Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://hdl.handle.net/10923/7232
Tipo: doctoralThesis
Título: Avaliação in vitro da citotoxicidade, genotoxicidade e mutagenicidade de materiais estéticos de preenchimento facial
Autor(es): Borghetti, Ruchielli Loureiro
Orientador: Figueiredo, Maria Antonia Zancanaro de
Editor: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Fecha de Publicación: 2015
Palabras clave: ODONTOLOGIA
ESTOMATOLOGIA CLÍNICA
CITOTOXINAS
TOXICOGENÉTICA
ÁCIDO HIALURÔNICO
Resumen: Hyaluronic acid (HA) and polymethylmethacrylate (PMMA) are the most used dermal fillers nowadays. The indiscriminate use of such substances has brought to light unwanted adverse effects. Thus biocompatibility studies are a necessity, since the scientific literature does not clarify the etiology of these effects. The current research has evaluated cytotoxic, genotoxic and mutagenic responses from distinct in vitro tests performed in an independent manner. The cytotoxicity potential of the materials was evaluated by the induction of an inhibition halo in a solid yeast cultures. To conduce a preliminary view, the dilutions ranging from 10-2 to 10-5 were verified. For quantitative test, the colonies were counted to estimate the CFU/mL (colony-forming units per milliliter) values. Halo inhibition test showed that only silicone, used as a positive control, was capable of inducing cytotoxicity in this yeast. The preliminary experiment also indicated silicone and HA 16 mg/mL as a cellular toxicity inductor material. Quantitative test indicated that HA 20 mg/mL and 0. 1mL volume inhibited cell proliferation (ANOVA, Tukey test, p≤ 0. 05). PMMA was dosedependent to 2 and 10% concentrations (Tukey test, p≤ 0. 05). 30% PMMA showed cell proliferation inhibition similar to the negative control. Silicone proved to inhibit S. cerevisiae cell proliferation (Tukey test, p≤ 0. 05). In a second investigation, in Chinese hamster lung fibroblasts (V79 cells), the cytotoxic, genotoxic and mutagenic potentials of 20 mg/mL HA and 30% PMMA were determined. For testing these effects, clonogenic survival, comet and micronucleus assay were performed. HA and PMMA were able to decrease the colony formation when cultures were exposed to compounds by 24 h followed by 6 days in drug-free media. In addition, no genotoxic effects were detected in the 3 or 24 h of exposure to HA or PMMA. In the same manner, both dermal fillers did not induce increase in the micronucleus frequency in binucleated cells. Taken together, these results suggest that (1) 20 mg/mL HA and 10% PMMA are cytotoxicity inductors for the eukaryotic model S. cerevisiae; (2) 20 mg/mL HA and 30% PMMA have a weak cytotoxic activity in V79 cells; (3) the tested substances do not cause detectable DNA damage and chromosome alterations in V79 cells.
O ácido hialurônico (AH) e o polimetilmetacrilato (PMMA) são os materiais de preenchimento estético mais empregados na atualidade. Seu uso indiscriminado tem evidenciado efeitos indesejáveis nos usuários destes produtos, tornando necessário o estudo da biocompatibilidade dos mesmos, uma vez que a literatura científica disponível não esclarece, de forma conclusiva, a etiologia das reações adversas que podem se desenvolver a partir da sua injeção. A presente pesquisa avaliou a resposta citotóxica, genotóxica e mutagênica, a partir de testes in vitro distintos e efetuados de maneira independente. Utilizando a levedura Saccharomyces cerevisiae averiguou-se a citotoxicidade do AH (16 mg/mL e 20 mg/mL) e do PMMA (2%, 10% e 30%), por meio de experimentos qualitativos e quantitativos. O primeiro procedeu-se pela indução de halo de inibição. Para conduzir uma análise preliminar, as diluições 10-2 a 10-5 foram verificadas. No teste quantitativo, as colônias formadas foram contadas em UFC/mL (unidades formadoras de colônias por mililitro).Os dados observados em levedura demonstraram que no teste do halo de inibição, o silicone, utilizado como controle positivo, foi o único material capaz de induzir citotoxicidade. O exame preliminar também indicou o silicone e o AH 16 mg/mL como indutores de toxicidade celular. Na análise quantitativa, o AH 20 mg/mL no volume de 0,1 mL inibiu a proliferação celular (ANOVA, teste de Tukey, p≤ 0,05). O PMMA apresentou resposta dose-dependente nas concentrações de 2% e 10% (teste de Tukey, p≤ 0,05). Por outro lado, o PMMA 30% exibiu níveis de crescimento celular semelhantes ao controle negativo. O silicone confirmou o impedimento de proliferação celular em S. cerevisiae (teste de Tukey, p≤ 0,05). Numa segunda investigação, em cultura de fibroblastos pulmonares de hamster Chinês (linhagem V79), foram determinados os potenciais de citotoxicidade, genotoxicidade e mutagenicidade do AH 20 mg/mL e do PMMA 30%. Para esses parâmetros, a abordagem envolveu os ensaios clonogênico, cometa e micronúcleos. O AH e o PMMA foram capazes de diminuir o crescimento de colônias quando as culturas foram expostas aos produtos por 24 h, seguidos por 6 dias em meio com ausência das drogas. Não foram detectados efeitos genotóxicos em 3 h ou 24 h de exposição ao AH ou PMMA. Da mesma maneira, ambas as substâncias não induziram aumento na frequência de micronúcleos em células binucleadas. Os resultados obtidos permitem sugerir que (1) o AH 20 mg/mL e o PMMA 10% são indutores de citotoxicidade em modelo eucarioto S. cerevisiae; (2) o AH e o PMMA possuem fraca citotoxicidade sobre a linhagem V79; (3) os materiais testados não provocam danos no DNA e alterações cromossômicas detectáveis.
URI: http://hdl.handle.net/10923/7232
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