Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/7587
Type: masterThesis
Title: Assembleia de aves territorialistas na formação espinilho: densidade e seleção de habitat reprodutivo
Author(s): Pereira, Mauricio da Silveira
Advisor: Fontana, Carla Suertegaray
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Issue Date: 2015
Keywords: ZOOLOGIA
PARQUE ESTADUAL DO ESPINILHO (RS) - ECOLOGIA
ORNITOLOGIA
AVES - ARGENTINA
AVES - RIO GRANDE DO SUL
Abstract: Inserted into the grassland matrix of the pampa biome is Espinal ecoregion with distinctive arboreal components, predominantly located in Argentina with a small insertion in Brazil, more precisely in the most western portion of Rio Grande do Sul. This ecosystem is considered threatened and of high conservation priority in Argentina. In the state of Rio Grande do Sul its remnants are restricted to the Espinilho State Park and its neighboring areas. At the national scope, this region is a household to a bird species group restricted to this ecosystem, and several of them are classified as endangered. Although widespread relevance in the literature on the species and its Espinal habitat relationship we lack studies in the region, especially on population densities and vegetation features selected for these species. Thus, we aimed to answer questions related to density of breeding territory and vegetation features that may be acting in the distribution of the assemblage of territorial birds in Espinal ecosystem in the state. Four different plots (in sizes and characteristics) were selected (total of 206. 2 ha) and nine spot-mapping census were carried out in each area during the 2012/2013 breeding season. Birds were color and metal banded previously in the plots to facilitate later identification of territories. Fifty-one species provided data of at least one territory. The territory densities (territory / 100 ha) ranged from 0. 09 to 110. 96.Common species in state as Zonotrichia capensis, Sicalis flaveola and Troglodytes musculus had higher densities. Five of seven measured variables show statistically difference (Kruskal-Wallis test, P <0. 05) between the areas: tree density, tree richness, tree width, herbaceous height and shrubs density. Twenty-one species preferred areas with high coverage of tree layer. Areas with high herbaceous height favored grassland or occupants of shrubby areas, as Volatinia jacarina, Sicalis luteola, Sporophila caerulescens and Euscarthmus meloryphus. Places where other tree species occur, beyond the most characteristic species of Espinal ecosystem (Prosopis spp., Vachelia caven) were used for more edge-forested species such as Elaenia parvirostris, Turdus amaurochalinus, Synallaxis frontalis, Poospiza melanoleuca, Cranioleuca pyrrhophia and Cyanocorax chrysops. Ground foraging species including those of some conservation interest, such as Asthenes baeri, Drymornis bridgesii, Coryphistera alaudina, Pseudoseisura lophotes and Gubernatrix cristata, selected areas with livestock presence with reduced herbaceous height and lower shrubs density. Our data suggest prudence in the cattle removal after the acquisition of new areas of Espinilho State Park, requiring the monitoring of all actions aimed at further any change in vegetation structure. Such changes may reflect negatively on the use of areas for some species.
A área de estudo está inserida numa matriz campestre do bioma pampa, em uma ecoregião conhecida como del espinal ou espinhal com componentes arbóreos marcantes, predominantemente situada no território argentino, com uma pequena representação no Brasil, mais precisamente no extremo oeste do Rio Grande do Sul. Esta formação é considerada ameaçada e de alta prioridade de conservação na Argentina e, no estado do Rio Grande do Sul e seus remanescentes estão restritos ao Parque Estadual do Espinilho e áreas limítrofes. Na esfera nacional esta região abriga um grupo de espécies de aves de distribuição restrita a esta formação, sendo diversas delas classificadas como ameaçadas de extinção. Apesar da relevância amplamente difundida na literatura sobre a especificidade das espécies de espinilho a seu habitat, carecemos de estudos na região, especialmente sobre as densidades populacionais e as características na vegetação selecionadas por estas espécies. Desta forma este estudo teve por objetivo responder questões ligadas a densidade de territórios reprodutivos e características na vegetação que podem estar atuando na distribuição da assembleia de aves territorialistas na área do Parque Estadual do Espinilho. Quatro áreas de tamanhos e características distintas foram selecionadas (total de 206,2 ha) e nove amostragens foram realizadas em cada área durante a estação reprodutiva de 2012/2013 com o uso do método de mapeamento de territórios (spot-mapping). Previamente, indivíduos foram anilhados nas áreas com anilhas metálicas e coloridas de modo a facilitar a posterior identificação dos territórios. Para um total de 51 espécies foram coletados dados que possibilitaram a identificação de, no mínimo, um território. As densidades de territórios (território / 100 ha) variaram entre 110,96 até 0,09. Espécies comuns no Estado como Zonotrichia capensis, Sicalis flaveola e Troglodytes musculus foram as espécies com maiores densidades. Sete variáveis da vegetação foram medidas e cinco delas demonstraram diferenças significativas (Kruskal-Wallis, P < 0,05) entre as áreas: densidade de arbóreas; riqueza de arbóreas, circunferência do caule das arbóreas, altura do estrato herbáceo e densidade de arbustos. Áreas com elevada cobertura do estrato arbóreo foram preferidas por 21 espécies. Áreas com altura elevada do estrato herbáceo favoreceram espécies campestres ou ocupantes de áreas arbustivas, como Volatinia jacarina, Sicalis luteola, Sporophila caerulescens e Euscarthmus meloryphus. Os locais onde ocorrem outras espécies arbóreas, além das espécies mais características da formação Espinilho (Prosopis spp., Vachelia caven) foram utilizados por espécies de áreas mais florestadas (borda de floresta) como por exemplo Elaenia parvirostris, Turdus amaurochalinus, Synallaxis frontalis, Poospiza melanoleuca, Cranioleuca pyrrhophia e Cyanocorax chrysops. As áreas com presença de gado apresentaram reduzida altura do estrato herbáceo e menor densidade de arbustos, características selecionadas por espécies que forrageiam no solo, entre elas, algumas de interesse de conservação, como Asthenes baeri, Drymornis bridgesii, Coryphistera alaudina, Pseudoseisura lophotes e Gubernatrix cristata. Nossos dados sugerem cautela nas ações de retirada do gado após a aquisição de novas áreas do Parque Estadual do Espinilho, sendo necessário o monitoramento de todas as medidas que visem promover qualquer alteração na estrutura da vegetação, fator que pode refletir de forma negativa na utilização das áreas por algumas espécies.
URI: http://hdl.handle.net/10923/7587
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