Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/5482
Type: doctoralThesis
Title: Ambientes familiares tóxicos: impactos da violência conjugal na vinculação entre mães e filhos, no reconhecimento de emoções e nos níveis de cortisol
Author(s): Boeckel, Mariana Gonçalves
Advisor: Grassi-Oliveira, Rodrigo
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Issue Date: 2013
Keywords: FAMÍLIA - PSICOLOGIA
RELAÇÕES FAMILIARES
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
VIOLÊNCIA - MULHERES
Abstract: Intimate partner violence (IPV) is a serious public health problem, reverberating psychobiologically beyond the victimized woman. Most studies focus on the physical and psychological impacts on them, neglecting the importance of the effect on the others involved. OBJECTIVE: To identify the reverberation of IPV on the emotional recognition process and cortisol levels of mothers and children, as well as on the maternal bond and emotional dysregulation of the mothers. METHOD: This thesis consists of five studies. The first study presented the adaptation and factor analysis of the Inventory of Perceived Maternal Attachment (IPVM), an instrument that assesses the maternal emotion bond. The second was a result of the Programa Institucional de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior – PDSE - CAPES, and aimed to evaluate the relation between the mental health status of abused women, their partners’ violence toward the children and their maternal behavior. The third study investigated the impact that IPV and difficulties in emotional dysregulation have on maternal bond quality among women victims of IPV. The fourth study purposed to understand the impact of IPV on the ability to recognize facial expressions of emotion in women victims and their children. Finally, the last study investigated the chronic cortisol concentrations, measured through hair samples in women victims of sexual violence and their children. RESULTS: In the first study, exploratory factor analysis indicated the presence of two factors semantically congruent and complementary: interaction/affection and maternal perception. The second study highlighted the occurrence of IPV as a factor recrudescent for the probability of violence against the children of women victims of IPV, and the protective behaviors of mothers to children when facing the aggressive acts of their partners toward children shown to be associated with the mother’s mental health. The third study found negative correlations between maternal bond quality and: IPV (physical, psychological or sexual violence), symptoms of posttraumatic stress disorder in children and difficulties in emotional regulation in mothers. The fourth study demonstrated that children exposed to marital violence had a greater bias to identify the emotion anger and fear in neutral faces, and mother’s victims of IPV showed greater bias to fear. The fifth study unveiled that the cortisol levels of mothers victims of sexual violence and their children were higher than those of controls. CONCLUSION: The present thesis brings unprecedent results in the scientific literature. The studies presented here highlight the interpersonal, emotional, cognitive and biological impacts of IPV on women and their children. Given that violence is a complex phenomenon, it seems important to underline the significance of further studies on IPV and its reverberations beyond female victims, including the family system.
A violência conjugal é um sério problema de saúde pública, reverberando de forma psicobiológica para além da mulher vítima. A maioria dos estudos acerca da temática centra-se nos impactos psicológicos e físicos nas mulheres vítimas, negligenciando a importância do olhar cientifico para os demais envolvidos. OBJETIVO: Identificar a reverberação da violência conjugal no processamento do reconhecimento emocional e nos níveis de cortisol de mães e filhos, assim como na vinculação materna e na desregulação emocional das mães.MÉTODO: A presente tese é composta por cinco estudos. O primeiro estudo apresentou a adaptação e análise fatorial do Inventário de Percepção de Vinculação Materna (IPVM), instrumento que avalia a vinculação de mães para com seus filhos. O segundo foi resultante do Programa Institucional de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior – PDSE - CAPES, e objetivou compreender a relação existente entre saúde mental da mulher/mãe vítima de violência conjugal, a violência provocada por seus companheiros para com as crianças, e os comportamentos protetivos da mãe em relação às crianças. O terceiro estudo investigou o impacto da violência conjugal e da desregulação materna na vinculação materna. O quarto estudo intencionou compreender os impactos da violência conjugal na habilidade de reconhecimento de expressões faciais de emoção nas mulheres vítimas e em seus filhos. Por fim, o último estudo investigou as concentrações de cortisol crônico, mensurado por intermédio de amostras de cabelo, em mulheres vítimas de violência sexual e seus filhos. RESULTADOS: No primeiro estudo, a Análise Fatorial Exploratória apontou a presença de dois fatores semanticamente congruentes e complementares entre si: interação e afeto, e percepção materna. O IPVM mostrou-se um instrumento consistente para avaliar a vinculação materna de mães com filhos. O segundo estudo destacou a ocorrência de violência conjugal como fator recrudescente para a probabilidade de atos violentos do companheiro agressor para com os filhos da mulher vítima de violência conjugal; assim como os comportamentos protetivos das mães para com as crianças frente aos atos agressivos de seus companheiros mostraram-se associados à saúde mental da mãe. O terceiro estudo evidenciou correlações negativas entre o grau de vinculação materna e: violência conjugal (física, psicológica ou sexual), sintomas de transtorno de Estresse Pós-Traumático nas crianças e dificuldades na regulação emocional nas mães. O quarto estudo salientou que as crianças expostas à violência conjugal apresentaram um maior viés para a identificação da emoção raiva e medo frente a faces neutras, e as mães vítimas de violência conjugal evidenciaram maior viés para medo. O quinto estudo desvelou que os níveis de cortisol dos trinta dias anteriores à pesquisa mostram-se significativamente mais elevados nas mães vitimas de violência sexual e em seus filhos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A presente tese traz resultados inéditos na literatura. Os estudos aqui apresentados destacam os impactos relacionais, emocionais, cognitivos e biológicos da violência conjugal nas mulheres e em seus filhos. Tendo em vista a violência ser um fenômeno complexo e biopsicossocial, salienta-se a importância de novas investigações que contemplem o fenômeno e suas reverberações para além da mulher vítima, que incluam o sistema familiar.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5482
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