Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://hdl.handle.net/10923/5861
Tipo: masterThesis
Título: Psicopatia e reconhecimento de faces emocionais em presidiárias
Autor(es): Salvador-Silva, Roberta
Orientador: Arteche, Adriane Xavier
Editor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Fecha de Publicación: 2014
Palabras clave: PSICOLOGIA COGNITIVA
PSICOPATOLOGIA
TRANSTORNO DA PERSONALIDADE ANTI-SOCIAL
PERSONALIDADE ANTI-SOCIAL
Resumen: JUSTIFICATIVA: Psicopatas apresentam prejuízos relacionados ao processamento emocional. Dados sobre a habilidade de reconhecer faces emocionais não são convergentes. Estudos anteriores apresentam ausência de convergência metodológica, principalmente em relação ao tempo de exposição dos estímulos, e viés de sexo nas amostras, com a maioria dos estudos com foco em amostras masculinas. A presente dissertação teve como objetivo geral investigar características da psicopatia em mulheres presidiárias, sendo composta por dois estudos empíricos. O primeiro estudo objetivou verificar o reconhecimento de expressões faciais de emoções em psicopatas e o segundo estudo investigou se a psicopatia apresentada pela mesma amostra mostra-se isomorfa ao Transtorno da Personalidade Antissocial (TPA) ou se pode ser discriminante para diferentes padrões de pontuação para os critérios de TPA.MÉTODO: 109 presidiárias da cidade de Porto Alegre – Brasil foram avaliadas e, com base nos escores do PCL-R e SCID-II, foram formados três grupos: 1) 33 presidiárias com psicopatia (PCL-R ≥ 30); 2) 43 presidiárias com TPA (PCL-R < 20); e 3) 33 presidiárias sem nenhum transtorno da personalidade (grupo controle) (PCL-R < 10). No primeiro estudo as participantes responderam a uma tarefa de reconhecimento de expressões faciais de emoções. No segundo estudo, foi utilizada Análise de Classes Latentes, com base nos escores dos mesmos instrumentos, para verificar se a psicopatia distingue entre classes latentes as presidiárias com diagnóstico clínico de TPA.RESULTADOS: O primeiro estudo revelou déficits significativos no reconhecimento de emoções negativas (medo, tristeza e nojo) no grupo de psicopatas, com maior tamanho de efeito observado no processamento de medo, especificamente quando os estímulos foram apresentados em 200 ms. Também foram verificados déficits no grupo de TPA para a emoção de medo e de nojo no tempo mais breve de exposição em comparação ao grupo controle. No segundo estudo foram identificadas três classes latentes com diferentes graus de TPA. As participantes com diagnóstico clínico de TPA encaixaram-se em duas classes latentes com níveis significativamente diferentes de psicopatia. Mulheres com escore no PCL-R ≥ 30 fixaram-se quase exclusivamente dentro da classe de TPA grave, enquanto TPA moderado quase não conteve participantes com escore no PCL-R ≥ 30.CONCLUSÃO: A presente dissertação corrobora com os dados sobre prejuízos no reconhecimento de expressões faciais de emoções em psicopatas com resultados inéditos na literatura para a população feminina. Os dados confirmam a hipótese de que déficits mais específicos de processamento emocional nessa população são apresentados a um nível reduzido do tempo de exposição em condições experimentais. Além disso, foram verificadas evidências empíricas inéditas de que presidiárias com diagnóstico de TPA compreendem uma população heterogênea, como os níveis mais elevados de psicopatia sendo encontrados apenas em um subconjunto de presidiárias acima do limiar clínico para TPA.
BACKGROUND: Psychopaths show impairments in emotional processing. Data about their ability to recognize emotional faces are not convergent. Prior studies revealed a lack of methodological convergence, in particular in relation to the exposure time of the stimuli, and on the sex bias of the sample with the majority of the studies focusing on male participants. This thesis aimed to investigate characteristics of psychopathy in female offenders, consisting of two empirical studies. The first study aimed to verify the recognition of facial expressions of emotion in psychopaths, being the first study to test the control of exposure time of 200 ms in the female sample. The second study investigated whether, in the same sample, psychopathy is isomorphic to Antisocial Personality Disorder (APD) or if a discriminative pattern of scores on APD criteria is observed.METHOD: 109 female offenders from Porto Alegre city – Brazil were evaluated and, based on the PCL-R and SCID-II scores, three groups were formed: 1) female psychopathic inmates (PCL-R ≥ 30; n=33); 2) female antisocial (APD) non-psychopathic inmates (PCL-R < 20, n=43); and 3) female inmates without any personality disorder (control group) (PCL-R < 10, n=33). In the first study, participants completed a facial affect recognition task. In the second study, we used Latent Class Analysis based on the scores of the same measures to check whether psychopathy distinguishes between latent class female offenders with clinical diagnosis of APD.RESULTS: The first study revealed significant deficits in negative emotions (fear, sadness and disgust) in the psychopathic group, with the highest effect size being observed in processing of fear precisely when the stimuli were presented in 200 ms. Deficits were also observed in the APD group to the emotion of fear and disgust in shorter exposure times compared to the control group. In the second we identified three latent class with varying degrees of APD. Participants with a clinical diagnosis of APD fell into two latent class with significantly different mean scores on PCL-R psychopathy. Females with PCL-R total scores ≥ 30 fell almost exclusively within the Severe APD class; the Moderate APD class had almost no individuals with a PCL-R total score ≥ 30.CONCLUSION: The present work corroborates the data about the impairments in facial emotion recognition in psychopaths with unprecedented results in the literature for female samples. Data confirm that the more specific deficits shown by psychopaths are only observed in a reduced exposure time experimental stimulus. Moreover, we found novel empirical evidence that female offenders with clinical APD comprise a heterogeneous population, as higher levels of psychopathy only occurred in a subset of women above the clinical threshold for APD.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5861
Aparece en las colecciones:Dissertação e Tese

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