Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/7660
Tipo: doctoralThesis
Título: Fatores de personalidade e evolução clínica em pacientes transplantados de rim
Autor(es): Thomas, Caroline Venzon
Orientador: Antonello, Ivan Carlos Ferreira
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Data de Publicação: 2015
Palavras-chave: MEDICINA
NEFROLOGIA
RINS - TRANSPLANTE
PERSONALIDADE
Resumo: The relationship between personality and health is frequently studied in scientific research. This study aimed to investigate the clinical/biochemical course of kidney transplant patients and its relationship with personality traits in the 3rd, 6th and 9th month after transplantation. Participants were 114 kidney transplant patients, 68 men and 46 women, with an average age of 47. 72 years (SD=11. 4). Personality was assessed using the Brazilian Factorial Personality Inventory (BFP). Patient charts were used to record clinical/biochemical variables over nine months following transplantation (hypertension, acute rejection, graft loss, death, creatinine and estimated glomerular filtration rate/eGFR). In addition to sociodemographic variables, information was also collected on transfusions prior to transplantation and panel reactive antibodies (HLA I and II). Two groups with personality types were differentiated by psychological characteristics (hierarchical cluster analysis): Cluster 1- average Neuroticism, high Surgency, Agreeableness and Conscientiousness, and low Openness; Cluster 2- high Neuroticism, average Surgency and Agreeableness, average Conscientiousness and low Openness. There was no statistically significant difference between the two clusters in terms of hypertension, acute infection, graft loss, death and HLA I and II panel reactive antibodies. Creatinine levels, eGFR and transfusions were associated with personality types. Cluster 1 contained significantly higher creatinine levels than Cluster 2 and these remained high on all three assessment occasions, with transfusion prior to transplantation less frequent in this group. Cluster 1 exhibited a slight decrease in average eGFR over time, with an increase observed in cluster 2. In individual analyses, Neuroticism was higher in patients with lower schooling levels (p=0. 002) and exhibited a significant positive correlation with average eGFR (r=0. 250; p=0. 008). Agreeableness was significantly higher in men patients (p<0. 001) and those without infection (p=0. 050). Agreeableness also showed a significant positive correlation with average creatinine levels (r= 0. 250; p= 0. 007) and a negative association with eGFR (r=-0. 208; p=0. 027). Higher levels of Conscientiousness were observed in participants with children (p=0. 026) not taking medication for depression (p=0. 033), as well as a positive correlation with HLA I panel reactive antibodies (r=0. 223; p=0. 018). In relation to Openness, the only statistically significant difference identified was in relation to schooling, with higher average values found among participants who had completed higher education (p=0. 037). The results suggest that personality traits may be associated with transplant results. Monitoring these patients over a longer period may provide a better understanding of the relationship between personality traits and clinical course during the posttransplant period.
A relação entre personalidade e saúde tem sido objeto de estudo frequente em pesquisas científicas. Este estudo teve como objetivo principal investigar a evolução clínica/laboratorial de pacientes transplantados de rim e sua relação com traços de personalidade no 30, 60 e 90 mês após o transplante. Participaram do estudo 114 pacientes transplantados renais, 68 homens e 46 mulheres, com idade média de 47,72 anos (DP=11,4). Para a avaliação da personalidade foi utilizada a Bateria Fatorial de Personalidade (BFP). A partir dos prontuários, foram registradas as variáveis clínicas/laboratoriais ao longo de nove meses após o transplante (hipertensão arterial (HA), rejeição aguda, infecção, perda do enxerto, óbito, creatinina e taxa de filtração glomerular estimada/ TFGe). Além das variáveis sociodemográficas, coletaram-se ainda informações sobre as transfusões prévias ao transplante e Painel de antígenos HLA (classe I e II). Dois grupos com perfis de personalidade foram diferenciados pelas características psicológicas (análise de cluster hierarquizado): Cluster 1- Neuroticismo médio, Extroversão, Socialização e Realização altos e Abertura baixo; Cluster 2- Neuroticismo alto, Extroversão, Socialização, Realização médio e Abertura baixo. Para HA, rejeição aguda, infecção, perda do enxerto, óbito e Painel de antígenos HLA, classe I e II não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois Clusters. Os níveis de creatinina, TFGe e transfusões tiveram associação com os perfis de personalidade. Verificou-se que o Cluster 1 concentrou níveis de creatinina significativamente mais altos que o Cluster 2 e que se mantiveram mais elevados nos três momentos de avaliação, sendo a transfusão prévia ao transplante menos frequente neste grupo. No Cluster 1 ocorreu leve redução da média de TFGe ao longo do tempo, enquanto que no Cluster 2 houve aumento. Nas análises individuais, Neuroticismo apresentou médias mais elevadas nos pacientes com menor escolaridade (p=0,002) e correlação significativa e positiva com a média de TFGe (r=0,250; p=0,008). O fator Socialização apresentou médias significativamente mais elevadas nos pacientes homens (p<0,001) e em pacientes sem infeção (p=0,050). Além disto, o fator Socialização indicou correlação significativa positiva com a média de creatinina (r= 0,250; p= 0,007) e negativa com TFGe (r=-0,208; p=0,027). O fator Realização apontou níveis mais altos nos participantes com filhos (p=0,026) e sem uso de medicações para depressão (p=0,033), além de correlação positiva com Reatividade contra painel de antígenos HLA I (r=0,223; p=0,018). No fator Abertura a única diferença estatística significativa identificada foi em relação à escolaridade que apontou maiores médias nos investigados com Ensino Superior (p=0,037). Os resultados sugerem que as características de personalidade podem estar associadas aos resultados do transplante O acompanhamento destes pacientes durante um período maior poderá levar a um melhor entendimento da relação entre fatores de personalidade e evolução clínica no período pós-transplante.
URI: http://hdl.handle.net/10923/7660
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