Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/8046
Tipo: masterThesis
Título: Cyberbullying, estratégias de coping e esquemas iniciais desadaptativos em adolescentes
Autor(es): Mallmann, Caroline Louise
Orientador: Lisboa, Carolina Saraiva de Macedo
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Data de Publicação: 2015
Palavras-chave: ASSÉDIO VIRTUAL
AJUSTAMENTO (PSICOLOGIA)
PSICOLOGIA DO ADOLESCENTE
PSICOLOGIA CLÍNICA
Resumo: Cyberbullying is defined as a phenomenon involving aggressive, intentional and repetitive behaviors, carried out by electronic means, during a given period and perpetrated by an individual or group against a victim with difficulties in defending herself or himself. Coping strategies are a set of mutable cognitive and behavioristic efforts, used to deal with internal or external demands that are evaluated by the individual as excessive to his or her resources. Finally, Early Maladaptive Schemes (EMSs) are a dysfunctional cognitive and emotional pattern, related to oneself or to other individuals, developed during childhood or adolescence. Thus, the objective of this paper was to investigate the process of cyberbullying in adolescents of two cities in the State of Rio Grande do Sul (Brazil), as well the relation of this phenomenon with coping strategies and with Early Maladaptive Schemes. To do so, the investigation was divided into two empirical articles. The first article aimed at relating the social roles in cyberbullying (non-involved, victims, aggressors or victim-aggressors) and the styles of coping. A total of 273 students took part in the survey (average age=14,91; DP=1. 43). The teenagers were invited to answer the Sociodemographic Data Questionnaire, the Revised Cyberbullying Inventory (RCBI), the Young Schema Questionnaire for Adolescents (SQA) and the Lazarus and Folkman Coping Strategies Inventory. The results indicated that almost 58% of the adolescents suffered or perpetrated some sort of virtual violence. Moreover, the average of the coping strategies of self-control, social support and escape-avoidance were significantly higher to the victims than to the non-involved. On the other hand, the confrontation strategy was more frequent in the reports of victim-aggressors than in the non-involved. It is discussed the high cyberbullying frequency in the sample surveyed, as well as the dominance of coping strategies focused on emotion. The second article aimed at investigating the relations between social roles in cyberbullying and the Early Maladaptive Schemes proposed by Young. The participants, as well as the procedures, were the same as in Study 1. The results showed that girls tend to be more involved in cyberbullying practices than boys. Adolescents involved in cyberbullying as victims and victim-aggressors tend to present higher averages in the majority of EMSs than the non-involved. Victims presented significantly higher scores in the Defect scheme in comparison to aggressors, victim-aggressors and non-involved, as well as presented significantly higher scores in the Distrust, insufficient Self-Control, Subjugation and Self-Sacrifice Schemes in comparison with the non-involved and in the Entanglement Scheme in comparison to victim-aggressors. On the other hand, the victim-aggressors presented higher scores in the grandiosity, insufficient self-control and search for approval schemes. It was observed a higher frequency of cyberbullying among girls, which brings interpretations on cultural and biological influences related to genre and aggressiveness. Finally, it is equally debated the issue of EMSs as possible factors that make the individual vulnerable to the cyber victimization or that allow the perpetration of aggressive acts in the virtual context.
Cyberbullying é definido como um fenômeno que envolve comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos, realizados através de meios eletrônicos, ao longo de um determinado período e perpetrados por um indivíduo ou grupo contra uma vítima que apresenta dificuldade em se defender. Já estratégias de coping são um conjunto de esforços cognitivos e comportamentais mutáveis, utilizados para lidar com exigências internas ou externas, avaliadas pelo indivíduo como excessivas aos seus recursos. Por fim, Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) referem-se a um padrão cognitivo e emocional disfuncional, relacionado a si mesmo ou a outros indivíduos, os quais são desenvolvidos durante a infância ou adolescência. Assim, o presente trabalho teve por objetivo investigar o processo de cyberbullying em adolescentes de duas cidades do Rio Grande do Sul (Brasil), bem como a relação desse fenômeno com as estratégias de coping e com os Esquemas Iniciais Desadaptativos. Para isso, a investigação foi dividida em dois artigos empíricos. O primeiro artigo objetivou relacionar os papéis sociais no cyberbullying (não-envolvidos, vítimas, agressores ou vítimas-agressores) e os estilos de coping. Participaram do estudo 273 estudantes(idade média=14,91; DP=1,43). Os adolescentes foram convidados a responder ao Questionário de Dados Sociodemográficos, ao Revised Cyberbullying Inventory(RCBI), ao Questionário de Esquemas de Young para Adolescentes(QEA) e ao Inventário de Estratégias de Coping de Lazarus e Folkman. Os resultados indicaram que 58% dos adolescentes sofreram ou perpetraram alguma forma de agressão virtual. Além disso, as médias das estratégias coping de autocontrole, suporte social e fuga-esquiva foram significativamente maiores para as vítimas do que para os não-envolvidos. Por sua vez, a estratégia de confronto foi mais frequente no relato das vítimas-agressores que dos não-envolvidos. Discute-se a frequência elevada do cyberbullying na amostra pesquisada, bem como a prevalência de estratégias de coping focadas na emoção. Já o segundo artigo buscou investigar as relações entre os papéis sociais no cyberbullying e os Esquemas Iniciais Desadaptativos propostos por Young. Os participantes, bem como os procedimentos, foram os mesmo do Estudo 1. Os resultados apontaram que as meninas tenderam a estar mais envolvidas em práticas de cyberbullying que os meninos. Os adolescentes envolvidos em cyberbullying como vítimas e vítimas-agressores tenderam a apresentar médias mais elevadas na maioria dos EIDs do que os não-envolvidos. Vítimas apresentarem escores significativamente maiores no esquema de Defeito, em comparação a agressores, vítimas-agressores e não-envolvidos, assim como obtiveram pontuações significativamente maiores nos esquemas de Desconfiança, Autocontrole insuficiente, Subjugação e Auto-sacrifício, em comparação aos não-envolvidos e no esquema de Emaranhamento em comparação a vítimas- agressores. Por outro lado, as vítimas-agressores apresentaram escores mais elevados nos esquemas de grandiosidade, auto-controle insuficiente e busca de aprovação em comparação a não-envolvidos. Observou-se uma frequência mais elevada de cyberbullying entre as meninas, o que remete a interpretações sobre influências culturais e biológicas relacionadas a gênero e agressividade. Por fim, é igualmente problematizada a questão dos EIDs como possíveis fatores que vulnerabilizam o indivíduo à cyber vitimização ou propiciam a realização de atos agressivos no contexto virtual.
URI: http://hdl.handle.net/10923/8046
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