Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/9649
Tipo: doctoralThesis
Título: Prevalência e preditores da adição ao trabalho em gestores
Autor(es): Pinheiro, Letícia Ribeiro Souto
Orientador: Kristensen, Christian Haag
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Data de Publicação: 2016
Palavras-chave: SAÚDE OCUPACIONAL
BEM-ESTAR PESSOAL
PSICOLOGIA SOCIAL
PSICOLOGIA
Resumo: A presente tese de doutorado tem como objetivo investigar a prevalência e os preditores associados à adição ao trabalho em gestores, bem como avaliar se a satisfação com a vida seria uma variável mediadora na relação entre a adição ao trabalho e o bem-estar psicológico. Sua composição envolve três artigos, estruturados sob forma de seções. A seção I apresenta um estudo teórico que teve como objetivo apresentar uma revisão sistemática da literatura internacional sobre os fatores associados à adição ao trabalho em gestores realizado na base de dados EBSCO. Os resultados demonstram que existem consensos e controvérsias sobre variáveis associadas às dimensões da adição ao trabalho, evidenciando, assim, a necessidade de um avanço na agenda de pesquisas acerca da temática, considerando as lacunas identificadas. Na seção II, são apresentados dois artigos empíricos, tendo o primeiro deles buscado identificar a prevalência, verificando se as variáveis sociodemográficas, laborais, engajamento no trabalho, desempenho profissional, motivação e satisfação com a vida predizem a adição ao trabalho em gestores. Os resultados identificaram que a dimensão de trabalho excessivo revelou um modelo preditor constituído das variáveis de satisfação com a vida, dedicação, absorção, horas diárias de utilização de tecnologias e função atual, enquanto que a dimensão do trabalho compulsivo foi explicada pelas variáveis de absorção, satisfação com a vida, horas trabalhadas no final de semana, foco na prevenção e idade do trabalhador. Por sua vez, o segundo estudo empírico buscou avaliar se a satisfação com a vida poderia funcionar como variável mediadora na relação entre a adição ao trabalho e o bem-estar psicológico.Os resultados indicaram a importância da satisfação com a vida como variável que pode atenuar o impacto do trabalho compulsivo e excessivo no bem-estar psicológico, auxiliando, com isso, o entendimento de um dos possíveis mecanismos de proteção para a saúde psicológica. O conjunto dos estudos empíricos e teóricos aponta para: (1) contribuições importantes na área da Psicologia da Saúde Ocupacional, especialmente no contexto brasileiro; (2) um ambiente caracterizado pelo excesso de horas e de tarefas pode auxiliar no surgimento da adição ao trabalho; (3) tanto as variáveis relacionadas ao contexto laboral quanto as individuais compuseram o modelo explicativo da adição ao trabalho, reforçando, portanto, que a adição é um fenômeno psicossocial; (4) a importância de intervenções que contemplem o equilíbrio entre atividades laborais e extralaborais em gestores como medida de prevenção e reabilitação da saúde psicológica.
The present dissertation aims to investigate the prevalence and predictors related to managers' work addiction, as well as evaluate if life satisfaction could be a measurement variable in the relation between work addiction and psychological well-being. This work is composed by three articles, structured in sections. Section I introduces a theoretical study that aims to show a systematic review of international bibliography about the factors related to work addiction in managers carried out in the EBSCO database. The results point to the existence of consensus and controversy around variables related to the work addiction dimensions, showing the need of a step forward in the research agenda on the theme, considering the identified gaps. Section II shows two empirical studies. The first one identifying the prevalence, checking if the sociodemographic, labor, work engagement, professional performance, motivation and life satisfaction variables predict work addiction in managers. The results showed that overpressure work dimension revealed a predictor model in the variables of life satisfaction, dedication, absorption, technology use time and current role, while the compulsive work dimension was explained by the absorption, life satisfaction, worked weekend hours, prevention focus and worker age. On the other hand, the second empirical study evaluated if life satisfaction could be a mediator variable in the relation between work addiction and psychological well-being. The results showed the importance of life satisfaction as a variable and that it may attenuate the impact of compulsive and excessive work in the psychological well-being, assisting the understanding of one of the possible protection mechanisms for the psychological health.The set of empirical studies aims to: (1) make important contributions in the Occupational Health Psychology area, mainly in the Brazilian context; (2) an environment characterized by hours and tasks excess may help in the rising of work addiction; (3) both the variables related to labor context and the individual ones composed the explicative model of work addiction, reinforcing, therefore, that work addiction is a psychosocial phenomenon; (4) the importance of intervention that contemplate the balance between labor and extralabor activities in managers as a preventive and rehabilitation measure of psychological health. Keywords: work addiction; workaholism; occupational health; managers.
URI: http://hdl.handle.net/10923/9649
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