Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/7836
Type: masterThesis
Title: Processamento de expressões faciais de jovens: construção de um banco de imagens e investigação dos efeitos moderadores
Author(s): Novello, Bruno Martins
Advisor: Arteche, Adriane Xavier
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Issue Date: 2015
Keywords: PSICOLOGIA
EXPRESSÃO (PSICOLOGIA)
PSICOLOGIA COGNITIVA
EMOÇÕES
Abstract: Considering the role that facial expressions play in interpersonal relations, efforts have been made in order to better understand this topic. However, there are still gaps concerning research with adolescents. As this developmental stage is marked by interpersonal relations, and as these are related to a better quality of life, this dissertation aimed to fulfill some of the gaps in the topic. Two studies were conducted. Study I aimed to fill the gap concerning the absence of an image database containing facial stimuli representing the six basic emotion expressions encompassing the entire period of adolescence and its transition to the beginning of adulthood. To this end, posed and spontaneous expressions of 31 teenagers and young adult from 12-20 years (14 men, Mage = 17. 4, SD = 2. 7) were collected with the use of three strategies: emotive scenarios, posed expressions, and reactions to visual stimuli. Two thousand two hundred and seventy nine frames were captured. Expert judges (N = 3) filtered the frames, thus leading to a total of 42 final frames (three for each basic emotion, and three depicting neutral faces, equally divided between genders). These images were standardized and after passing through a new panel of expert judges (N = 4), they have been validated, thus composing the Youth Emotion Picture Set (YEPS). Since there is a lack of studies that directly investigate the role of covariates in recognizing expressions, Study II aimed to investigate the role the verbal IQ, pubertal development, and socialization in the accuracy of recognition of expressions among adolescents. Participants were 90 adolescents and young adults (44 males, Mage = 16. 7, SD = 2. 4) divided into four age groups: 12-14 (n = 23), 15-16 (n = 19), 17-18 (n = 24), and 19-20 years (n = 25).They were assessed with regard to verbal IQ, number of friends, weekly interactions with friends, and level of pubertal development. After that, they completed an experimental task in which they had to categorize the emotion displayed in three different presentation speeds (200ms, 500ms, 1000ms). The facial stimuli used were collected from the YEPS. Findings showed that number of interactions with friends per week was inversely related to accuracy in recognizing anger and disgust. Verbal IQ was significantly proportional to the accuracy of surprise, disgust, and anger. Pubertal development was related to the recognition of expressions of happiness. This dissertation resulted in the development of the YEPS, an instrument that can be used in studies exploring emotions in adolescents or for clinical application purposes. Study II revealed that different covariates influenced the recognition of emotion expressions. The covariates predicted differently accuracy in emotion recognition, with none of them explaining it for all emotions under investigation.
Por considerar a importância do papel que as expressões faciais desempenham em relações interpessoais, esforços têm sido realizados para estudar o tema. Entretanto, ainda existem lacunas referentes a pesquisas com o público adolescente. Como esta etapa do ciclo vital é um período no qual relações interpessoais passam a ter destaque estando relacionadas a uma melhor qualidade de vida, esta dissertação teve o objetivo de suprir algumas destas lacunas. Para tanto, foram conduzidos dois estudos. O Estudo I objetivou preencher a lacuna referente à ausência de um banco de imagens que contenha estímulos faciais que representem as seis expressões básicas, englobando todo o período da adolescência e sua transição para o início da vida adulta. Para tal, foram coletadas expressões posadas e espontâneas de 31 jovens de 12 a 20 anos (14 homens, Midade = 17,4, DP = 2,7). Três estratégias foram usadas: cenários mentais, expressões posadas e reações a estímulos visuais. Foram captados 2279 frames que após passarem por processos de filtragem do pesquisador foram avaliados por três juízes experts e reduzidos a um total de 42 frames (três para cada emoção básica e três para faces neutras, igualmente divididos entre os gêneros). Estas imagens foram padronizadas e, após terem passado por mais um painel de quatro juízes, foram validadas constituindo assim o Youth Emotion Picture Set (YEPS). Dado que existe uma carência de estudos que investiguem diretamente a relevância de covariáveis no reconhecimento de expressões faciais, o Estudo II teve como objetivo investigar o papel do QI verbal, do desenvolvimento púbere e da socialização poderiam ter na acurácia do reconhecimento de expressões em adolescentes. Participaram do estudo 90 adolescentes e jovens adultos (44 do sexo masculino, Midade = 16,7, DP = 2,4) divididos em quatro grupos etários: 12-14 (n = 23), 15-16 (n = 19), 17-18 (n = 24) e 19-20 anos (n = 25).Eles tiveram seu QI verbal, quantidade de amigos, frequência de interações semanais com amigos e o nível de desenvolvimento púbere avaliados e realizaram uma tarefa experimental na qual deveriam categorizar a emoção apresentada nas imagens do YEPS em três velocidades (200ms, 500ms, 1000ms). Os resultados indicaram que a quantidade de interações sociais por semana com amigos está inversamente relacionada à acurácia no reconhecimento de expressões de raiva e nojo. O QI verbal foi significantemente proporcional a acurácia da identificação de expressões de surpresa, nojo e raiva. O desenvolvimento púbere se relacionou ao reconhecimento de expressões de alegria. A partir desta dissertação, foi possível desenvolver o YEPS, um instrumento que pode ser utilizado em outras pesquisas ou em estudos de aplicação clínica. Em relação ao Estudo II, foi possível identificar o modo como diferentes covariáveis operam no reconhecimento de expressões e que, entre as covariáveis estudadas, não existiu uma que fosse capaz de influenciar a acurácia de todas as emoções.
URI: http://hdl.handle.net/10923/7836
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