Utilize este identificador para citar ou criar um atalho para este documento: http://hdl.handle.net/10923/5010
Tipo: masterThesis
Título: Avaliação da estrutura da entrevista investigativa com crianças
Autor(es): Stracke, Cristiane Borsatto
Orientador: Stein, Lilian Milnitsky
Editora: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Programa: Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Data de Publicação: 2013
Palavras-chave: PSICOLOGIA
PSICOLOGIA COGNITIVA
VIOLÊNCIA SEXUAL - CRIANÇAS
TESTEMUNHOS
Resumo: Nos últimos anos, tem havido um aumento considerável no número de denúncias de abuso sexual infantil. Com isso, diversos estudos vem sendo desenvolvidos sobre as técnicas de investigação, no que tange à oitiva de crianças com suspeita de terem vivenciado situações de abuso. A presente dissertação aborda como tema a entrevista investigativa com crianças, especialmente aquelas com suspeita de terem sofrido abuso sexual. A dissertação é apresentado em dois módulos. O primeiro módulo trata das peculiaridades da entrevista investigativa com crianças em idade pré-escolar, ou seja, menores de seis anos. São apresentadas as técnicas de entrevista investigativa mais utilizadas ao redor do mundo. Também são discutidos alguns fatores que podem comprometer o relato da criança durante a entrevista investigativa, tais como o uso de artefatos (p. ex. , brinquedos e desenhos), a repetição de entrevistas, bem como o tipo de pergunta utilizada pelo entrevistador. No segundo módulo, é descrito um estudo sobre a avaliação da estrutura da entrevista investigativa com crianças, com ênfase na dinâmica de perguntas e respostas. O estudo foi feito através da análise documental de uma amostra de 49 entrevistas reais realizadas com crianças entre seis e onze anos de idade, com suspeita de terem sofrido abuso sexual. Foram analisados os áudios ou vídeos das entrevistas e foram categorizadas as perguntas dos entrevistadores e as respostas das crianças. A classificação das perguntas e das respostas foi adaptada a partir de categorizações já existentes.Apenas as fases présubstantiva (rapport) e substantiva (relato) das entrevistas foram consideradas para a classificação de perguntas e respostas, já que são as fases de maior relevância para a dinâmica da entrevista. Foram analisadas as freqüências de perguntas e de respostas de toda a amostra, bem como a frequência da associação entre pergunta e sua respectiva resposta. Os resultados obtidos neste estudo mostram que os entrevistadores usam poucas perguntas abertas. A maioria das perguntas dos entrevistadores foram consideradas apropriadas, embora tenham sido mais diretivas (fechadas e de sondagem). Em função disso, as respostas das crianças foram mais frequentemente curtas, ou seja, com poucas informações acerca do que é questionado. A conclusão dos estudos apresentados destaca a importância do treinamento dos entrevistadores. Ressalta, ainda, a necessidade de técnicas de avaliação das entrevistas investigativas para constante manutenção do treinamento e aprendizado dos entrevistadores.
In the past years, there has been a considerable raise in the number of child sexual abuse complaints. Thereat, several studies have been developed about investigative interviewing of children with alleged abuse. The present dissertation has two sections about the topic of investigative interviewing of children with allegations of having been sexual abused. The first section presents a literature review on the peculiarities of the investigative interviews of pre-school age. Some of the most used investigative interviewing techniques around the globe are presented. Also, some elements that could compromise the child’s report during the investigative interview are discussed, such as the use of artifacts (toys and drawings), repetitive interviewing, as well as the type of questions used by the interviewer. In the second section, an empirical study is described focusing on the structure of children’s investigative interview, emphasizing the dynamics of questions and answers. The study was based over the document analysis (videos or audio) of a sample 49 real interviews with children aged between six and eleven years old, with allegations of having been sexual abused. The audio-tape or video-tape of the interviews were analyzed and both the questions placed by the interviewer and the answers given by the child were coded. The categories of questions and answers were adapted from pre-existent categories.Only the pre-substantive phase (rapport) and substantive phase (report) of the interviews were considered for the coding of questions and answers, since they are the most relevant phases to the interview. The frequencies of types of questions and types of answers were analyzed, as well as the frequency of each association between type of question and its respective type of answer. The results yielded that the interviewers tended to use few open questions. Most of the interviewers’ questions were considered appropriate, although more directive (closed question and probing). Therefore children’s answers were frequently shorter, which means, with fewer information about what was being investigated. In the concluding section, the results were discussed in terms of the importance of the interviewers training. In addition, results also highlighted the importance of developing need assessment techniques for training investigative interviewers.
URI: http://hdl.handle.net/10923/5010
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