Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/13053
Type: doctoralThesis
Title: Condições macroeconômicas e saúde
Author(s): Triaca, Lívia Madeira
Advisor: França, Marco Tulio Aniceto
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Economnia do Desenvolvimento
Issue Date: 2018
Keywords: ECONOMIA DA SAÚDE
MACROECONOMIA
ECONOMIA - BRASIL
Abstract: Esta tese é formada por três ensaios independentes que buscam analisar o impacto das condições macroeconômicas na saúde e no estilo de vida da população brasileira. Apesar de independentes, os três ensaios se relacionam entre si. O primeiro ensaio objetiva analisar como as condições macroeconômicas impactam na saúde dos brasileiros. Para isto, utilizada um painel de dados agregados a nível estadual no período de 1992-2014 e usa como proxy para as condições macroeconômicas a taxa de desemprego estadual e para a saúde diferentes taxas de mortalidade. Estudos anteriores que abordaram a relação apontaram algumas fragilidades na metodologia usualmente utilizada na literatura, desta forma, propomos analisar a relação através da metodologia não paramétrica proposta por Li, Chen e Gao (2011) que permite estimar as tendências e os coeficientes de variação no tempo sem assumir a forma como essas funções variam ao longo do tempo. Os resultados observados para o Brasil mostraram que a relação entre condições macroeconômicas e saúde se modifica ao longo do tempo.Observamos um padrão anticíclico no início do período, 1992-1995 e pró-cíclico ao final do período, 2004-2014, para a taxa de mortalidade total. Especulamos que este padrão esteja acompanhando o desenvolvimento do país. As melhorias nas condições de vida da população brasileira apresentadas no período de 1992-2014 estariam guiando a relação – deixando-a de ser anticíclica e tornando-a pró-cíclica a medida que o país vai se desenvolvendo. O segundo ensaio busca analisar o impacto de condições macroeconômicas em medidas de peso, como IMC, excesso de peso, obesidade e obesidade severa. Este ensaio utiliza os microdados da VIGITEL no período de 2006 a 2014 e também utiliza como proxy de condições macroeconômicas a taxa de desemprego estadual. Os resultados mostraram que a relação é robusta e apresenta um padrão pró-cíclico – aumentos na taxa de desemprego reduzem o IMC, e esta redução é observada ao longo de toda distribuição, com efeitos estatisticamente significativos para as medidas de excesso de peso, obesidade e obesidade severa.Testamos dois possíveis canais pelos quais as condições macroeconômicas podem estar afetando o IMC, alimentação e prática de atividades físicas. Observamos alguns indícios de que a alimentação pode estar guiando a relação, porém os resultados não são conclusivos. Por fim, o terceiro ensaio analisa como as condições macroeconômicas influenciam o estilo de vida da população. Novamente utilizamos os dados da VIGITEL no período de 2006 a 2014 e a taxa de desemprego estadual como proxy de condições macroeconômicas. Para estilos de vida analisamos quatro grupos: tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e alimentação. Esta análise visa testar se a relação entre condições macroeconômicas e saúde para Brasil segue uma das duas hipóteses levantadas na literatura: hipótese de variações nos estilos de vida devido ao custo de oportunidade e hipótese de estresse econômico. Os resultados encontrados para o Brasil sugerem que em piores condições macroeconômicas os indivíduos adotam comportamentos nocivos à saúde, como o aumento do tabagismo, do consumo de gorduras e refrigerantes, mas também adotam comportamentos saudáveis, como a redução da frequência de consumo de bebidas alcoólicas e o aumento do consumo de frutas e hortaliças. A grande maioria dos resultados nos levam a crer que a relação é guiada pela hipótese de “estresse econômico”. Porém, algumas evidências conflitantes e a indisponibilidade de informações sobre a saúde mental dos indivíduos não torna possível validar esta hipótese.
This thesis consists of three independent essays that seek to analyze the impact of macroeconomic conditions on the health and lifestyle of the Brazilian population. Although they are independent, the three essays are connected. The first essay aims to analyze how the macroeconomic conditions impact the health of Brazilians. To do so, a panel of aggregate data was used at state level in the period 1992-2014 and we used as proxy for macroeconomic conditions the state unemployment rate and for health different mortality rates. Previous studies that addressed this relationship pointed out some flaws in the methodology usually used in the literature, thus, we analyze this relationship through the non-parametric methodology proposed by Li, Chen and Gao (2011), which makes it possible to estimate the trends and variation coefficients in time without assuming the way these functions vary over time. The results observed for Brazil showed that the relationship between macroeconomic conditions and health changes over time. We observed a countercyclical pattern at the beginning of the period, 1992-1995, and procyclical at the end of the period, 2004-2014, for the total mortality rate.We assume that this pattern is following the country’s development. The improvements in the living conditions of the Brazilian population presented in the period 1992-2014 guided the relationship – ceasing to be countercyclical and making it pro-cyclical as the country develops. The second essay seeks to analyze the impact of macroeconomic conditions on weight measures, such as BMI, overweight, obesity and severe obesity. This essay uses the microdata of VIGITEL in the period from 2006 to 2014 and also uses the state unemployment rate as a proxy for macroeconomic conditions. The results showed that the relationship is robust and presents a procyclical pattern - increases in the unemployment rate reduce BMI, and this reduction is observed throughout the entire distribution, with statistically significant effects for measures of overweight, obesity and severe obesity. We tested two possible ways through which macroeconomic conditions may be affecting BMI, eating habits and practicing physical activities. We observed some evidence that eating habits may be guiding the relationship, but the results are inconclusive.Finally, the third essay analyzes how macroeconomic conditions influence the population's lifestyle. Again, we used VIGITEL data from 2006 to 2014 and the state unemployment rate as a proxy for macroeconomic conditions. For lifestyle we analyzed four groups: smoking, alcohol consumption, sedentary lifestyle and eating habits. This analysis aims to test whether the relationship between macroeconomic conditions and health for Brazil follows one of two hypotheses raised in the literature: hypothesis of variations in lifestyles due to opportunity cost and hypothesis of economic stress. The results found in Brazil suggest that in worse macroeconomic conditions individuals adopt harmful behaviors, such as increased smoking, consumption of fat and soft drinks, but also adopt healthy behaviors, such as reducing the consumption of alcohol and increasing consumption of fruits and vegetables. The majority of the results lead us to believe that the relationship is guided by the hypothesis of "economic stress". However, some conflicting evidence and the unavailability of information about individuals' mental health does not make it possible to validate this hypothesis.
URI: http://hdl.handle.net/10923/13053
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