to assess the association between ultrasound measurements of abdominal fat and automated US measurements of cIMT with anthropometric and laboratory data in a group of adolescents in order to identify potential markers that may be used to control the development of risk factors for cardiovascular disease in adolescents.Patients and Methods: Forty-five patients aged 10 to 17 years were enrolled in this study voluntarily. The subjects were evaluated in a pediatric outpatient clinic at either the Instituto da Criança da Universidade de São Paulo in São Paulo or the Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul in Porto Alegre. Adolescents were classified as obese or eutrophic according to their body mass index z-score for Brazilian children and adolescents. We determined waist circumference, waist-to-height ratio and conicity index from all subjects. We obtained blood samples from all subjects after 12 hours of fasting to measure glycemia, triglyceride, total cholesterol, HDL-cholesterol, LDL-cholesterol, insulin, and apolipoprotein B levels. We calculated the patients’ HOMA-IR index, a mathematical model that quantifies insulin resistance based on the formula: HOMA-IR = fasting Insulin (μUI/mL) x fasting glucose (mmol/L) / 22. 5. All patients received an ultrasound assessment of subcutaneous tissue, pre-peritoneal fat, and intra-abdominal fat and all of them received an US assessment of the common carotid artery intima-media thickness.Results: Ultrasonographic measures of abdominal fat were found to be associated with anthropometric measurements, glucose level, insulin level, and HOMA-IR (except glucose and maximal pre-peritoneal fat). In our multivariate analysis, body mass index z-score, conicity index, and HOMA-IR remained independently associated with the subjects’ sum of fat. Only minimal subcutaneous fat associated independently with HOMA-IR. In relation to the vascular US evaluation, cIMT was not associated with sex or BMI z-score. However, cIMT on both the right and the left sides was found to associate positively with height. Additionally, cIMT on the right side was found to associate positively with waist circumference and HOMA-IR, and negatively with apolipoprotein B levels. In our multivariate analysis, only height remained independently associated with cIMT (right and left).Conclusions: Subcutaneous fat may be more useful than visceral fat as a marker for insulin resistance in adolescents. In the US measurements of both cIMT, only height was independently associated with this automated method. Further studies should be conducted on a prospective basis in order to identify potential markers that could be used to prevent the development and progression of cardiovascular pathology in pediatric patients.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5452
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