Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10923/4486
Type: masterThesis
Title: Utilização do teste de análise da marcha como método de avaliação funcional após lesões segmentares em nervo ciático de ratos
Author(s): Román Veas, Javier Andrés Arturo
Advisor: Silva, Jefferson Luis Braga da
Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Graduate Program: Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Issue Date: 2009
Keywords: MEDICINA
MICROCIRURGIA
NERVO CIÁTICO
REGENERAÇÃO NERVOSA
RATOS - EXPERIÊNCIAS
Abstract: Introduction: Treatment of peripheral nerve loss is still a non-resolved problem. In the experimental research area, animal’s models have been used, with long nerve defects, in order to study the effect of different substances with capacity of promote nerve regeneration when incorporated inside of nerve conduits. As a measure of nerve regeneration, a functional effect it’s considered as the most important effect measurement, being the Sciatic Function Index (SFI) the most employed method after sciatic nerve injury in rats; however, its use has been questioned in models of nerve transection (neurotmeses). The objective of the present study is to study SFI behavior in a transection model, with a long gap of 12 mm, in rat’s sciatic nerve with the aim of verify if the SFI is a reliable tool to differentiate recovery patterns of function and nerve regeneration after long sciatic nerve defects. Methods: Thirty young adult female Wistar rats were divided in 5 groups, in which a nerve gap was created, with a gap of 12 mm in right sciatic nerve, after that, the nerve gap was repaired using autograft, or using a silicone nerve conduit, filled with fibrin glue at which bone derived stromal cells, nerve growth factor or a combination of both was added. As a functional measure the SFI was recorded each week since the fifth until the sixteen. Results: Of 24 animals operated with tubes 21 failed to reconstitute a nerve inside the conduit (87, 5%). Of the three animals that showed nerve bridging inside the conduit, neither shown any difference in the SFI score compare with animals without nerve growth. All animals repaired with silicone tube showed absence of improvement in SFI score during all time of follow up. After 16 weeks, the average SFI±SD of the 4 groups with tube was -77,88±8,3, and this average score was statistically lower than the autograft group, that was -56,97±12,71, with a p value =0,003. Even when this difference was significant, the autograft group showed a recovery of only 43% of its normal value, after 16 weeks of follow up. Discussion: The difference after 16 weeks of SFI score founded between groups with null effect (tube) and the best effect actually possible (autograft), was statistically significant, however the low precision of the measure and the low amplitude of possible values founded between them, cause that its method has low power. Conclusions: The SFI is not a reliable method to measure nerve repair after long nerve gap (12mm) in a sciatic nerve injury model in rats, because its low power to detect true differences.
Introdução: O tratamento de lesões com perda dos nervos periféricos é ainda um problema não resolvido. Na área de pesquisa experimental, modelos animais com perdas nervosas de grande porte têm sido usados com o objetivo de estudar o efeito de sustâncias promotoras da regeneração axonal adicionadas dentro de sistemas de tubulização. Como medida de regeneração nervosa, o efeito funcional é considerado como o mais importante – o índice funcional da marcha, ou Sciatic Function Index (SFI), é o método mais utilizado nas lesões de nervo ciático em ratos; seu uso, porém, tem sido questionado em modelos de transecção nervosa (neurotmese). O objetivo do presente trabalho experimental é estudar o desempenho do SFI, em um modelo de transecção e perda de grande porte (12 mm) em nervo ciático de ratos, com o fim de verificar se a utilização do SFI é uma ferramenta confiável para diferenciar padrões de recuperação funcional e regeneração nervosa após perdas segmentares de grande porte em ratos. Métodos: Foram utilizadas 30 fêmeas de ratos Wistar, adultos, isogênicos, divididos em 5 grupos, nos quais se realizou uma perda de 12 mm do nervo ciático direito. Posteriormente, tal perda foi reparada com auto-enxerto ou com tubo de silicone preenchido com uma matriz de fibrina, onde se adicionaram células mononucleares de medula óssea (CMMO), fator de crescimento neural (NGF) ou uma combinação destes. O índice funcional da marcha (SFI) foi medido entre as 5° e 16° semanas após a cirurgia. Resultados: Do total de ratos tratados com tubo, 21 dos 24 animais falharam em reconstituir nervo no tubo (87,5%). Os três animais em que se evidenciou crescimento de nervo dentro do tubo não mostraram diferenças no SFI em relação aos outros em que não cresceu nervo. Todos os animais com tubulização mostraram ausência de recuperação funcional no SFI durante o seguimento. Depois de 16 semanas, a média do SFI± DP dos 4 grupos com tubo foi -77,88 ± 8,3, obtendo valores significativamente piores aos obtidos com auto-enxertos, com média SFI ±DP, -56,97±12,71, com valor p=0,003. Ainda que a diferença tenha sido significativa, o grupo com auto-enxerto apresentou uma melhoria limitada: 43% do valor considerado normal, após 16 semanas de observação. Discussão: As diferenças do SFI encontradas entre os grupos com ausência de efeito (tubo) e o melhor efeito possível (auto-enxerto) foi significativa (p=0,003); porém, a baixa precisão da estimativa e a baixa amplitude de valores encontrada entre eles determinam um método com baixo poder. Conclusões: O índice funcional da marcha (SFI) não é um método adequado para avaliar regeneração nervosa após lesões com perda segmentar de 12 mm em nervo ciático de rato, por ter um baixo poder para detectar verdadeiras diferenças.
URI: http://hdl.handle.net/10923/4486
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